Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

IMPORTUNAÇÃO EM ÔNIBUS

Passageiros trancam tarado em ônibus em Cuiabá após flagrante de assédio sexual

Publicado em

GERAL

A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PM-MT) prendeu em flagrante um homem de 41 anos pelo crime de importunação sexual, na manhã desta segunda-feira (15), na região central de Cuiabá.

O homem foi retido por testemunhas e motorista dentro de um ônibus do transporte público municipal depois de assediar uma passageira de 24 anos.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela 21ª Companhia Independente da Polícia Militar, a guarnição foi acionada para intervir em uma situação de tumulto na Praça Ipiranga. Ao chegarem ao local indicado, os policiais encontraram ele trancado no interior do veículo coletivo, uma medida adotada pelos presentes para impedir a fuga do homem até a chegada da autoridade policial.

A vítima relatou aos militares que, logo após embarcar, o homem ocupou o assento posicionado exatamente atrás do seu e passou a tocá-la nas pernas através do vão existente entre as poltronas.

Assustada, a jovem levantou-se e denunciou a conduta em voz alta para os demais passageiros. Relatos colhidos no local por frequentadores da linha indicam que o homem já era conhecido na região por proferir insultos e importunar verbalmente outras mulheres que utilizavam o mesmo itinerário.

Leia Também:  Juíza acata denúncia contra acusados da morte de Zampieri

Diante do cenário e dos depoimentos colhidos, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Flagrantes de Cuiabá. O caso foi repassado à Polícia Judiciária Civil (PJC) para a formalização do auto de prisão em flagrante e o início dos procedimentos penais cabíveis.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Entrega voluntária de bebês para adoção cresce mais de 900% em Mato Grosso

Publicados

em

Foto: Divulgação

A entrega voluntária de bebês para adoção registrou crescimento superior a 900% em Mato Grosso nos últimos anos. Dados do Poder Judiciário apontam que os casos passaram de três, em 2021, para 32 neste ano.

O aumento, no entanto, não significa necessariamente que mais mulheres estejam abrindo mão da maternidade. Para especialistas e integrantes da rede de proteção, os números refletem principalmente o maior acesso à informação sobre um direito garantido por lei e a ampliação dos canais de acolhimento e orientação.

Direito previsto em lei

A entrega voluntária permite que gestantes ou mães que não tenham condições de exercer a maternidade possam encaminhar legalmente o bebê para adoção, com acompanhamento da Justiça e sigilo garantido.

Segundo a juíza Anna Paula Sansão, o procedimento é realizado de forma segura e acompanhada por profissionais especializados.

“A entrega voluntária para adoção é um direito previsto em lei. Trata-se de uma decisão tomada pela gestante ou pela mãe que, por diferentes razões, entende que não possui condições de exercer a maternidade e procura a Justiça para que a criança seja encaminhada de forma segura e legal para uma família habilitada”, explica.

O processo conta com a atuação da Vara da Infância e Juventude, equipes psicossociais e demais órgãos da rede de proteção.

“A entrega voluntária para adoção é um direito previsto em lei. Trata-se de uma decisão tomada pela gestante ou pela mãe que, por diferentes razões, entende que não possui condições de exercer a maternidade e procura a Justiça para que a criança seja encaminhada de forma segura e legal para uma família habilitada.— Juíza Anna Paula Sansão

Acolhimento sem julgamentos

Para a psicóloga Patrícia Katz, o acompanhamento profissional é fundamental para que a mulher possa refletir sobre sua decisão em um ambiente de acolhimento e respeito.

Leia Também:  Vinte e cinco juízes vão disputar vaga de desembargador no TJ-MT

“O acolhimento ajuda bastante a criar um espaço onde essa mulher possa ser escutada sem julgamento e sem condenação. Muitas vezes existe até muito amor envolvido nessa decisão, não porque ela não queira algo melhor para a criança, mas porque acredita que naquele momento da vida não tem condições de oferecer os cuidados necessários”, afirma.

De acordo com a especialista, a falta de uma rede de apoio e a pressão familiar costumam agravar o sofrimento emocional enfrentado por muitas gestantes e mães.

Entrega voluntária de bebês para adoção

Entenda os principais critérios do procedimento, que é previsto em lei, sigiloso e acompanhado pela Justiça.

É um direito previsto em lei

A gestante ou mãe pode procurar a Justiça para manifestar o desejo de entregar a criança para adoção de forma legal e segura.

Tem acompanhamento profissionalO processo conta com apoio da Vara da Infância e Juventude, equipe psicossocial, assistência social e rede de proteção.

O sigilo é garantido
A identidade da mulher é preservada durante o procedimento, conforme previsto na legislação.
Pode ser iniciado na gravidezA entrega voluntária pode ser solicitada ainda durante a gestação ou logo após o nascimento do bebê.

Protege a mãe e o bebê

O objetivo é evitar abandono, entregas irregulares e garantir que a criança seja encaminhada a uma família habilitada para adoção.

Informação evita abandono

Leia Também:  Lula volta a MT para inaugurar obras no interior e mantém Cuiabá fora do roteiro

O Poder Judiciário avalia que a maior divulgação sobre a entrega voluntária tem contribuído para evitar situações de abandono, entregas irregulares e outros riscos envolvendo recém-nascidos.

“Muitas mulheres viviam esse sofrimento sozinhas, com medo de julgamentos ou acreditando que poderiam sofrer alguma punição. Quando a informação chega à população, mais mulheres conseguem buscar ajuda antes que situações de abandono, entrega irregular ou outros riscos aconteçam”, destaca a juíza Anna Paula Sansão.

Como funciona

A entrega voluntária pode ser solicitada ainda durante a gestação ou após o nascimento da criança. Todo o procedimento ocorre sob sigilo e com acompanhamento da Justiça e da rede de assistência social.

O objetivo é garantir proteção ao recém-nascido e oferecer suporte à mulher em situação de vulnerabilidade, assegurando que a decisão seja tomada de forma consciente e amparada pela legislação.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA