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Apagão digital

TJMT adia reabertura ao público e mantém prazos suspensos até sexta-feira

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GERAL

Foto: Assessoria TJMT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) permanecerá sem expediente nesta quarta-feira (23) e manterá os prazos processuais suspensos até sexta-feira (25), após o ataque hacker que atingiu os sistemas do Judiciário estadual. A atualização foi comunicada na noite desta terça-feira (22) pelo presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira.

Na quinta e na sexta-feira (24 e 25), as atividades serão retomadas exclusivamente para o público interno. A volta parcial dos trabalhos não restabelece o atendimento externo regular nem a contagem dos prazos processuais.

“Na quinta e sexta-feira (24 e 25/09), as atividades serão retomadas exclusivamente para o público interno, permanecendo suspensos os prazos processuais”, informa o comunicado encaminhado após reunião sobre a situação.

A nova orientação foi divulgada horas depois de a assessoria de imprensa do Tribunal informar ao RepórterMT que a previsão era restabelecer os sistemas nesta quarta-feira. Com a atualização, o expediente seguirá suspenso pelo terceiro dia consecutivo. O comunicado não estabelece uma data para a retomada do atendimento externo regular.

Os problemas afetam o acesso a processos, documentos e outros serviços eletrônicos. Em nota oficial, o TJMT informou que identificou um incidente de segurança em parte de sua infraestrutura tecnológica e retirou temporariamente do ar sistemas como o Processo Judicial Eletrônico (PJe).

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Entre as medidas de proteção adotadas estão a redefinição de credenciais e a restrição de acessos sensíveis. Segundo o Tribunal, até a divulgação da nota não haviam sido identificados indícios de uso indevido de dados nem de comprometimento dos mecanismos de backup. As apurações continuam com equipes especializadas e apoio técnico.

As regras adotadas durante a suspensão preservam os serviços essenciais, as atividades urgentes e o plantão judiciário. Enquanto os sistemas estiverem indisponíveis, as demandas urgentes podem ser recebidas por meio físico ou por outro canal disponível.

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CNJ analisa pedido de prorrogação em PAD que investiga desembargador afastado do TJMT

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O Plenário Virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluiu na pauta da 14ª Sessão de 2026, com andamento previsto do dia 29 de setembro até 2 de outubro, um pedido de prorrogação de prazo no Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento investiga o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), alvo de apurações sobre um suposto esquema de venda de sentenças.

O magistrado foi afastado de suas funções e virou réu em um PAD instaurado por unanimidade pelo CNJ, sob a relatoria do corregedor nacional de justiça, ministro Campbell Marques. A investigação decorre de desdobramentos da Reclamação Disciplinar que examinou os vínculos mantidos entre o desembargador e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Conforme apontado pelo corregedor nacional à época da abertura do procedimento, as suspeitas baseiam-se em diálogos extraídos do celular do advogado, obtidos com autorização da família, que indicariam o pagamento sistemático de vantagens indevidas para a prolação de decisões judiciais fora dos canais oficiais do tribunal.

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O relatório também destacou indícios de incompatibilidade patrimonial, como gastos elevados em cartão de crédito, aquisição de imóveis por valores superiores aos declarados no Imposto de Renda, bens ocultos e repasses financeiros atrelados a familiares.

Como a pauta atual do CNJ trata estritamente de trâmites internos e prazos processuais da instrução disciplinar, o mérito das acusações não será votado nesta sessão virtual. O teor completo da nova deliberação só é liberado publicamente pelo sistema do tribunal após o encerramento do prazo de votação pelos conselheiros.

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