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Há um ano foragido

Coronel acusado de desvio de combustível da PM é preso em Cuiabá

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Foto: Divulgação

O tenente-coronel Ardonil Manoel Gonzalez Junior, ex-comandante da Polícia Militar de Pontes e Lacerda, que estava foragido há cerca de um ano e meio, foi preso na terça-feira (22), em Cuiabá.

Ele havia sido condenado a oito anos, um mês e seis dias de prisão por peculato e corrupção passiva acusado de desviar combustível destinado às viaturas da corporação.

O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Interestadual (Polinter). Após ser detido, Ardonil foi encaminhado à unidade e, posteriormente, ao Juízo competente, onde passou pelos procedimentos necessários.

Ardonil foi condenado por desvio de combustível e adulteração dos hodômetros dos veículos oficiais para registrar um consumo maior do que o real. Ele também foi acusado de utilizar bens públicos, como armas e viaturas, em benefício próprio.

A sentença foi proferida pelo Conselho Especial da Justiça Militar em abril de 2023. Na ocasião, a pena foi fixada em nove anos de prisão, inicialmente em regime fechado, e os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para análise de sua exclusão da Polícia Militar ou cassação da aposentadoria.

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Posteriormente, um recurso apresentado pela defesa foi parcialmente acolhido, com a readequação da pena-base para oito anos, um mês e seis dias de reclusão, mantido o regime inicial fechado e os demais termos da sentença.

Em decisão assinada em março de 2025, o juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar, determinou a expedição do mandado de prisão e o encaminhamento do documento à Polinter e ao Comando da Polícia Militar para a captura do condenado.

Após a prisão, foi determinado o início da execução da pena.

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CNJ analisa pedido de prorrogação em PAD que investiga desembargador afastado do TJMT

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O Plenário Virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluiu na pauta da 14ª Sessão de 2026, com andamento previsto do dia 29 de setembro até 2 de outubro, um pedido de prorrogação de prazo no Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento investiga o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), alvo de apurações sobre um suposto esquema de venda de sentenças.

O magistrado foi afastado de suas funções e virou réu em um PAD instaurado por unanimidade pelo CNJ, sob a relatoria do corregedor nacional de justiça, ministro Campbell Marques. A investigação decorre de desdobramentos da Reclamação Disciplinar que examinou os vínculos mantidos entre o desembargador e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Conforme apontado pelo corregedor nacional à época da abertura do procedimento, as suspeitas baseiam-se em diálogos extraídos do celular do advogado, obtidos com autorização da família, que indicariam o pagamento sistemático de vantagens indevidas para a prolação de decisões judiciais fora dos canais oficiais do tribunal.

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O relatório também destacou indícios de incompatibilidade patrimonial, como gastos elevados em cartão de crédito, aquisição de imóveis por valores superiores aos declarados no Imposto de Renda, bens ocultos e repasses financeiros atrelados a familiares.

Como a pauta atual do CNJ trata estritamente de trâmites internos e prazos processuais da instrução disciplinar, o mérito das acusações não será votado nesta sessão virtual. O teor completo da nova deliberação só é liberado publicamente pelo sistema do tribunal após o encerramento do prazo de votação pelos conselheiros.

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