Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Influência eleitoral

Abin monitora ameaças externas e interferência de facções nas eleições em MT

Publicado em

GERAL

Os 142 municípios de Mato Grosso vão receber mais de R$ 37,1 milhões para manutenção e melhoria de estradas estaduais e municipais não pavimentadas. Os recursos, referentes ao primeiro quadrimestre de 2026, serão repassados até 29 de maio diretamente aos Fundos Municipais de Transporte, sem necessidade de convênio.

A medida foi regulamentada pelo governo do Estado e atende a uma demanda apresentada por prefeitos, que vinham demonstrando preocupação com a perda de receita provocada pela extinção do antigo Fethab Diesel. A pauta foi acompanhada pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que defendeu a necessidade de garantir condições para que as prefeituras mantenham serviços essenciais ligados à infraestrutura rural.

O decreto foi assinado na última sexta-feira (22), no Palácio Paiaguás, durante reunião com prefeitos e representantes da AMM. Além do repasse deste primeiro quadrimestre, outras duas transferências estão previstas para setembro e dezembro.

Para os municípios, os recursos representam reforço no caixa em um momento de dificuldade para a manutenção da malha viária. Estradas rurais em boas condições são fundamentais para o transporte escolar, o atendimento de saúde, o escoamento da produção, o deslocamento de máquinas e o acesso da população às comunidades do interior.

Leia Também:  Max Russi sobe o tom sobre disputa de terra com o Pará: 'Vamos brigar com tudo que for posssível'

O presidente da AMM, Hemerson Maninho, afirmou que a compensação ajuda a reduzir a insegurança dos gestores diante da queda de receita.

“Os prefeitos estavam apreensivos porque a perda desses recursos afeta diretamente a administração das cidades. A manutenção das estradas é uma das demandas mais urgentes dos municípios, principalmente no interior. Essa compensação dá mais previsibilidade às prefeituras e permite que os serviços cheguem à população”, destacou Maninho.

Os recursos poderão ser usados exclusivamente em manutenção de rodovias estaduais não pavimentadas, obras em rodovias municipais, construção e manutenção de pontes e bueiros, além da aquisição e manutenção de equipamentos rodoviários, combustíveis, lubrificantes, peças e serviços relacionados a essas ações.

Pelo decreto, todos os municípios serão contemplados. O repasse mínimo será de R$ 100 mil por quadrimestre para cada prefeitura. Os municípios que tiveram perdas maiores receberão valores proporcionais à frustração de receita apurada, conforme os critérios definidos pela Secretaria de Estado de Fazenda.

O Fundo Municipal de Transporte foi criado após à inconstitucionalidade do Fethab diesel, garantindo que os municípios continuassem recebendo recursos para transporte e manutenção de estradas de forma legal.

Leia Também:  Programa REM MT abre editais com R$18,6 milhões para agricultura familiar e povos indígenas

Participaram também da reunião os prefeitos de Rondolândia, José Guedes de Souza, de Alta Floresta, Valdemar Gamba, e de Alto Paraguai, Adair José Alves Moreira, o vice-presidente da AMM, Edu Pascoski, e o secretário executivo da AMM, Willian Moraes.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Assembleia de MT é prata em número de cargos comissionados no país; 132 por deputado

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é a segunda do país em número de servidores não concursados, ficando atrás apenas do Legislativo de Goiás. Atualmente são 3.164 comissionados para atender 24 deputados estaduais, o que representaria 132 funcionários por parlamentar.

A informação foi revelada por um levantamento nacional publicado pela Folha de S.Paulo no domingo (24), evidenciando que o Legislativo mato-grossense mantém uma proporção de cargos de confiança (comissionados) por parlamentar drasticamente superior à praticada no plano federal, já que a Câmara dos Deputados limita o teto a 25 servidores por gabinete.

Em resposta aos dados, a Mesa Diretora da ALMT defendeu a legalidade das contratações, assegurando que toda a estrutura de pessoal cumpre rigorosamente os parâmetros de transparência pública e que os postos são fundamentais para garantir o atendimento das demandas regionais do estado.

O diagnóstico nacional aponta que o descontrole no volume de apadrinhados políticos é uma realidade compartilhada: das 18 Assembleias estaduais que abriram seus dados à reportagem, 14 superam com folga a média adotada em Brasília.

Leia Também:  Municípios de MT receberão repasse milionário para investimento em estradas esta semana

Enquanto Goiás lidera o topo do inchaço com um acumulado impressionante de 5.874 postos de confiança, Mato Grosso consolidou-se logo na sequência desse indicador de assimetria. Depois da Assembleia mato-grossense, vêm as Assembleias Legislativas de Rondônia, com 93 comissionados por deputado, do Tocantins, com 82 para um parlamentar, e do Rio de Janeiro, com relação de cerca de 77 por deputado.

Especialistas em gestão pública ouvidos na reportagem alertaram que estruturas legislativas demasiadamente infladas por indicações políticas comprometem a eficiência técnica e aumentam estatisticamente os riscos de desvios e corrupção.

A nível jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem balizado a questão, exigindo uma proporcionalidade global entre servidores efetivos e comissionados na administração pública, sem obrigar, contudo, que haja uma simetria idêntica ou espelhada em cada setor isolado do governo.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA