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ENTRE OS 8 DE MT

Presa na Bolívia, Angeliquinha estava entre os criminosos mais procurados do Brasil

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GERAL

Foto: Reprodução

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, presa na Bolívia nessa terça-feira (22), estava entre os criminosos mais procurados do Brasil, figurando entre os oito mais procurados de Mato Grosso. A informação consta na Lista dos Procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Além de Angeliquinha, a lista de Mato Grosso é formada por Carolina Gomes de Brito, conhecida como “Debochada”; Eudes Barboza da Silva Neto, o “Neto”; Gilmar Reis da Silva, o “Vovozona”; Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”; Leonardo Dias de Araujo, o “Gibi”; Marítssa Ingridy da Silva Rodrigues, a “Rapunzel”; e Pedro César de Jesus, o “Azulão”.

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela possuía seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026. A investigada também possui mais de 260 anos em condenações decorrentes de diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

A criminosa é apontada como uma das lideranças de uma facção criminosa com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região. As investigações apontam que ela exercia influência sobre atividades do crime desenvolvidas na região, incluindo ações relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

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Família na mira

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado à investigada. A operação cumpriu 31 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

As medidas foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigação conduzida conjuntamente pela GCCO/Draco e pela Delegacia de Alta Floresta.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha, apontados como integrantes do núcleo familiar que atuava no apoio ao grupo criminoso e na movimentação de recursos de origem ilícita.

As investigações identificaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios eram utilizados para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes das atividades criminosas.

O grupo também é investigado por envolvimento com a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, atividade que, conforme as investigações, estaria relacionada a outras práticas criminosas, como extorsões e tráfico de drogas.

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Prisão na Bolívia

A localização de Angeliquinha na Bolívia foi possível a partir do trabalho de investigação e troca de informações entre as forças de segurança. A captura foi realizada em Santa Cruz de la Sierra e contou com a atuação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.

Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno da foragida ao Brasil e o cumprimento das ordens judiciais expedidas contra ela.

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CNJ analisa pedido de prorrogação em PAD que investiga desembargador afastado do TJMT

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O Plenário Virtual do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluiu na pauta da 14ª Sessão de 2026, com andamento previsto do dia 29 de setembro até 2 de outubro, um pedido de prorrogação de prazo no Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento investiga o desembargador João Ferreira Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), alvo de apurações sobre um suposto esquema de venda de sentenças.

O magistrado foi afastado de suas funções e virou réu em um PAD instaurado por unanimidade pelo CNJ, sob a relatoria do corregedor nacional de justiça, ministro Campbell Marques. A investigação decorre de desdobramentos da Reclamação Disciplinar que examinou os vínculos mantidos entre o desembargador e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Conforme apontado pelo corregedor nacional à época da abertura do procedimento, as suspeitas baseiam-se em diálogos extraídos do celular do advogado, obtidos com autorização da família, que indicariam o pagamento sistemático de vantagens indevidas para a prolação de decisões judiciais fora dos canais oficiais do tribunal.

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O relatório também destacou indícios de incompatibilidade patrimonial, como gastos elevados em cartão de crédito, aquisição de imóveis por valores superiores aos declarados no Imposto de Renda, bens ocultos e repasses financeiros atrelados a familiares.

Como a pauta atual do CNJ trata estritamente de trâmites internos e prazos processuais da instrução disciplinar, o mérito das acusações não será votado nesta sessão virtual. O teor completo da nova deliberação só é liberado publicamente pelo sistema do tribunal após o encerramento do prazo de votação pelos conselheiros.

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