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Substâncias extras

A melhor estratégia de estudos é conhecer a si mesmo e traçar estratégias para o seu melhor desempenho, dentro de suas condições

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OPINIÃO

Para estudar para concursos, além da motivação, é necessária muita dedicação. Existem pessoas que exageram e que se acham super-homens, que não se cansam, ou, quando se cansam, se utilizam de substâncias extras para manter o foco nos estudos.

A mente se cansa por vários motivos, dentre os quais temos: uma noite mal dormida, estresse referente a preocupações, má alimentação, excesso ou falta de exercícios físicos etc.

Quando estudamos, muitas vezes a mente fica cansada e, para não perder tempo, acabamos por ingerir substâncias extras. Quando eu estudava, por exemplo, tomava um pouco de guaraná ralado, apenas quando estava muito cansado, mas percebia que o resultado era pequeno.

O guaraná ralado é um estimulante, similar ao café, chá preto, chá de ginseng, chá de gengibre etc. A ideia envolvendo o uso da substância é proporcionar melhora no desempenho do cérebro, mas é bom lembrar que a mente cansada precisa é de descanso.

A minha conclusão sobre essa situação, e que pode ser uma alternativa para você, principalmente, que está na labuta dos estudos é: cansou, descanse um pouco; depois, retorne aos estudos. Vale recordar que cada ser humano é diferente do outro, portanto, conheça os seus limites.

Ninguém é uma máquina de estudo e trabalho. Precisamos descansar e recuperar as energias para voltar mais motivados e focados.

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O estimulante vai agir quando você estiver cansado, portanto, dará mais energia ao corpo, resolverá temporariamente o problema, contudo, o acúmulo do cansaço se multiplicará.

Muito pior do que o estimulante, temos a famosa droga chamada Ritalina (Metilfenidato), também conhecida como “pílula da inteligência” ou “droga dos concurseiros”, que é amplamente utilizada por estudantes que buscam bom desempenho nos estudos e nas provas, pois, de fato, melhora a concentração. Essa droga é indicada, principalmente, para o tratamento de crianças que apresentam quadros de transtornos como déficit de atenção e hiperatividade – TDAH. A Ritalina é um remédio tarja preta, ou seja, é de uso controlado e necessita de acompanhamento e indicação médica. Ela tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína.

Alguns profissionais da área médica informam que é uma ilusão acreditar que a Ritalina beneficia o desempenho nos estudos. Há controvérsias sobre o assunto, contudo, entendo não ser adequado o seu uso, de acordo com os motivos expostos a seguir.

Quem não quer um remédio milagroso? Ainda mais na correria do dia a dia, em que temos pouco tempo para estudar e, ao mesmo tempo, muito conteúdo para aprender. O desgaste físico e mental, como também o desgaste emocional (ansiedade, desânimo, preocupações e pressões) são presentes na vida de qualquer pessoa, inclusive dos estudantes.

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Um dos problemas das substâncias extras é que todas causam dependência. Basta interromper o uso por alguns dias ou, dependendo, por algumas horas, que haverá mudanças comportamentais. Se quiser fazer o teste, tome café por alguns dias e interrompa por dois dias: você perceberá alguma reação anormal, como, por exemplo, o surgimento de dores na cabeça.

Essas substâncias extras causam efeitos colaterais, sabemos que isso afeta negativamente o corpo de cada indivíduo. Alguns exemplos: redução de apetite, insônia, dor abdominal e cefaleia. Cada um vai reagir de alguma forma. Por isso que é necessário uma avaliação médica para saber da possibilidade ou não de tomar substâncias extras.

Não force o seu cérebro com substâncias extras, pois a dependência e os seus efeitos colaterais são desastrosos para a saúde. Conheça o seu cérebro, organize os seus estudos e opte por descansar quando precisar. Vá devagar, mas com passos consistentes e conscientes. Promessas milagrosas podem ser desastrosas.

 

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras. http://www.francisney.com.br

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OPINIÃO

No ambiente digital, compartilhar também é assumir responsabilidade

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Regra do TSE permite inversão do ônus da prova em casos de manipulação tecnológica nas eleições de 2026.

A comunicação política mudou  e, com ela, a responsabilidade de quem participa do debate público.

No ambiente digital, compartilhar conteúdo deixou de ser um ato neutro. Passou a ter relevância jurídica, especialmente em um cenário marcado por desinformação e uso crescente de tecnologias como inteligência artificial.

De olho nas eleições de 2026, a Justiça Eleitoral atualizou a regulamentação da propaganda eleitoral e trouxe uma inovação importante. A Resolução TSE nº 23.610/2019 , ao tratar das manipulações tecnológicas, passou a prever, em seu art. 9º-I , a possibilidade de inversão do ônus da prova em casos envolvendo inteligência artificial e deepfakes.

Na prática, isso significa que, em situações tecnicamente complexas, o juiz poderá exigir que quem produziu ou divulgou o conteúdo demonstre sua regularidade. Ou seja, não caberá apenas à Justiça ou à parte prejudicada provar a irregularidade o próprio responsável pela divulgação poderá ser chamado a comprovar que o material é lícito.

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A medida reflete a dificuldade de identificar conteúdos manipulados no ambiente digital, muitas vezes imperceptíveis ao olhar comum, mas com grande potencial de influenciar o eleitor.

Nesse contexto, o simples ato de compartilhar ganha novo significado. A divulgação de conteúdo passa a integrar o conjunto de condutas que podem ser analisadas pela Justiça Eleitoral, especialmente quando há indícios de manipulação ou desinformação.

Não se trata de restringir a liberdade de expressão, mas de atribuir responsabilidade proporcional ao impacto da comunicação digital. Em um ambiente onde a informação circula com rapidez e alcance massivo, a cautela se torna indispensável.

Com as eleições de 2026, o recado é claro , no ambiente digital, não é apenas quem cria que responde. Quem compartilha também assume responsabilidade.

*André Pozeti é advogado, especialista em Direito Eleitoral e ex-membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT).

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