TOPO DA CARREIRA
Vinte e cinco juízes vão disputar vaga de desembargador no TJ-MT
GERAL
Vinte e cinco juízes de carreira se inscreveram para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), aberta após a aposentadoria compulsória da desembargadora Maria Erotides Kneip, que completou 75 anos no início de junho.
As inscrições se encerraram na sexta-feira (12) e serão homologadas pelos magistrados em uma sessão do Tribunal Pleno nesta quarta-feira (17).
A vaga é composta por uma lista mista – homens e mulheres – e a escolha será pelo critério de merecimento.
Conforme apurado pela reportagem, os nomes mais cotados para a disputa são os juízes Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Antônio Veloso Peleja Júnior.
A escolha caberá aos atuais 36 desembargadores da Corte. Cada candidato receberá notas de 0 a 100, levando em consideração critérios como produtividade, presteza no exercício das funções, aperfeiçoamento técnico e adequação da conduta ao Código de Ética da Magistratura.
Veja os nomes:
1. Abel Balbino Guimaraes
2. Paulo Márcio Soares de Carvalho
3. Aristeu Dias Batista Vilella
4. Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
5. Antônio Veloso Peleja Júnior
6. Milene Aparecida Pereira Beltramini
7. João Alberto Menna Barreto Duarte
8. Gleide Bispo Santos
9. Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto
10. Amini Haddad Campos
11. Ana Cristina Silva Mendes
12. Hildebrando da Costa Marques
13. Gonçalo Antunes de Barros Neto
14. Rita Soraya Tolentino de Barros
15. Agamenon Alcântara Moreno Júnior
16. Christiane da Costa Marques Neves
17. Marcos Faleiros da Silva
18. Luis Otávio Pereira Marques
19. Jeverson Luiz Quintieri
20. Adriana Sant Anna Coningham
21. Jamilson Haddad Campos
22. Wanderlei José dos Reis
23. João Thiago de França Guerra
24. Francisco Rogério Barros
25. Tulio Duailibi Alves Souza
GERAL
Entrega voluntária de bebês para adoção cresce mais de 900% em Mato Grosso
A entrega voluntária de bebês para adoção registrou crescimento superior a 900% em Mato Grosso nos últimos anos. Dados do Poder Judiciário apontam que os casos passaram de três, em 2021, para 32 neste ano.
O aumento, no entanto, não significa necessariamente que mais mulheres estejam abrindo mão da maternidade. Para especialistas e integrantes da rede de proteção, os números refletem principalmente o maior acesso à informação sobre um direito garantido por lei e a ampliação dos canais de acolhimento e orientação.
Direito previsto em lei
A entrega voluntária permite que gestantes ou mães que não tenham condições de exercer a maternidade possam encaminhar legalmente o bebê para adoção, com acompanhamento da Justiça e sigilo garantido.
Segundo a juíza Anna Paula Sansão, o procedimento é realizado de forma segura e acompanhada por profissionais especializados.
“A entrega voluntária para adoção é um direito previsto em lei. Trata-se de uma decisão tomada pela gestante ou pela mãe que, por diferentes razões, entende que não possui condições de exercer a maternidade e procura a Justiça para que a criança seja encaminhada de forma segura e legal para uma família habilitada”, explica.
O processo conta com a atuação da Vara da Infância e Juventude, equipes psicossociais e demais órgãos da rede de proteção.
Acolhimento sem julgamentos
Para a psicóloga Patrícia Katz, o acompanhamento profissional é fundamental para que a mulher possa refletir sobre sua decisão em um ambiente de acolhimento e respeito.
“O acolhimento ajuda bastante a criar um espaço onde essa mulher possa ser escutada sem julgamento e sem condenação. Muitas vezes existe até muito amor envolvido nessa decisão, não porque ela não queira algo melhor para a criança, mas porque acredita que naquele momento da vida não tem condições de oferecer os cuidados necessários”, afirma.
De acordo com a especialista, a falta de uma rede de apoio e a pressão familiar costumam agravar o sofrimento emocional enfrentado por muitas gestantes e mães.
Entrega voluntária de bebês para adoção
É um direito previsto em lei
A gestante ou mãe pode procurar a Justiça para manifestar o desejo de entregar a criança para adoção de forma legal e segura.
Tem acompanhamento profissionalO processo conta com apoio da Vara da Infância e Juventude, equipe psicossocial, assistência social e rede de proteção.
Protege a mãe e o bebê
Informação evita abandono
O Poder Judiciário avalia que a maior divulgação sobre a entrega voluntária tem contribuído para evitar situações de abandono, entregas irregulares e outros riscos envolvendo recém-nascidos.
“Muitas mulheres viviam esse sofrimento sozinhas, com medo de julgamentos ou acreditando que poderiam sofrer alguma punição. Quando a informação chega à população, mais mulheres conseguem buscar ajuda antes que situações de abandono, entrega irregular ou outros riscos aconteçam”, destaca a juíza Anna Paula Sansão.
Como funciona
A entrega voluntária pode ser solicitada ainda durante a gestação ou após o nascimento da criança. Todo o procedimento ocorre sob sigilo e com acompanhamento da Justiça e da rede de assistência social.
O objetivo é garantir proteção ao recém-nascido e oferecer suporte à mulher em situação de vulnerabilidade, assegurando que a decisão seja tomada de forma consciente e amparada pela legislação.
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