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Rumo às urnas

MT terá 479 candidatos nas eleições de 2026, número menor que registrado em 2022

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GERAL

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) recebeu um total de 479 requerimentos de registro de candidaturas às Eleições Gerais de 2026, 95 a menos que o total recebido nas Eleições Gerais de 2022, o correspondente a uma redução de 16,55% (confira aqui).

O prazo terminou às 19h (horário de Mato Grosso) deste sábado (15), data-limite estabelecida no Calendário Eleitoral de 2026 e na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, acompanhou o encerramento do prazo, acompanhada da juíza auxiliar da Presidência, Edna Coutinho.

“Estou muito feliz, porque realmente a comunidade política desta vez ouviu a Justiça Eleitoral, acolheu nossas ponderações para fazer as escolhas com antecedência. A gente viu nesse período o registro de candidatura acontecer de forma muito tranquila, muito organizada. Os partidos e federações trouxeram sua documentação, temos pouca documentação faltando. Estamos com menos registros em relação à eleição geral anterior. Isso também nos proporciona um trabalho mais tranquilo, mais fácil e um acompanhamento mais profundo por parte do Pleno do TRE-MT”, afirmou a presidente da Corte Eleitoral.

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De acordo com a Secretaria Judiciária (SJ) do TRE-MT, o último dia foi tranquilo, uma prova de que grande parte dos partidos e federações não deixou essa tarefa para a última hora. “Estivemos de plantão hoje até as 19 horas deste sábado (15) e fechamos com 479 pedidos de registro de candidaturas que ingressaram na Justiça Eleitoral de Mato Grosso, o que representa uma redução de 16,55% em relação ao ano de 2022, isso se deve às reuniões preparatórias com os partidos pelo TRE-MT, bem como pelas fusões, incorporações e à existência das federações”, afirmou o titular da SJ, Carlos Luanga.

O registro formaliza as candidaturas escolhidas pelos partidos e pelas federações durante as convenções partidárias, realizadas no período de 20 de julho a 5 de agosto, perante a Justiça Eleitoral. Após esse prazo, os pedidos são analisados a partir dos documentos apresentados, das condições de elegibilidade e do cumprimento dos requisitos legais.

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AGRICULTURA

El Niño coloca safra 2026/27 de Mato Grosso em alerta e exige estratégia

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Em Mato Grosso, onde milhões de hectares são destinados ao cultivo de grãos, o desafio da safra 2026/27 pode não estar apenas na quantidade de água disponível, mas principalmente no momento em que ela chega às lavouras.

Com o retorno do El Niño e a previsão de influência do fenômeno até o início de 2027, o setor agrícola se prepara para uma possível distribuição irregular das precipitações, condição que pode afetar desde a implantação das culturas até a produtividade no fim do ciclo.

O alerta está relacionado principalmente à possibilidade de períodos de precipitação antecipada serem seguidos por estiagens prolongadas. Uma primeira ocorrência de chuva pode estimular o início da semeadura, mas a interrupção posterior pode prejudicar a emergência das plantas, provocar replantios e reduzir a janela disponível para as culturas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, esse é um dos principais pontos de atenção para o Cerrado.

“O principal problema do El Niño para o Cerrado não é necessariamente chover menos durante o ano, mas chover na hora errada. Muitas vezes ocorre uma chuva inicial em setembro ou outubro, que incentiva o plantio, seguida por um período prolongado de estiagem. Isso pode comprometer a emergência das plantas, exigir replantios e atrasar toda a janela agrícola”, explica.

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Atraso na soja pode comprometer o milho

Os impactos podem se estender por toda a sequência de culturas. Uma semeadura tardia da soja reduz o intervalo disponível para o milho de segunda safra, aumentando a possibilidade de que a cultura entre nas fases finais do desenvolvimento justamente quando a disponibilidade de água costuma diminuir. Na soja, o déficit hídrico também merece atenção.

Quando ocorre durante fases decisivas, como o florescimento, pode reduzir o potencial produtivo e comprometer o resultado da lavoura. Diante desse quadro, a preparação precisa começar antes da entrada efetiva das primeiras precipitações.

Entre as principais recomendações da Fiagril estão a escolha de cultivares adaptadas às condições esperadas, a utilização de sementes de alto vigor, a compra antecipada de insumos e a adoção de técnicas que favoreçam o desenvolvimento das raízes.

Segundo Talis Melo, um sistema radicular bem desenvolvido amplia a capacidade das plantas de acessar a umidade armazenada em camadas mais profundas do solo, contribuindo para maior tolerância aos períodos de estresse hídrico.

“Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore melhor a umidade disponível no solo, aumentando sua capacidade de enfrentar períodos de estresse hídrico”, explica.

Monitoramento será decisivo

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A atenção também deve se voltar à sanidade das lavouras. Períodos mais secos podem favorecer a ocorrência de pragas, como a mosca-branca, além de exigir vigilância contra doenças como cercosporiose, mancha-alvo e antracnose.

Nesse contexto, o acompanhamento frequente permite identificar alterações no desenvolvimento das plantas e agir com maior rapidez, evitando que problemas pontuais evoluam para perdas expressivas.

Na Fiagril, a preparação para a temporada já inclui treinamento das equipes técnicas, organização logística e acompanhamento mais próximo das propriedades. A proposta é antecipar decisões e oferecer suporte ao longo das diferentes fases do cultivo.

“Não controlamos o clima, mas podemos nos preparar para enfrentá-lo. Decisões antecipadas e um manejo bem planejado são fundamentais para reduzir riscos e preservar a rentabilidade das lavouras”, conclui Talis Melo.

Para Mato Grosso, a próxima temporada reforça a importância de transformar informação em decisão. Acompanhamento das previsões, análise das condições do solo, escolha adequada de materiais e organização dos insumos podem fazer diferença diante de uma temporada marcada por maior variabilidade.

Em um estado onde soja e milho têm peso estratégico na produção e na economia, a capacidade de se antecipar às condições do tempo pode ser determinante para proteger a produtividade e a rentabilidade no campo.

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