Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Artigo

A hipertensão não espera pelos sintomas e prevenção também não deve esperar

Publicado em

OPINIÃO

artigo

Vivemos em uma época em que a medicina dispõe de tecnologia, conhecimento científico e tratamentos cada vez mais eficazes. Ainda assim, um dos maiores desafios da saúde continua sendo convencer as pessoas a cuidar do que não conseguem ver ou sentir. A hipertensão arterial é talvez o melhor exemplo dessa realidade.

Conhecida como uma doença silenciosa, ela pode permanecer por anos sem causar qualquer desconforto aparente. Enquanto a rotina segue normalmente, os vasos sanguíneos, o coração, os rins e o cérebro podem estar sofrendo danos progressivos. Muitas vezes, o primeiro sinal da hipertensão já é uma consequência grave, como um infarto ou um acidente vascular cerebral.

O Julho Vermelho nos convida justamente a mudar essa lógica. Em vez de esperar que a doença se manifeste, precisamos fortalecer uma cultura de prevenção. Cuidar da saúde cardiovascular não deve ser uma preocupação apenas de quem já recebeu um diagnóstico. É uma responsabilidade que acompanha todas as fases da vida.

A prevenção começa com atitudes simples, mas consistentes. Medir a pressão arterial regularmente é um hábito que deveria fazer parte da rotina de qualquer adulto, independentemente da idade. Hoje sabemos que alterações persistentes, mesmo discretas, merecem atenção e acompanhamento médico. Identificar precocemente qualquer mudança aumenta as chances de controlar a doença antes que ela provoque complicações.

Leia Também:  Explore a emoção

Outro aspecto fundamental é compreender que nossas escolhas diárias influenciam diretamente a saúde do coração. A alimentação rica em produtos industrializados, o excesso de sal, o sedentarismo, o ganho de peso, o tabagismo e o consumo exagerado de álcool criam um ambiente favorável para o desenvolvimento da hipertensão. Em contrapartida, uma rotina com alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade e manejo adequado do estresse fortalece não apenas o sistema cardiovascular, mas o organismo como um todo.

Também é importante desmistificar a ideia de que o tratamento termina quando a pressão está controlada. A hipertensão exige acompanhamento contínuo. Manter as consultas em dia, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e realizar os exames periódicos são etapas essenciais para reduzir riscos e preservar a qualidade de vida.

Na Unimed Cuiabá, entendemos que o cuidado mais eficiente é aquele que acontece antes da doença se agravar. É por isso que investimos em programas voltados à promoção da saúde e ao acompanhamento permanente dos nossos beneficiários. Um desses exemplos é o programa Sob Controle, desenvolvido especialmente para pessoas com hipertensão.

Leia Também:  Corrente de comércio com a China

A iniciativa oferece suporte multiprofissional, orientação sobre alimentação, incentivo à prática de atividade física, acompanhamento da pressão arterial, educação sobre o uso correto dos medicamentos e realização de exames preventivos.

Mais do que tratar uma doença, buscamos apoiar nossos pacientes na construção de hábitos capazes de transformar sua saúde a longo prazo.

A medicina moderna avança rapidamente, mas continua existindo uma ferramenta insubstituível: a prevenção. Ela depende menos da tecnologia e muito mais da decisão de cada pessoa em cuidar de si antes que o problema apareça.

Neste Julho Vermelho, o convite é simples: faça da prevenção um compromisso permanente. Seu coração trabalha por você todos os dias, sem pausas. Retribuir esse esforço com cuidado, acompanhamento médico e hábitos saudáveis é uma das decisões mais importantes que podemos tomar.

 

*Dr. Carlos Bouret é diretor-presidente da Unimed Cuiabá.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

OPINIÃO

Corrente de comércio com a China

Publicados

em

Dados do comércio exterior do mês de junho, divulgados pela China e Brasil confirmam que a corrente de comércio (soma das exportações e importações) entre Brasil e China cresceu, impulsionada pelo aumento das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos aos dois países.

A China faz movimento geopolítico contrário ao dos americanos. Enquanto os EUA sobretaxam todos os países com medidas protecionistas contrárias ao livre comércio e ao desenvolvimento multilateral, a China faz uma trajetória contrária, aumentando a aproximação e intensificando o fluxo comercial com países de todos os continentes e aumenta sua participação no comércio global.

