Barbárie
Preso batia, amarrava filha de 8 anos com cinto e a estuprava, diz delegado
GERAL
Entre os 18 anos da Operação Marco Zero, que busca prender investigados por estupro de vulnerável, está o pai de uma menina de 8 anos. A investigação aponta que ele a agredia com um cinto e depois, com o mesmo objeto, a amarrava e cometia os crimes sexuais.
A informação foi divulgada pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (18).
“Após efetuar a prisão de um dos suspeitos, fui analisar o inquérito e percebi que ele era pai de uma menina. Além de cometer maus-tratos, ele batia nos irmãos e nela. Depois disso, amarrava as mãos dela com a cinta e cometia o crime, abusava dela”, explicou.
O delegado expressou ainda a tristeza de ter que falar sobre um crime tão bárbaro contra uma criança que deveria ser protegida pelo pai.
“Não entra na minha cabeça uma atitude dessas, um pai ter esse tipo de conduta, pois é ele que teria que proteger e dar segurança para essa criança se tornar um adulto capaz sem nenhum tipo de trauma. Eu me pergunto como está a cabeça dessa menina agora”, lamentou.
Segundo a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), essa é a maior operação com prisões registradas na região metropolitana de Cuiabá contra crimes de abuso sexual infantojuvenil. Dos 18 mandados, 16 estão sendo cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande.
Até o final da manhã, 10 alvos já estavam presos. Delegado destacou ainda que o agressor não tem cara. “Todos nós temos cara do agressor. Hoje eu prendi um pai. Ele tinha acabado de chegar do trabalho. Para a sociedade, ele é um trabalhador”, destacou.
Ramiro afirma ainda que o crime sexual contra menores é cometido entre ‘4 paredes’, ou seja, quase ninguém testemunha e quem sofre, sofre calado. “Por isso é importante observar nossas crianças, se mudam a conduta, o comportamento, é para ficar preocupado”.
Maio Laranja
Integrando as ações da Campanha Maio Laranja, a ofensiva ocorre na data em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida em memória ao caso de Araceli Crespo, sequestrada, violentada e cruelmente assassinada em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES), quando tinha apenas 8 anos de idade.
GERAL
PGE alega ‘tudo esclarecido’ e nega ida de procuradores à AL
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de Mato Grosso decidiu confrontar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e não autorizou que os procuradores Raquel Casonatto, Hugo Fellipe Martins de Lima e Luiz Alexandre Combat de Faria Tavares prestassem esclarecimentos sobre suas manifestações, decisões e apontamentos no âmbito de acordos firmados ou negados envolvendo a devolução de valores de ICMS à empresa Oi S.A. no valor de R$ 308 milhões. A oitiva dos servidores ocorreria na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da OI.
A decisão foi comunicada por meio de ofício assinado pelo Procurador-Geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, em resposta a um convite da ALMT. A PGE justificou sua recusa, alegando que os esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o acordo já foram amplamente prestados à Assembleia Legislativa em diversas ocasiões anteriores. Segundo o documento, o próprio procurador-geral e outros três procuradores já prestaram esclarecimentos do caso ao parlamento estadual, assim como o ex-secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, e membros da Seplag.
“Nessas oportunidades, foram fornecidas informações detalhadas sobre a formalização, fundamentos jurídicos, riscos processuais e aspectos financeiros do Termo de Autocomposição nº 026/CONSENSO-MT/2023”, diz o ofício encaminhado.
Além dos comparecimentos, a PGE informou que já encaminhou diversos documentos e informações técnicas, por meio de manifestações formais, em resposta a solicitações de membros da Casa Legislativa. Em relação aos procuradores especificamente convidados, a PGE apresentou justificativas individuais para a não participação ou para a desnecessidade de novo comparecimento.
Caso OI
A denúncia de fraude do acordo de R$ 308 milhões entre o governo e a Oi S.A foi apresentada no ano passado pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), que a encaminhou aos Ministérios Públicos Estadual (MPMT) e Federal (MPF), e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) denunciou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ingressou com uma ação popular solicitando a anulação do acordo e a devolução de R$ 340 milhões aos cofres públicos. O Ministério Público decidiu arquivar a denúncia e a Justiça rejeitou a ação popular.
O ex-governador Mauro Mendes afirmou que as acusações são baseadas em mentiras, má-fé processual e motivação eleitoral.
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