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CLIMA

Tempo seco e calor acima da média devem ‘castigar’ Mato Grosso nos próximos dias

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Após a frente fria se despedir dos mato-grossenses na semana passada, a previsão aponta muito calor e tempo seco para o fim de maio e início de junho na região Centro-Oeste. Conforme a Agência Climatempo, as máximas podem chegar a 34°C neste fim de semana nas regiões norte, oeste e sul do estado.

O forte calor dos próximos das próximas semanas, segundo a Climatempo, deve ser amenizado durante as tardes, com possibilidades de chuvas irregulares e localizadas que devem se reduzir de forma gradual ao longo dos dias, principalmente no interior do estado.

O ar seco também deve se intensificar principalmente no leste de Mato Grosso, favorecendo a queda dos índices de umidade relativa do ar.

Em Cuiabá, esta sexta-feira (29) deve ser de calor de até 31°C sem chance de chuva. O tempo segue parecido no sábado (30) e domingo (31), também sem chuva.

Tangará da Serra, Rondonópolis, Sinop e São José do Xingu (MT) também devem registrar máximas entre 30°C e 31°C nesta sexta-feira, sem chuva.

Junho de calor

A tendência de forte calor segue até a primeira quinzena de junho no Centro-Oeste, como prevê a Climatempo. Por isso, o próximo mês deve começar com tardes mais quentes e redução de chuvas em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal.

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Apesar da previsão de frio no estado vizinho, Mato Grosso do Sul, a queda de temperatura não deve impactar a região mato-grossense.

Ainda de acordo com a agência meteorológica, apenas momentos de ventanias poderão ser notados ao longo deste fim de semana em Mato Grosso, como resquício do tempo frio no Sul do país.

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MT é um dos que mais mata mulheres negras no Brasil; entenda

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Mato Grosso aparece entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres negras no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2026. O levantamento mostra que, em 2024, o estado registrou 26 assassinatos de mulheres negras e 27 de mulheres não negras.

Os números revelam mudanças no perfil da violência letal feminina ao longo dos últimos anos. Entre as mulheres negras, Mato Grosso contabilizou 38 homicídios em 2020, 42 em 2021, 41 em 2022, 27 em 2023 e 26 em 2024. Já entre as mulheres não negras, foram 25 mortes em 2020, 19 em 2021, 23 em 2022, 28 em 2023 e 27 em 2024.

Na soma dos últimos 5 anos, o estado registrou 174 homicídios de mulheres negras, contra 122 homicídios de mulheres não negras, uma diferença de 52 mortes. Os dados reforçam que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal em Mato Grosso.

Apesar da redução recente nos homicídios de mulheres negras no estado, Mato Grosso ainda figura entre as unidades federativas com os maiores índices proporcionais do país. Conforme o Atlas da Violência, o estado registrou taxa de 5,4 homicídios de mulheres negras por 100 mil habitantes em 2024, ficando atrás apenas de estados como Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Roraima e Alagoas.

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O estudo aponta que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal no Brasil. Em 2024, elas representaram 67,5% de todos os homicídios femininos registrados no país. Nacionalmente, foram 2.457 mulheres negras assassinadas no período.

Segundo o levantamento, a violência contra mulheres não ocorre de forma homogênea e está diretamente relacionada a fatores estruturais, como desigualdade social, racismo estrutural e violência de gênero. O documento destaca que mulheres negras enfrentam maior vulnerabilidade justamente pela intersecção entre racismo e cultura patriarcal.

O Atlas também aponta que, embora tenha ocorrido queda nos homicídios femininos na última década, a desigualdade racial permanece significativa. Em 2024, a taxa nacional de homicídios de mulheres negras foi de 4 mortes por 100 mil mulheres, enquanto entre mulheres não negras a taxa foi de 2,4, uma diferença de 66,7%.

Os pesquisadores afirmam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige políticas públicas que considerem fatores sociais, territoriais e raciais, especialmente em regiões periféricas e contextos de maior vulnerabilidade social.

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