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Campanha milionária

Campanha ao Governo de MT poderá custar até R$ 10,6 mi, define TSE

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GERAL

A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso será disputada com os mesmos tetos de gastos de quatro anos, na campanha de 2022. Os valores, oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permitem que candidatos ao Palácio Paiaguás invistam até R$ 10.673.283,69.

Conforme a publicação da portaria do TSE, no primeiro turno da campanha os candidatos investirão até R$ 7.115.522,46. Caso a disputa seja decidida em segundo turno, o candidato poderá utilizar um acréscimo de R$ 3.557.761,23, elevando o teto total para R$ 10,6 milhões.

Para os candidatos ao Senado, o limite de gastos foi fixado em R$ 3.811.887,03. Já quem disputar uma vaga na Câmara dos Deputados poderá gastar até R$ 3.176.572,53, enquanto os candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso terão teto de R$ 1.270.629,01.

Segundo o TSE, os valores foram mantidos porque não houve alteração na legislação eleitoral e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) permaneceu em R$ 4,9 bilhões, o mesmo montante destinado às eleições de 2022. A Corte entendeu que um reajuste dos limites poderia comprometer o equilíbrio financeiro das campanhas e das políticas de inclusão previstas na legislação.

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O teto considera não apenas as despesas contratadas diretamente pelos candidatos, mas também transferências financeiras para outros candidatos ou partidos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços cedidos às campanhas.
Quem ultrapassar o limite estabelecido estará sujeito ao pagamento de multa correspondente a 100% do valor excedente.

Além da penalidade financeira, o excesso de gastos poderá caracterizar abuso de poder econômico e motivar ações na Justiça Eleitoral, com possibilidade de outras sanções previstas na legislação.

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Operação mira grupo de MT que aplicava golpes em idosos e bloqueia mais de R$ 10,8 milhões

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Foto: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT) prestou apoio, na manhã desta quarta-feira (29), ao cumprimento de mandados judiciais em Cuiabá e Várzea Grande durante uma operação coordenada pelo Gaeco da Bahia contra uma organização criminosa investigada por estelionato eletrônico e lavagem de capitais.

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros que ultrapassam R$ 10,8 milhões.

As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara das Garantias de Salvador (BA).

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada na aplicação de golpes eletrônicos e na movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.

De acordo com o Gaeco da Bahia, as principais vítimas eram idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, abordados por criminosos por meio de aplicativos de mensagens.

Os suspeitos utilizavam perfis falsos e se passavam por familiares ou conhecidos para conquistar a confiança das vítimas e convencê-las a realizar transferências bancárias.

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Além das prisões e buscas, a decisão judicial determinou o bloqueio de contas e outras medidas patrimoniais para garantir eventual ressarcimento às vítimas e impedir a ocultação dos recursos obtidos com os golpes.

As diligências em Mato Grosso contaram com o apoio de equipes da Força Tática do 1º e 2º Comandos Regionais, além de policiais do Grupo de Apoio (GAP) do 1º e 3º Batalhões da Polícia Militar.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), com participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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