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ELEIÇÕES 2026

Júlio questiona pesquisa eleitoral e anuncia ação no TRE-MT

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GERAL

Foto: Divulgação

O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Júlio Campos (União Brasil), anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para questionar uma pesquisa de intenção de voto que, segundo ele, não refletiria a realidade do cenário eleitoral no Estado.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, na noite de quinta-feira (23), o deputado afirmou ter recebido informações de que um levantamento seria divulgado nesta sexta-feira (24) com resultados que, na avaliação dele, teriam o objetivo de prejudicar a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União) ao Governo de Mato Grosso.

“Tomamos conhecimento de que seria divulgada uma pesquisa falsa e mentirosa para prejudicar a pré-candidatura de Jayme Campos. Nossa assessoria jurídica já está adotando as providências junto ao Tribunal Regional Eleitoral”, afirmou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o pedido deverá buscar a apuração da regularidade da pesquisa e da metodologia utilizada para a realização do levantamento.

PESQUISA REGISTRADA

Conforme dados do sistema de registro de pesquisas eleitorais da Justiça Eleitoral, a única pesquisa apta à divulgação nesta sexta-feira (24) é a do instituto Brasília Dados Ltda., registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O levantamento foi contratado pelo Sistema Correio de Comunicação Ltda. e prevê a realização de 1.300 entrevistas.

De acordo com o registro oficial, o custo informado é de R$ 30 mil.

Ainda conforme os dados cadastrados na Justiça Eleitoral, a pesquisa utiliza questionário eletrônico estruturado em ambiente web, com amostragem posteriormente ajustada às características do eleitorado mato-grossense.

CONTESTAÇÃO

Nas redes sociais, Júlio Campos pediu que os eleitores aguardem a manifestação da Justiça antes de considerar os resultados do levantamento.

O parlamentar também afirmou que pretende solicitar esclarecimentos sobre os critérios adotados na pesquisa e sobre a forma de coleta das informações.

Até o momento, não havia decisão judicial suspendendo a divulgação do levantamento.

DISPUTA ELEITORAL

O episódio ocorre em meio à intensificação das articulações políticas para as convenções partidárias, marcadas para os próximos dias, quando serão oficializadas as candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado e aos demais cargos em disputa.

Com a aproximação do período oficial de campanha, cresce também o número de pesquisas eleitorais registradas na Justiça Eleitoral.

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Nos últimos pleitos, levantamentos divulgados durante a campanha foram alvo de questionamentos judiciais envolvendo metodologia, amostragem e forma de coleta dos dados.

Pela legislação eleitoral, toda pesquisa de intenção de voto destinada à divulgação pública deve ser previamente registrada na Justiça Eleitoral com informações sobre contratante, contratada, metodologia, período de coleta, universo pesquisado, plano amostral e custo do levantamento.

Eventuais contestações podem ser apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisam a regularidade do estudo conforme a legislação vigente.

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GERAL

Neutralidade de federação fortalece candidatura de Jayme

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A decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, de adotar neutralidade na disputa pela Presidência da República, provocou reflexos imediatos na sucessão estadual em Mato Grosso.

O novo cenário fortalece o movimento em defesa da candidatura própria do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo do Estado e reduz as possibilidades de uma composição antecipada com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A definição ocorreu no mesmo dia – quarta-feira (22) – em que o Partido Liberal (PL) homologou, em convenção estadual, as candidaturas do senador Wellington Fagundes ao Governo e do deputado federal José Medeiros ao Senado.

Sem uma aliança nacional obrigatória com o PL na disputa presidencial, União e PP passam a ter maior liberdade para construir seus próprios projetos nos estados.

Em Mato Grosso, a tendência reforça a estratégia de Jayme de disputar o Palácio Paiaguás, apesar das negociações conduzidas pelo grupo do governador Mauro Mendes e de Pivetta para manter a atual aliança.

Nos bastidores, interlocutores ligados ao Governo do Estado continuam tentando convencer Jayme a abrir mão da candidatura, mantendo abertas as negociações até a convenção do União Brasil, marcada para o próximo dia 30.

QUATRO CANDIDATURAS NO RADAR

Caso Jayme confirme a candidatura, Mato Grosso poderá ter uma das disputas mais equilibradas das últimas décadas, reunindo quatro nomes competitivos: Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme Campos (União Brasil) e Natasha Slhessarenko (PSD).

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O cenário aumenta a possibilidade de que nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos, no primeiro turno.

Desde a redemocratização e a adoção das eleições em dois turnos para governador, em 1990, Mato Grosso nunca precisou realizar uma segunda votação para definir o chefe do Executivo estadual. Todos os governadores foram eleitos ainda no primeiro turno.

Caso a fragmentação da direita se confirme, 2026 poderá marcar a primeira eleição para governador decidida em segundo turno no Estado.

DISPUTA NACIONAL INFLUENCIA CENÁRIO LOCAL

A neutralidade da União Progressista também altera o ambiente político da campanha presidencial em Mato Grosso.

Embora o senador Wellington Fagundes seja o candidato do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o eleitorado de direita tende a se dividir entre diferentes candidaturas estaduais.

Ao mesmo tempo, Otaviano Pivetta mantém proximidade política com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais nomes da direita nacional e que participou das articulações envolvendo a sucessão presidencial.

Já Natasha Slhessarenko deverá representar o principal palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado.

A ausência de uma aliança nacional obrigatória entre União Brasil, PP e PL permite que essas forças políticas construam estratégias próprias em Mato Grosso, tornando a disputa estadual ainda mais imprevisível.

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CONVENÇÃO DO UB SERÁ DECISIVA

O próximo capítulo dessa disputa ocorrerá no dia 30, quando o União Brasil realizará sua convenção estadual em Cuiabá.

Publicada no Diário Oficial da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), a convocação, assinada pelo presidente estadual da legenda, Mauro Mendes Ferreira, prevê a definição sobre coligações, homologação dos candidatos ao Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

A expectativa é de que o encontro coloque um ponto final nas negociações internas e defina se o partido seguirá com candidatura própria ou manterá a aliança construída nas últimas eleições.

Independentemente da decisão, o cenário político indica que a sucessão estadual de 2026 deverá ser a mais competitiva dos últimos anos, com impacto direto sobre o tempo de propaganda eleitoral, a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral e a formação das alianças para um eventual segundo turno.

POR QUE A DECISÃO MUDA O JOGO?

Federação União Progressista

  • União Brasil + Progressistas

Decisão nacional

  • Neutralidade na disputa presidencial.

Reflexo em Mato Grosso

  • fortalece candidatura própria de Jayme Campos;
  • reduz pressão por aliança imediata com Pivetta;
  • amplia possibilidade de quatro candidaturas competitivas;
  • aumenta as chances de segundo turno.
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