A China faz movimento geopolítico contrário ao dos americanos. Enquanto os EUA sobretaxam todos os países com medidas protecionistas contrárias ao livre comércio e ao desenvolvimento multilateral, a China faz uma trajetória contrária, aumentando a aproximação e intensificando o fluxo comercial com países de todos os continentes e aumenta sua participação no comércio global

Informações divulgadas pelos dois países mostram que a corrente de comércio entre Brasil e China, entre janeiro e junho deste ano foi de U$ 108 bilhões, crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, o fluxo comercial do Brasil com os Estados Unidos caiu 12% totalizando apenas U$ 36 bilhões no mesmo período.

As exportações de produtos brasileiros para a China aumentaram 32%, chegando a U$ 65 bilhões. As vendas brasileiras para os Estados Unidos, por sua vez, caíram 13%, somando U$ 17 bilhões.

As exportações da China para o Brasil totalizaram U$ 43 bilhões, expansão de 23%.

Já as vendas dos Estados Unidos ao Brasil foram de U$ 19 bilhões, representando queda de 12,5%. Enquanto o Brasil acumula um superávit de U$ 23 bilhões com a China, com os Estados Unidos tem déficit comercial de U$ 1,5 bilhão. Compramos mais dos EUA do que vendemos.

Leia Também:  Explore a emoção

As evidências mostram que, sob o ponto de vista geopolítico, o governo de Donald Trump segue em direção oposta aos dois grandes objetivos pretendidos: recuperar espaço perdido para a China no comércio global e reindustrializar a economia americana, atraindo de volta as fábricas que migraram para a China, outros países asiáticos, México e Canadá.

Ao analisar a evolução recente do comércio mundial nota-se que a participação dos Estados Unidos foi reduzida enquanto a da China aumentou. As exportações da China cresceram 27% no primeiro semestre, impulsionadas pelo aumento das encomendas de semicondutores (chips), produtos de informática e carros elétricos.

No mesmo período, as exportações americanas cresceram apenas 15%. No entanto, as importações caíram 4%, impactadas pelo expressivo aumento das tarifas comerciais impostas a todos os países.

O Brasil já vinha, há algum tempo, desenvolvendo uma trajetória de intensificação da corrente comercial com a China com aumento da venda de commodities agropecuárias, metálicas e minerais, ao mesmo tempo que os chineses expandiam seus investimentos no Brasil nas áreas de infraestrutura (rodovias, aeroportos, energia elétrica) e indústria de carros elétricos. A política de aumento expressivo das tarifas comerciais determinadas pela administração americana apenas acelerou o ritmo do fluxo comercial entre os dois países, contribuindo para a China se tornar o maior parceiro comercial do Brasil.

O aumento das tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras impostas no último dia 15 é uma segunda onda de sobretaxas. A primeira, em julho do ano passado, foi vencida após exaustivas negociações do governo brasileiro e empresariado nacional com o governo americano. As tarifas da segunda onda são ainda mais estapafúrdias que as primeiras. Não tiveram como objetivo corrigir distorções competitivas na relação comercial EUA/Brasil, pois essa relação sempre foi favorável aos americanos. Foram sanções, castigo.  Impostas sem embasamento técnico ou comercial e com motivação exclusivamente político-ideológica. No entanto, a suspensão ou redução destas são bem mais difíceis. Exigem muita cautela, firmeza, serenidade e inteligência negocial dos empresários e do governo brasileiro.

Leia Também:  Corrente de comércio com a China

Os efeitos macroeconômicos das sanções dos EUA serão próximo de zero. Mas causarão estragos em empresas e setores específicos que dependem muito das exportações da sua produção para o mercado americano.

O cenário mais provável é o governo federal manter abertos os canais de tratativas empresariais e diplomáticas mesmo sabendo que não renderão resultados imediatos. Simultaneamente, deve desenvolver, em conjunto com os setores empresariais mais afetados e suas entidades representativas, um programa de proteção produtiva com crédito, subvenções e concessões tributárias temporárias. Nesse cenário, a administração federal deixará para intensificar negociações diplomáticas e empresariais após os resultados das eleições de outubro.

Conhecido o resultado da eleição presidencial, a liderança que emergirá das urnas contará com um poderoso ativo político para facilitar as negociações com o governo republicano dos Estados Unidos que também enfrentará eleições parlamentares em novembro próximo.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA