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Comemorando roubos

Gangue do Mounjaro é presa em churrasco para comemorar furtos de R$ 568 mil em farmácias em Cuiabá

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GERAL

Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu cinco integrantes de um grupo envolvido em uma sequência de furtos a farmácias de Cuiabá. Parte deles foi localizada nessa segunda-feira (28) em uma casa de eventos, onde estava reunida em uma confraternização com churrasco e bebidas.

Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, os crimes investigados começaram na madrugada de sábado (26), quando uma farmácia foi arrombada e teve medicamentos e equipamentos eletrônicos levados.

Na madrugada de segunda-feira, outras três unidades foram alvo dos criminosos. Conforme a investigação, o grupo buscava principalmente medicamentos de alto valor utilizados para emagrecimento.

Em uma das farmácias, também foram furtadas 11 CPUs. O prejuízo contabilizado até agora por três dos quatro estabelecimentos chega a aproximadamente R$ 568 mil. O valor ainda pode aumentar após a conferência completa dos estoques e dos demais produtos levados.

A sequência de ataques mobilizou equipes da Derf, que iniciaram diligências para identificar os envolvidos. Durante as buscas, dois suspeitos foram abordados em um veículo. As informações obtidas levaram os investigadores até a casa de eventos onde outros integrantes do grupo estavam reunidos.

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Na operação, a Polícia Civil apreendeu dois veículos, celulares, medicamentos e outros objetos. O material passará por análise para verificar a relação com os furtos e identificar a participação de cada suspeito.

A polícia também investiga para onde eram levados os medicamentos furtados e se havia uma estrutura criminosa permanente por trás dos ataques às farmácias.

Canetas na mira

As prisões ocorrem em meio a uma sequência de crimes contra farmácias de Cuiabá tendo como alvo medicamentos emagrecedores de alto valor.

No sábado (26), criminosos arrombaram uma Drogasil na Avenida dos Florais e levaram todo o estoque de Mounjaro, além de seis computadores. O estabelecimento também teve caixas, armários e uma geladeira danificados.

Dias antes, em 17 de setembro, três criminosos renderam funcionários de uma Drogaria São Paulo, na Avenida Getúlio Vargas, e fugiram com 33 caixas de Mounjaro, além de dinheiro e celulares. Quatro pessoas foram presas no dia seguinte e 30 caixas do medicamento foram recuperadas.

Outra unidade da Drogasil, no Jardim das Américas, já havia sido invadida no início de setembro, quando criminosos levaram canetas emagrecedoras e dinheiro.

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Também no começo do mês, uma Drogasil da Avenida dos Florais foi alvo de um roubo em que funcionários e clientes foram rendidos. Na ocasião, nove unidades de Mounjaro, celulares, joias e outros objetos foram levados.

A Polícia Civil agora tenta esclarecer se os suspeitos presos nesta semana possuem ligação com outros ataques registrados anteriormente na Capital.

Depois dos procedimentos na delegacia, os cinco foram encaminhados para audiência de custódia e colocados à disposição da Justiça. O delegado responsável pelo caso informou que pedirá a conversão das prisões em flagrante em preventivas.

 

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GERAL

Delegado apreendeu no escritório de Caçadini lista que cobrava até R$ 250 mil para matar autoridades

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O delegado Nilson Farias, responsável pelas primeiras investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri, afirmou hoje (29), durante o Tribunal do Júri, que apreendeu no escritório do coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, em Belo Horizonte (MG), uma lista que indicava valores para execuções de autoridades.

Caçadini é um dos três réus julgados pela morte de Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023, em frente ao próprio escritório, em Cuiabá.

Segundo Nilson, o material foi encontrado em uma sala utilizada por Caçadini no segundo andar de um imóvel na capital mineira. As anotações faziam referência ao chamado “Comando C4 – Caça Comunistas” e continham valores que, segundo a interpretação apresentada pelo delegado aos jurados, indicariam preços atribuídos à morte de diferentes pessoas e autoridades.

A existência da tabela já havia sido revelada anteriormente durante as investigações. Os valores encontrados nas anotações variavam conforme o perfil do possível alvo e chegavam a R$ 250 mil para ministros e integrantes do Judiciário.

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No depoimento desta terça, porém, Nilson detalhou aos jurados onde o material teria sido apreendido e relacionou as anotações à estrutura encontrada no escritório de Caçadini.

O delegado classificou o grupo como de caráter agressivo e voltado à execução de pessoas. Segundo ele, além da tabela, havia referências à aquisição de armas de fogo e fuzis e a um projeto que misturava objetivos políticos com ações violentas.

Nilson afirmou ainda que os indícios levantados pela investigação apontavam que os números anotados poderiam representar valores estipulados para a morte de autoridades.

Caçadini é acusado pelo Ministério Público de integrar a cadeia responsável pela execução de Zampieri. Também estão sendo julgados Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de participar da logística do crime e de fornecer a arma utilizada no homicídio.

O julgamento ocorre no Fórum de Cuiabá e é acompanhado pelo RepórterMT.

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