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Máxima de 40ºC

Calor intenso e baixa umidade colocam todo MT sob alerta

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GERAL

Foto: Divulgação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para o risco de baixa umidade em Cuiabá e outros 141 municípios de Mato Grosso. A semana será marcada por calor intenso e tempo seco, com os termômetros podendo chegar aos 40°C na Capital.

Em Cuiabá, a previsão aponta dias de sol e temperaturas elevadas. A temperatura fica entre 20°C e 40°C. A umidade deve ficar entre 70% e 40%.

Em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), o cenário também será de sol e calor. Mesmo localizada em uma região de maior altitude, a cidade deve registrar temperaturas entre 21°C e 37°C.

No norte do Estado, Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) e Sorriso (420 km ao norte) terão temperaturas variando entre 23°C e 39°C. J

á em Nobres (146 km ao médio-norte) e Nova Mutum (264 km ao norte), as máximas devem chegar a 38°C.

 

Veja os municípios. em alerta

Campo Verde

Canabrava do Norte

Canarana

Carlinda

Castanheira

Chapada dos Guimarães

Cláudia Cocalinho

Colíder

Colniza

Comodoro

Confresa

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Conquista D’Oeste

Cotriguaçu

Cuiabá

Curvelândia

Denise

Diamantino

Dom Aquino

Feliz Natal

Figueirópolis D’Oeste

Gaúcha do Norte

General Carneiro

Glória D’Oeste

Guarantã do Norte

Guiratinga

Indiavaí

Ipiranga do Norte

Itanhangá

Itaúba

Itiquira

Jaciara

Jangada

Jauru

Juara

Juína

Juruena

Juscimeira

Lambari D’Oeste

Lucas do Rio Verde

Luciara

Marcelândia

Matupá

Mirassol d’Oeste

Nobres

Nortelândia

Nossa Senhora do Livramento

Nova Bandeirantes

Nova Brasilândia

Nova Canaã do Norte

Nova Guarita

Nova Lacerda

Nova Marilândia

Nova Maringá

Nova Monte Verde

Nova Mutum

Nova Nazaré

Nova Olímpia

Nova Santa Helena

Nova Ubiratã

Nova Xavantina

Novo Horizonte do Norte

Novo Mundo

Novo Santo Antônio

Novo São Joaquim

Paranaíta

Paranatinga

Pedra Preta

Peixoto de Azevedo

Planalto da Serra

Poconé

Pontal do Araguaia

Ponte Branca

Pontes e Lacerda

Porto Alegre do Norte

Porto dos Gaúchos

Porto Esperidião

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AGRICULTURA

El Niño coloca safra 2026/27 de Mato Grosso em alerta e exige estratégia

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Foto: Divulgação

Em Mato Grosso, onde milhões de hectares são destinados ao cultivo de grãos, o desafio da safra 2026/27 pode não estar apenas na quantidade de água disponível, mas principalmente no momento em que ela chega às lavouras.

Com o retorno do El Niño e a previsão de influência do fenômeno até o início de 2027, o setor agrícola se prepara para uma possível distribuição irregular das precipitações, condição que pode afetar desde a implantação das culturas até a produtividade no fim do ciclo.

O alerta está relacionado principalmente à possibilidade de períodos de precipitação antecipada serem seguidos por estiagens prolongadas. Uma primeira ocorrência de chuva pode estimular o início da semeadura, mas a interrupção posterior pode prejudicar a emergência das plantas, provocar replantios e reduzir a janela disponível para as culturas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, esse é um dos principais pontos de atenção para o Cerrado.

“O principal problema do El Niño para o Cerrado não é necessariamente chover menos durante o ano, mas chover na hora errada. Muitas vezes ocorre uma chuva inicial em setembro ou outubro, que incentiva o plantio, seguida por um período prolongado de estiagem. Isso pode comprometer a emergência das plantas, exigir replantios e atrasar toda a janela agrícola”, explica.

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Atraso na soja pode comprometer o milho

Os impactos podem se estender por toda a sequência de culturas. Uma semeadura tardia da soja reduz o intervalo disponível para o milho de segunda safra, aumentando a possibilidade de que a cultura entre nas fases finais do desenvolvimento justamente quando a disponibilidade de água costuma diminuir. Na soja, o déficit hídrico também merece atenção.

Quando ocorre durante fases decisivas, como o florescimento, pode reduzir o potencial produtivo e comprometer o resultado da lavoura. Diante desse quadro, a preparação precisa começar antes da entrada efetiva das primeiras precipitações.

Entre as principais recomendações da Fiagril estão a escolha de cultivares adaptadas às condições esperadas, a utilização de sementes de alto vigor, a compra antecipada de insumos e a adoção de técnicas que favoreçam o desenvolvimento das raízes.

Segundo Talis Melo, um sistema radicular bem desenvolvido amplia a capacidade das plantas de acessar a umidade armazenada em camadas mais profundas do solo, contribuindo para maior tolerância aos períodos de estresse hídrico.

“Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore melhor a umidade disponível no solo, aumentando sua capacidade de enfrentar períodos de estresse hídrico”, explica.

Monitoramento será decisivo

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A atenção também deve se voltar à sanidade das lavouras. Períodos mais secos podem favorecer a ocorrência de pragas, como a mosca-branca, além de exigir vigilância contra doenças como cercosporiose, mancha-alvo e antracnose.

Nesse contexto, o acompanhamento frequente permite identificar alterações no desenvolvimento das plantas e agir com maior rapidez, evitando que problemas pontuais evoluam para perdas expressivas.

Na Fiagril, a preparação para a temporada já inclui treinamento das equipes técnicas, organização logística e acompanhamento mais próximo das propriedades. A proposta é antecipar decisões e oferecer suporte ao longo das diferentes fases do cultivo.

“Não controlamos o clima, mas podemos nos preparar para enfrentá-lo. Decisões antecipadas e um manejo bem planejado são fundamentais para reduzir riscos e preservar a rentabilidade das lavouras”, conclui Talis Melo.

Para Mato Grosso, a próxima temporada reforça a importância de transformar informação em decisão. Acompanhamento das previsões, análise das condições do solo, escolha adequada de materiais e organização dos insumos podem fazer diferença diante de uma temporada marcada por maior variabilidade.

Em um estado onde soja e milho têm peso estratégico na produção e na economia, a capacidade de se antecipar às condições do tempo pode ser determinante para proteger a produtividade e a rentabilidade no campo.

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