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Assassinado a tiros

Inquérito conclui que relação extraconjugal de policial militar com esposa de atirador motivou crime

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GERAL

Foto: Divulgação

A Polícia Civil divulgou hoje (17) a conclusão do inquérito que apurou o homicídio do cabo da Polícia Militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, cometido por Jhonatan Vieira dos Santos, de 33 anos, no início deste mês em um centro comunitário no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A investigação, conduzida pelo delegado Rogério Gomes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu que o crime foi motivado pela relação extraconjugal que Renato mantinha com a esposa de Jhonatan.

De acordo com o apurado pela polícia, Jhonatan cometeu o crime após descobrir que a vítima mantinha um relacionamento amoroso com sua companheira, situação que ocorria há mais de dois anos.

O investigado foi indiciado por homicídio qualificado, pelo emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, crime cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão.

O assassinato aconteceu no dia 4 de agosto, durante uma aula de jiu-jitsu que Renato ministrava no projeto social. Renato foi surpreendido por Jhonatan, que efetuou seis disparos de arma de fogo.

O policial militar chegou a ser socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei, mas não resistiu aos ferimentos. Logo após os disparos, o autor foi imobilizado por alunos presentes no local até a chegada de uma equipe da PM.

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A prisão em flagrante do acusado foi convertida em preventiva pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, durante audiência de custódia realizada no dia seguinte ao crime.

Embora Jhonatan tenha se mantido em silêncio durante o interrogatório, o conjunto probatório e depoimentos confirmaram a autoria e o caráter isolado da ação. Com o encerramento do inquérito e o envio ao Poder Judiciário, o processo, que tramita em segredo de justiça, foi disponibilizado ao Ministério Público para análise e possível oferecimento de denúncia.

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AGRICULTURA

El Niño coloca safra 2026/27 de Mato Grosso em alerta e exige estratégia

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Foto: Divulgação

Em Mato Grosso, onde milhões de hectares são destinados ao cultivo de grãos, o desafio da safra 2026/27 pode não estar apenas na quantidade de água disponível, mas principalmente no momento em que ela chega às lavouras.

Com o retorno do El Niño e a previsão de influência do fenômeno até o início de 2027, o setor agrícola se prepara para uma possível distribuição irregular das precipitações, condição que pode afetar desde a implantação das culturas até a produtividade no fim do ciclo.

O alerta está relacionado principalmente à possibilidade de períodos de precipitação antecipada serem seguidos por estiagens prolongadas. Uma primeira ocorrência de chuva pode estimular o início da semeadura, mas a interrupção posterior pode prejudicar a emergência das plantas, provocar replantios e reduzir a janela disponível para as culturas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, esse é um dos principais pontos de atenção para o Cerrado.

“O principal problema do El Niño para o Cerrado não é necessariamente chover menos durante o ano, mas chover na hora errada. Muitas vezes ocorre uma chuva inicial em setembro ou outubro, que incentiva o plantio, seguida por um período prolongado de estiagem. Isso pode comprometer a emergência das plantas, exigir replantios e atrasar toda a janela agrícola”, explica.

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Atraso na soja pode comprometer o milho

Os impactos podem se estender por toda a sequência de culturas. Uma semeadura tardia da soja reduz o intervalo disponível para o milho de segunda safra, aumentando a possibilidade de que a cultura entre nas fases finais do desenvolvimento justamente quando a disponibilidade de água costuma diminuir. Na soja, o déficit hídrico também merece atenção.

Quando ocorre durante fases decisivas, como o florescimento, pode reduzir o potencial produtivo e comprometer o resultado da lavoura. Diante desse quadro, a preparação precisa começar antes da entrada efetiva das primeiras precipitações.

Entre as principais recomendações da Fiagril estão a escolha de cultivares adaptadas às condições esperadas, a utilização de sementes de alto vigor, a compra antecipada de insumos e a adoção de técnicas que favoreçam o desenvolvimento das raízes.

Segundo Talis Melo, um sistema radicular bem desenvolvido amplia a capacidade das plantas de acessar a umidade armazenada em camadas mais profundas do solo, contribuindo para maior tolerância aos períodos de estresse hídrico.

“Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore melhor a umidade disponível no solo, aumentando sua capacidade de enfrentar períodos de estresse hídrico”, explica.

Monitoramento será decisivo

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A atenção também deve se voltar à sanidade das lavouras. Períodos mais secos podem favorecer a ocorrência de pragas, como a mosca-branca, além de exigir vigilância contra doenças como cercosporiose, mancha-alvo e antracnose.

Nesse contexto, o acompanhamento frequente permite identificar alterações no desenvolvimento das plantas e agir com maior rapidez, evitando que problemas pontuais evoluam para perdas expressivas.

Na Fiagril, a preparação para a temporada já inclui treinamento das equipes técnicas, organização logística e acompanhamento mais próximo das propriedades. A proposta é antecipar decisões e oferecer suporte ao longo das diferentes fases do cultivo.

“Não controlamos o clima, mas podemos nos preparar para enfrentá-lo. Decisões antecipadas e um manejo bem planejado são fundamentais para reduzir riscos e preservar a rentabilidade das lavouras”, conclui Talis Melo.

Para Mato Grosso, a próxima temporada reforça a importância de transformar informação em decisão. Acompanhamento das previsões, análise das condições do solo, escolha adequada de materiais e organização dos insumos podem fazer diferença diante de uma temporada marcada por maior variabilidade.

Em um estado onde soja e milho têm peso estratégico na produção e na economia, a capacidade de se antecipar às condições do tempo pode ser determinante para proteger a produtividade e a rentabilidade no campo.

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