DECRETO
Governo manda desapropriar 13 imóveis para asfaltar acesso ao Morro de Santo Antônio
GERAL
O governo de Mato Grosso decretou a desapropriação de 13 imóveis para as obras de pavimentação no acesso ao Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger. O decreto, assinado pelo governador Otaviano Pivetta, foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (27). As visitas ao monumento estão suspensas desde o ano passado e seguem até novembro deste ano.
Segundo o decreto, as desapropriações serão feitas em caráter de urgência, de forma amigável ou judicial. Ao Primeira Página, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso informou que o processo já foi iniciado e ainda depende da avaliação dos imóveis e da notificação dos proprietários. A pasta, no entanto, não informou quando as desapropriações devem começar.
O objetivo, segundo o governo, é viabilizar a implantação e pavimentação da estrada de acesso ao morro que é uma Unidade de Conservação e um dos principais pontos turísticos da região.
Além da Sinfra, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) também vai atuar na condução da desapropriação. Os recursos para as desapropriações sairão do orçamento da própria Sinfra.
Confusão nos trabalhos
O governo elaborou um projeto para a construção de uma trilha, bem próxima à vegetação do morro, e a obra foi autorizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A previsão era de que todo o trajeto fosse pavimentado com pedras para facilitar a subida pela mata.
Contudo, ao invés de trilha, foi aberta uma estrada que vai até o pico do morro. Diante disso, o Ministério Público (MPMT) entrou com um pedido de suspensão dos trabalhos, que foi acatado em fevereiro deste ano, determinando a paralisação imediata após a constatação de uma erosão e o agravamento de danos ambientais.
Já em março, o desembargador Deosdete Cruz Junior suspendeu a decisão que impedia a realização das obra. Ele considerou que a decisão da primeira instância era contraditória, porque obrigava o Estado a cumprir medidas técnicas complexas, mas, ao mesmo tempo, suspendia a licitação que serviria justamente para contratar a empresa responsável por executar essas ações.
Cabe destacar que pedras semelhantes às retiradas do Morro de Santo Antônio foram encontradas no Parque Novo Mato Grosso, na MT-251. O Estado, por meio de nota, afirmou que as pedras eram da Unidade de Conservação e estavam sendo usadas na construção de um pequeno monumento cênico.
O local
O Morro de Santo Antônio está localizado no município de Santo Antônio de Leverger, a cerca de 30 km de Cuiabá, e é considerado Monumento Natural Estadual desde 2006. Conhecido pela vista panorâmica da Baixada Cuiabana, o lugar atrai trilheiros, turistas e devotos.
Nos últimos anos, o Morro passou por diversas intervenções para melhorar a infraestrutura das trilhas, garantir a segurança dos visitantes e preservar o meio ambiente da unidade de conservação. A medida busca evitar acidentes e impactos negativos ao ecossistema local durante o andamento das obras.
GERAL
MT é um dos que mais mata mulheres negras no Brasil; entenda
Mato Grosso aparece entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres negras no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2026. O levantamento mostra que, em 2024, o estado registrou 26 assassinatos de mulheres negras e 27 de mulheres não negras.
Os números revelam mudanças no perfil da violência letal feminina ao longo dos últimos anos. Entre as mulheres negras, Mato Grosso contabilizou 38 homicídios em 2020, 42 em 2021, 41 em 2022, 27 em 2023 e 26 em 2024. Já entre as mulheres não negras, foram 25 mortes em 2020, 19 em 2021, 23 em 2022, 28 em 2023 e 27 em 2024.
Na soma dos últimos 5 anos, o estado registrou 174 homicídios de mulheres negras, contra 122 homicídios de mulheres não negras, uma diferença de 52 mortes. Os dados reforçam que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal em Mato Grosso.
Apesar da redução recente nos homicídios de mulheres negras no estado, Mato Grosso ainda figura entre as unidades federativas com os maiores índices proporcionais do país. Conforme o Atlas da Violência, o estado registrou taxa de 5,4 homicídios de mulheres negras por 100 mil habitantes em 2024, ficando atrás apenas de estados como Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Roraima e Alagoas.
O estudo aponta que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal no Brasil. Em 2024, elas representaram 67,5% de todos os homicídios femininos registrados no país. Nacionalmente, foram 2.457 mulheres negras assassinadas no período.
Segundo o levantamento, a violência contra mulheres não ocorre de forma homogênea e está diretamente relacionada a fatores estruturais, como desigualdade social, racismo estrutural e violência de gênero. O documento destaca que mulheres negras enfrentam maior vulnerabilidade justamente pela intersecção entre racismo e cultura patriarcal.
O Atlas também aponta que, embora tenha ocorrido queda nos homicídios femininos na última década, a desigualdade racial permanece significativa. Em 2024, a taxa nacional de homicídios de mulheres negras foi de 4 mortes por 100 mil mulheres, enquanto entre mulheres não negras a taxa foi de 2,4, uma diferença de 66,7%.
Os pesquisadores afirmam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige políticas públicas que considerem fatores sociais, territoriais e raciais, especialmente em regiões periféricas e contextos de maior vulnerabilidade social.
-
OPINIÃO7 dias atrásCampanhas sob ataque: Cibersegurança como fator de sobrevivência eleitoral – parte 4
-
OPINIÃO4 dias atrásRevolução industrial no Cerrado
-
GERAL7 dias atrásSeduc abre consulta em 24 escolas para ampliar modelo cívico-militares em MT
-
GERAL3 dias atrásPrograma REM MT abre editais com R$18,6 milhões para agricultura familiar e povos indígenas
-
ESPORTES3 dias atrásPrimeira corrida noturna do MX1GP Brasil lota Parque Novo Mato Grosso
-
OPINIÃO3 dias atrásPrincípio da Impessoalidade do Concurso Público
-
POLÍCIA2 dias atrásGefron apreende R$ 391 mil em pasta-base de cocaína
-
GERAL2 dias atrásMato Grosso é o sétimo Estado que mais mata no Brasil



