Artigo
Dinheiro ganha eleição?
OPINIÃO
O dinheiro ganha pleitos eleitorais? A pergunta, tão antiga quanto as primeiras disputas políticas organizadas, ressurge com força em tempos de campanhas milionárias, marketing digital sofisticado e estruturas eleitorais cada vez mais profissionalizadas. À primeira vista, a resposta parece óbvia: sim, o dinheiro é decisivo. Mas a realidade, como quase tudo na política, é mais complexa.
Não há dúvida de que o dinheiro exerce papel central nas eleições. Ele financia campanhas, estrutura equipes, amplia a presença midiática, impulsiona candidaturas nas redes sociais e garante capilaridade territorial. Sem recursos, candidatos tornam-se invisíveis. E, na política contemporânea, invisibilidade é sinônimo de derrota. A máxima “quem não é visto não é lembrado” tornou-se ainda mais contundente na era da comunicação em tempo real.
Historicamente, campanhas mais bem financiadas tendem a largar na frente. O acesso a recursos permite pesquisas qualitativas, definição de estratégias mais precisas, produção de conteúdo profissional e ocupação de espaços privilegiados no imaginário do eleitor. O dinheiro, nesse sentido, não apenas viabiliza campanhas — ele potencializa narrativas.
Mas há um limite para o poder do dinheiro. Ele não cria, por si só, legitimidade, carisma ou conexão com o eleitor. Pode amplificar uma mensagem, mas não substitui seu conteúdo. Pode impulsionar uma candidatura, mas não garante sua aceitação. Em muitos casos, o excesso de recursos, associado a estruturas artificiais, gera desconfiança e rejeição.
A história política brasileira e internacional está repleta de exemplos de candidaturas ricas derrotadas por campanhas mais enxutas, porém mais autênticas. Veja-se a campanha de Fernando Henrique, candidato à prefeitura municipal de São Paulo, contra Jânio Quadros, em 1985. FHC tinha um programa exuberante, dirigido por uma das melhores equipes de marketing político do país, enquanto Jânio usava apenas a presença ao vivo na sala de gravação da TV RECORD, na época localizada na avenida Miruna. Enquanto Fernando Henrique apresentava um vasto programa de serviços e obras, Jânio tinha como eixo de seu discurso o combate aos criminosos. Fazia questão de repetir as mesmas falas contra a bandidagem. No último dia da votação, FHC chegou a sentar na cadeira de prefeito para tirar uma foto, certo de que, como favorito, ia ganhar o pleito por larga margem. Perdeu a eleição. Jânio ganhou por pequena diferença.
Isso ocorre porque o eleitor não é um ente passivo. Ao contrário do que se imaginava em tempos de propaganda unidirecional, o cidadão contemporâneo filtra, compara, critica e reage. A abundância de informação — ainda que muitas vezes contaminada por desinformação — amplia sua capacidade de julgamento.
Nesse contexto, emerge uma equação mais sofisticada: dinheiro é condição necessária, mas não suficiente. Ele funciona como combustível, mas o motor continua sendo a mensagem. E essa mensagem precisa dialogar com aquilo que, em última instância, move o voto: as condições concretas de vida.
O eleitor decide com base no que sente no bolso, na mesa e no cotidiano. Se o dinheiro da campanha não consegue dialogar com essas dimensões — se não traduz expectativas reais em propostas críveis — ele se torna apenas barulho. E barulho, em excesso, pode afastar.
Além disso, há um fator muitas vezes negligenciado: o chamado imponderável da política. Episódios inesperados — uma crise, um escândalo, uma fala infeliz, um evento emocionalmente mobilizador — podem redefinir cenários em questão de dias. Nenhuma quantia é capaz de blindar completamente uma candidatura contra o imprevisível.
Outro aspecto relevante diz respeito à origem e ao uso dos recursos. Em um ambiente de crescente vigilância institucional e social, o dinheiro passou a carregar também um peso ético. Recursos mal explicados, gastos excessivos ou sinais de abuso podem transformar vantagem em vulnerabilidade. O eleitor, cada vez mais sensível ao tema da corrupção, tende a penalizar excessos.
Por fim, é preciso considerar a mudança estrutural no ecossistema da comunicação. As redes sociais democratizaram, em parte, o acesso à visibilidade. Embora também demandem investimento, permitem que mensagens orgânicas, autênticas e bem calibradas alcancem grande repercussão com custos relativamente menores. Nesse novo ambiente, criatividade, timing e conexão emocional podem, em certos casos, compensar limitações financeiras.
Portanto, o dinheiro não ganha eleições sozinho — mas sua ausência quase sempre as perde. Ele é instrumento, não destino. É meio, não fim. Sua eficácia depende da inteligência estratégica, da coerência do discurso e, sobretudo, da sintonia com o eleitor.
Em última análise, eleições continuam sendo decididas por pessoas, não por cifras. E pessoas votam não apenas no que veem, mas no que sentem, no que esperam e no que acreditam. O dinheiro pode abrir portas, mas não atravessa, por si só, o coração do eleitor.
Eis a síntese: campanhas podem ser compradas; votos, não.
*Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.
Jesus é Deus! Ele faz parte da trindade com Deus Pai e o Espírito Santo. Eles possuem atributos da onisciência, onipotência e onipresença.
Jesus conhece cada um dos seus filhos, sabe das necessidades reais, dos desejos e das perspectivas de cada um.
Os discípulos Pedro, Tiago e João conseguiram ver um lampejo da glória de Jesus no monte da Transfiguração (Mateus 17:1-9).
O Ministério de Jesus é algo também sobrenatural, pois em pouco tempo treinou doze homens que revolucionaram o mundo.
Jesus dedicou mais tempo do Seu ministério na Galileia, que era uma região agrícola localizada em um cruzamento de rotas comerciais. A base do Seu trabalho estava nesse lugar. Muitos pensam que Jesus ficou mais tempo do Seu ministério em Jerusalém, na Judeia, que era a capital política e religiosa de Israel, porém isso não é verdadeiro.
O livro “Atlas Bíblico Ilustrado”, de André Daniel Reinke, nos explica sobre esse local: “A região da Galileia era densamente habitada, com maioria judaica (com sotaque diferente da Judeia), mas também com muitos estrangeiros. Não consta nenhum profeta saído da Galileia no Antigo Testamento, mas ali foi o local principal do ministério de Jesus, palco da maioria de suas pregações e milagres. Jesus cresceu em Nazaré e depois estabeleceu o centro de seu ministério em Cafarnaum, um pequeno centro comercial e tributário romano ao lado de Betsaida. Todos os discípulos (exceto Judas Iscariotes) eram da Galileia. De um barquinho às margens do Lago de Genezaré Jesus pregou muitas vezes; nas encostas das montanhas, falou às multidões; foi ali que caminhou sobre as águas e acalmou a tempestade. A Pereia, por sua vez, era o local de pregações e batismos de João Batista e o local de evangelizações de Jesus no final do seu último ano de ministério”.
Qual era o Ministério de Jesus? São várias as atividades que Ele desempenhava, funções como professor, pregador, doutrinador das Escrituras, teologia, ensino sobre moral, amor, perdão, relacionamento interpessoal, dentre outras coisas.; discipulou os doze discípulos e os demais que estavam no meio da multidão; ensinou sobre humildade e serviço; instruiu a orar; deu esperança às pessoas ao seu redor falando sobre um Novo Reino; discursou sobre profecias; curou e ensinou a curar; expulsou demônios e realizou obras e prodígios extraordinários.
Com toda a gama de benefícios que Jesus transmitia para os seus seguidores, ainda assim os discípulos não confiavam plenamente nEle, já que após a crucificação de Jesus, eles desanimaram da obra, e voltaram a desempenhar duas atividades de ofício. Vejamos o relato de João 21:1-4, 14, momento em que Jesus aparece para sete dos Seus Discípulos: “Depois disso, Jesus apareceu outra vez aos seus discípulos, na beira do lago da Galileia. Foi assim que aconteceu: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado “o Gêmeo”; Natanael, que era de Caná da Galileia; os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos. Simão Pedro disse aos outros: — Eu vou pescar. — Nós também vamos pescar com você! — disseram eles. Então foram todos e subiram no barco, mas naquela noite não pescaram nada. De manhã, quando começava a clarear, Jesus estava na praia. Porém eles não sabiam que era ele. […] Foi esta a terceira vez que Jesus, depois de ter sido ressuscitado, apareceu aos seus discípulos”.
Entretanto, Jesus os coloca no eixo do Ministério e os encoraja as serem pescadores de homens outra vez.
Mesmo que você tenha deixado tudo para trás, a promessa dEle para os Seus Discípulos está garantida aqui nesta terra ou para a Nova Canaã Celestial (Lucas 18:28-30): “Aí Pedro disse: — Veja! Nós deixamos a nossa família e seguimos o senhor. Jesus respondeu: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna”.
O Ministério de Jesus foi impecável e cumpriu a promessa de vir ao mundo para salvar homens caídos e pecadores, a fim de ressignificar a vida de cada um deles.
A salvação, após o seu pouco período neste mundo, foi transmitida pelos discípulos a todos os lugares do mundo da época, por isso que nós, até hoje temos os relatos contidos na Bíblia, como fonte primária de salvação. O Ministério de Jesus, foi confirmado pelo livro “Atos dos apóstolos”, de Ellen G. White: “Durante Seu ministério, Jesus tinha conservado constantemente perante os discípulos o fato de que eles deviam ser um com Ele em Sua obra de recuperação do mundo da escravidão do pecado. Quando Ele enviou os doze, e depois os setenta, para proclamarem o reino de Deus, estava-lhes ensinando o dever de repartir com outros o que lhes havia dado a conhecer. Em toda a Sua obra Ele os estava preparando para trabalho individual, que devia ser expandido à medida que seu número aumentasse, e finalmente alcançar os confins da Terra. A última lição que deu a Seus seguidores foi que lhes tinham sido confiadas as boas-novas de salvação para o mundo”.
Jesus dividiu o mundo em antes e depois dEle. Não há como ter outro entendimento senão a de que Cristo salva e de que Ele resgatou aquele povo do aprisco, como ovelhas perdidas, e, ainda faz o mesmo por cada um de nós hoje!
O livro de João 10:10-11 nos dá esta certeza: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa. — Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas”.
Que bênção é saber de um Deus que nos ama profundamente e que foi capaz de enviar o seu único filho, Jesus, para morrer por seres humanos indignos e falhos como eu e você!
Deus deu de tudo por nós, e você, o que tem entregado e feito por Ele?
*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras. https://francisneyliberato.my.canva.site/
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