Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

'Desgaste eleitoral'

Bancada bolsonarista de MT passam a defender fim da escala 6×1

Publicado em

GERAL

Foto: Divulgação

Após se posicionarem contra o fim da escala 6×1 – em que o trabalhador trabalha 6 dias na semana e tem apenas um dia de descanso – ou mantê-la até 2036, os deputados federais do PL de Mato Grosso, decidiram mudar de posição após o partido temer desgaste político em ano eleitoral.

Agora, além de defender o fim da escala, os bolsonaristas apresentarão uma emenda para implementar a escala 4×3, ou seja, que o trabalhador tenha 3 dias de descanso na semana. A mudança de postura, segundo deputados bolsonaristas mato-grossense, ocorre por culpa do governo Lula (PT), que segundo eles, estaria tratando o tema de forma ‘eleitoreira’.  Mesmo sendo contrários, acabarão seguindo a orientação partidária.

O deputado federal José Medeiros (PL), que é pré-candidato ao Senado, alega que o fim da escala 6×1 dará esperança para o trabalhador em descansar mais, porém, na prática, trará desemprego.

“Será uma alegria momentânea e decepção depois. Porque não existe almoço grátis. Os empresários demitirão seus funcionários para tentar contratar outros por um salário menor”, disse, mesmo sabendo que a proposta que entrará em votação não permite a diminuição salarial. “É um jogo eleitoral. Então, se for assim, vamos defender a escala 4×3. Vamos ver se o governo vai apoiar isso”, completou.

Leia Também:  Seciteci publica resultado de sorteio das vagas para os cursos técnicos

Já a deputada federal Coronel Fernanda (PL) negou que o PL foi contra o fim da escala 6×1, mesmo já tendo dado declarações que seria contra a proposta porque traria desemprego. Segundo ela, o que o partido quer é uma contrapartida do governo para os empresários.

“A gente quer que o governo compense o patrão, porque o trabalhador não vive sem o patrão, e o patrão não vive se o trabalhador. Um depende do outro. A gente quer redução de impostos”, pontuou.

O deputado federal Nelson Barbudo (PL) justifica a mudança de voto, alegando que o governo Lula é populista e irresponsável, e que estaria mentindo a população. “O Estado não tem que dizer o tanto que o cidadão deva trabalhar ou não. O Estado não tem poder sobre o que o cidadão vai fazer ou não. Isso é próprio de ditadura”, alegou.

“Nós da direita também gostamos do trabalhador e, portanto, nós, analisando e ouvindo a narrativa do governo que mudar de 6×1 para 5×2 não onera o empresário, 4×3 também não onera. Essa narrativa tem que ser verdadeira. Portanto, nós estamos a favor agora, então, do trabalhador, e nós somos a favor. Eu também. Eu vou votar 4×3”, completou.

Leia Também:  Municípios de MT receberão repasse milionário para investimento em estradas esta semana

O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL) alegou em tom irônico que a mudança de posição foi devido que, todos os estudos que o governo apresentou não preveem prejuízos econômicos. “Mesmo eu não acreditando nisso, resolvemos melhorar a proposta e dar mais dias de descanso, já que não há prejuízo, segundo o governo”.

O deputado Coronel Assis (PL) não respondeu.

Recalculando a rota

O anúncio foi feito na noite de terça-feira (26), no plenário da Câmara, pelo líder do partido, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).   Porém, a postura contrasta com o coordenador da campanha presidenciável do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL-RN), que classificou um fim da escala 6×1 como um ‘desastre para o país’.

“Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho. Estou falando como senador que tem responsabilidade com o país. Essa é a minha posição pessoal, em respeito ao meu mandato e à histórica que construí”, disse.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Estudantes criam montagens pornográficas de colegas e vendem por até R$ 120 na web

Publicados

em

Polícia Civil está investigando um grupo de adolescentes suspeitos de manipular imagens de ao menos 30 estudantes de Juína (735 km ao noroeste de Cuiabá), transformando-as em fotos e vídeos pornográficos. A investigação aponta que eles estavam vendendo as imagens por até R$ 120 na internet.

Os investigadores cumpriram, na manhã desta quarta (27), a Operação Máxima Proteção, cumprindo 3 ordens judiciais em Juína, Sinop e Cocal (RO) para desarticular o grupo, que está sendo investigado por produção, armazenamento e comercialização de conteúdo pornográfico, além de manipulação digital de imagens de adolescentes.

Segundo a polícia, 4 alunos de uma escola particular da cidade são os suspeitos do esquema e, em seguida, foi identificada a participação de maiores no caso.

Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas. Elas são, na maioria, adolescentes de duas escolas particulares e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

A investigação apontou que os suspeitos faziam montagens pornográficas utilizando a imagem das vítimas e compartilhavam com terceiros de forma reiterada e organizada, até com divisão das funções entre eles.

Leia Também:  Turismo em Mato Grosso avança com investimentos em infraestrutura, crédito e novos atrativos

Em um segundo momento, dois adolescentes de 15 anos passaram a vender as imagens produzidas, cobrando valores que variavam de R$ 30 por foto e até R$ 120 por vídeo.

Extratos bancários revelaram as movimentações, mostrando o recebimento frequente e compatível com os valores negociados nas conversas obtidas pela polícia. Há compradores em Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e na Bahia.

Para a venda, eles usavam perfis falsos nas redes sociais, com identidade feminina, utilizados para divulgar o conteúdo, passando legitimidade na venda. O Facebook era a principal rede social utilizada.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA