PLANTOU DROGAS EM CARRO
STJ cita ‘periculosidade’ e mantém ex-perito na cadeia em Cuiabá
GERAL
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do ex-perito da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) Thyago Jorge Machado, acusado de plantar 1 kg de droga no carro da ex-companheira para incriminá-la por tráfico, em Cuiabá.
A decisão foi assinada na sexta-feira (25) pelo ministro Carlos Pires Brandão, que negou o pedido liminar apresentado pela defesa contra uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).
No recurso, os advogados alegaram que Thyago é responsável pelo custeio do tratamento multidisciplinar do filho, diagnosticado com autismo nível 3. Também argumentaram que o ex-perito possui residência e emprego fixos e solicitaram, alternativamente, a substituição da prisão por medidas cautelares.
Ao analisar o pedido, o ministro considerou que a prisão preventiva está devidamente fundamentada na gravidade dos fatos e na necessidade de garantir a ordem pública e proteger a integridade física e psicológica da vítima.
O magistrado também destacou que, conforme apontado pelo TJ-MT, Thyago tentou fugir da abordagem policial e se esconder em uma área de mata dentro do condomínio onde foi preso.
“Como se observa, a prisão preventiva foi, em uma análise sumária, suficientemente fundamentada pelas instâncias ordinárias, diante da especial gravidade dos fatos, que teriam sido praticados no contexto de violência doméstica, e da necessidade de resguardar a integridade física e psicológica da vítima. Em princípio, os elementos apontados demonstram a potencial periculosidade do agente e são aptos a justificar a segregação cautelar para garantia da ordem pública, conforme a orientação do Superior Tribunal de Justiça”, afirmou.
Em relação à situação familiar, o ministro ressaltou o entendimento do TJ-MT de que Thyago não é o único responsável pelos cuidados do filho, uma vez que a mãe da criança também reside no mesmo núcleo familiar.
“Assim, embora o auxílio financeiro prestado pelo paciente seja relevante, a alegação não evidencia, por ora, situação excepcional apta a justificar, em sede liminar, a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares diversas”, pontuou.
O magistrado também observou que a defesa apresentou novos documentos que ainda não foram analisados pelo Tribunal de origem. Por isso, entendeu não haver, neste momento, ilegalidade que justifique a intervenção do STJ antes da análise pela instância competente.
O caso
Thyago foi preso em flagrante em 31 de agosto deste ano, em um condomínio de alto padrão de Cuiabá, após ser apontado como responsável por colocar 1 kg de droga no veículo da ex-companheira para incriminá-la por tráfico.
Segundo a acusação, a ação teria sido motivada pela dificuldade do ex-perito em aceitar o fim do relacionamento extraconjugal que mantinha com a mulher.
Ele responde por tráfico de drogas, ameaça, resistência e denunciação caluniosa.
GERAL
Gangue do Mounjaro é presa em churrasco para comemorar furtos de R$ 568 mil em farmácias em Cuiabá
A Polícia Civil prendeu cinco integrantes de um grupo envolvido em uma sequência de furtos a farmácias de Cuiabá. Parte deles foi localizada nessa segunda-feira (28) em uma casa de eventos, onde estava reunida em uma confraternização com churrasco e bebidas.
Segundo a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, os crimes investigados começaram na madrugada de sábado (26), quando uma farmácia foi arrombada e teve medicamentos e equipamentos eletrônicos levados.
Na madrugada de segunda-feira, outras três unidades foram alvo dos criminosos. Conforme a investigação, o grupo buscava principalmente medicamentos de alto valor utilizados para emagrecimento.
Em uma das farmácias, também foram furtadas 11 CPUs. O prejuízo contabilizado até agora por três dos quatro estabelecimentos chega a aproximadamente R$ 568 mil. O valor ainda pode aumentar após a conferência completa dos estoques e dos demais produtos levados.
A sequência de ataques mobilizou equipes da Derf, que iniciaram diligências para identificar os envolvidos. Durante as buscas, dois suspeitos foram abordados em um veículo. As informações obtidas levaram os investigadores até a casa de eventos onde outros integrantes do grupo estavam reunidos.
Na operação, a Polícia Civil apreendeu dois veículos, celulares, medicamentos e outros objetos. O material passará por análise para verificar a relação com os furtos e identificar a participação de cada suspeito.
A polícia também investiga para onde eram levados os medicamentos furtados e se havia uma estrutura criminosa permanente por trás dos ataques às farmácias.
Canetas na mira
As prisões ocorrem em meio a uma sequência de crimes contra farmácias de Cuiabá tendo como alvo medicamentos emagrecedores de alto valor.
No sábado (26), criminosos arrombaram uma Drogasil na Avenida dos Florais e levaram todo o estoque de Mounjaro, além de seis computadores. O estabelecimento também teve caixas, armários e uma geladeira danificados.
Dias antes, em 17 de setembro, três criminosos renderam funcionários de uma Drogaria São Paulo, na Avenida Getúlio Vargas, e fugiram com 33 caixas de Mounjaro, além de dinheiro e celulares. Quatro pessoas foram presas no dia seguinte e 30 caixas do medicamento foram recuperadas.
Outra unidade da Drogasil, no Jardim das Américas, já havia sido invadida no início de setembro, quando criminosos levaram canetas emagrecedoras e dinheiro.
Também no começo do mês, uma Drogasil da Avenida dos Florais foi alvo de um roubo em que funcionários e clientes foram rendidos. Na ocasião, nove unidades de Mounjaro, celulares, joias e outros objetos foram levados.
A Polícia Civil agora tenta esclarecer se os suspeitos presos nesta semana possuem ligação com outros ataques registrados anteriormente na Capital.
Depois dos procedimentos na delegacia, os cinco foram encaminhados para audiência de custódia e colocados à disposição da Justiça. O delegado responsável pelo caso informou que pedirá a conversão das prisões em flagrante em preventivas.
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