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SISTEMA PENITENCIÁRIO

Governo de Mato Grosso cria unidade de segurança máxima na PCE em Cuiabá

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GERAL

O Governo de Mato Grosso transformou o Raio 08 da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, em uma unidade de segurança máxima destinada à custódia de presos de alta periculosidade. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, na tarde desta terça-feira (26.5),  cria uma estrutura autônoma dentro da PCE, com protocolos mais rígidos de controle, vigilância e isolamento de detentos considerados de elevado risco.

A estrutura contará com 62 vagas de segurança máxima, distribuídas em 54 celas, sendo 46 individuais e oito duplas. A proposta é ampliar o controle e reforçar os protocolos de segurança dentro do sistema penitenciário estadual, garantindo uma gestão mais rígida e especializada dos custodiados considerados de maior risco.

A iniciativa integra o conjunto de ações do Governo de Mato Grosso para fortalecer o sistema prisional, com foco em disciplina, monitoramento e combate à atuação de grupos criminosos dentro das unidades penais.

O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, destacou que a criação da unidade representa um avanço estratégico para a segurança pública e para a modernização do sistema penitenciário mato-grossense.

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“Estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais o sistema penitenciário de Mato Grosso, com medidas responsáveis e alinhadas às necessidades de segurança do Estado. A transformação do Raio 08 em uma unidade autônoma de segurança máxima garante maior controle operacional, disciplina e segurança tanto para os servidores quanto para a sociedade”, afirmou o secretário.

A Sejus reforça que a unidade autônoma foi estruturada para atender padrões mais rigorosos de segurança e vigilância, permitindo um acompanhamento mais efetivo dos internos classificados com perfil de alta periculosidade.

A criação da unidade de segurança máxima também faz parte das estratégias da atual gestão para ampliar a capacidade operacional do sistema penitenciário estadual, aliando investimentos em infraestrutura, inteligência e fortalecimento das ações de segurança dentro das unidades administradas pela pasta.

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Estudantes criam montagens pornográficas de colegas e vendem por até R$ 120 na web

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Polícia Civil está investigando um grupo de adolescentes suspeitos de manipular imagens de ao menos 30 estudantes de Juína (735 km ao noroeste de Cuiabá), transformando-as em fotos e vídeos pornográficos. A investigação aponta que eles estavam vendendo as imagens por até R$ 120 na internet.

Os investigadores cumpriram, na manhã desta quarta (27), a Operação Máxima Proteção, cumprindo 3 ordens judiciais em Juína, Sinop e Cocal (RO) para desarticular o grupo, que está sendo investigado por produção, armazenamento e comercialização de conteúdo pornográfico, além de manipulação digital de imagens de adolescentes.

Segundo a polícia, 4 alunos de uma escola particular da cidade são os suspeitos do esquema e, em seguida, foi identificada a participação de maiores no caso.

Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas. Elas são, na maioria, adolescentes de duas escolas particulares e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

A investigação apontou que os suspeitos faziam montagens pornográficas utilizando a imagem das vítimas e compartilhavam com terceiros de forma reiterada e organizada, até com divisão das funções entre eles.

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Em um segundo momento, dois adolescentes de 15 anos passaram a vender as imagens produzidas, cobrando valores que variavam de R$ 30 por foto e até R$ 120 por vídeo.

Extratos bancários revelaram as movimentações, mostrando o recebimento frequente e compatível com os valores negociados nas conversas obtidas pela polícia. Há compradores em Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e na Bahia.

Para a venda, eles usavam perfis falsos nas redes sociais, com identidade feminina, utilizados para divulgar o conteúdo, passando legitimidade na venda. O Facebook era a principal rede social utilizada.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

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