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Preservação da biodiversidade

Sema transfere macacos-barrigudos ameaçados para santuário em MG

Encaminhamento dos animais para o empreendimento de fauna ocorre em parceria com o Ibama e ICMBio

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MEIO AMBIENTE

Foto: Sema

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT) iniciou, nesta segunda-feira (18.5), o transporte de dois macacos-barrigudos, espécie classificada na lista nacional como vulnerável, para o Santuário Onça Pintada, em Curvelo, Minas Gerais. Também estão sendo destinados ao Santuário nove jacarés-do-Pantanal com características albinoides e um tamanduá-mirim.

O encaminhamento dos animais para o empreendimento de fauna voltado para a conservação das espécies ocorre em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio).

O manejo é realizado de acordo com o Plano Nacional de Conservação, resguardando que os animais além de conservar a genética da sua população, poderão participar de programas de reprodução e reintrodução de suas espécies realizados por diversas instituições do país.

Todos os animais silvestres passaram por avaliação clínica, como explica o médico veterinário Vinicius Brito, que atua na Coordenadoria de Fauna Silvestre da Sema. “Estes animais recebem avaliações veterinárias rotineiras e cuidados diários, garantindo o bem-estar de todos”, informou.

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A Sema participa de vários planos nacionais de ação de conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) como por exemplo de onças, primatas amazônicos, e do Cerrado Pantanal (Cerpan). Estes programas são criados para defender a fauna e envolvem pesquisa, manejo e educação ambiental, protegendo espécies e habitats.

“A competência originária para definir diretrizes que envolvam espécies ameaçadas de extinção é do Governo Federal. Isto se materializa em atos concretos realizados nos Planos de Ação Nacionais (PANs), dos quais a Sema é membro partícipe de vários”, explica a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes.

O Gerente de Fauna Silvestre, Marlon Gallina, relata que os animais destinados são oriundos de diversas localidades do Estado, como Juína, Confresa e Cuiabá, demonstrando assim a capilaridade das ações da Sema por meio das unidades descentralizadas (DUDS) e da própria Gerência de Fauna Silvestres.

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MEIO AMBIENTE

Equipes da Axia fazem registro de espécie ameaçada de extinção

A marianinha-de-cabeça-amarela, ou periquito-d’anta, foi flagrada na copa de uma árvore na área do reservatório da Usina Hidrelétrica de Colíder

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Foto: AXIA Energia

Equipes da AXIA Energia fizeram um raro registro de uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), espécie classificada como Em Perigo (EN) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), categoria que indica um elevado risco de extinção. O flagra aconteceu durante a execução de programas ambientais na Área de Preservação Permanente (APP) do reservatório da Usina Hidrelétrica Colíder (UHE Colíder), entre os municípios de Nova Canaã do Norte e Colíder, no Mato Grosso (MT).

Considerada de difícil observação na natureza, a marianinha-de-cabeça-amarela habita as copas das árvores mais altas da Amazônia e possui exigências ecológicas específicas para alimentação e reprodução. A combinação desses fatores, associada à perda de habitat e ao tráfico de animais silvestres, faz com que os registros da espécie sejam raros e de grande relevância para o monitoramento da biodiversidade.

Com cerca de 23 centímetros de comprimento, o animal apresenta uma combinação marcante de cores: cabeça alaranjada, face e pescoço amarelos, peito branco e dorso verde. Pertencente à família dos psitacídeos, a mesma dos papagaios e periquitos, é também conhecida como periquito-d’anta, em referência à sua vocalização característica. O nome científico da espécie significa “papagaio gordo com barriga branca”.

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O registro reforça a relevância dos programas ambientais desenvolvidos na região e contribuem para a identificação, o acompanhamento e a proteção da biodiversidade local. Esse monitoramento possibilita ampliar o conhecimento sobre a fauna regional, gerando informações essenciais para subsidiar estratégias de conservação de espécies ameaçadas. Além disso, os dados obtidos auxiliam na avaliação da efetividade das medidas ambientais implementadas no entorno do empreendimento.

“A ocorrência de uma espécie ameaçada como a marianinha-de-cabeça-amarela demonstra a importância das áreas preservadas no entorno da UHE Colíder para a conservação da fauna silvestre. Esses ambientes funcionam como refúgios essenciais para diversas espécies e reforçam a necessidade de manter ações permanentes de monitoramento e conservação, contribuindo para a proteção da biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas da região”, destacou Jader Fernandes, diretor de licenciamento ambiental e condicionantes da AXIA Energia.

Habitante de florestas amazônicas preservadas, a marianinha-de-cabeça-amarela exerce papel ecológico fundamental na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração das florestas e a manutenção da diversidade vegetal. A espécie, que também ocorre em áreas do Peru e da Bolívia, se reproduz em janeiro e constrói ninhos em cavidades de árvores entre 15 e 30 metros de altura, onde deposita seus ovos branco-amarelados. Sua alimentação é composta por frutos, pétalas e néctar de flores.

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Sobre a AXIA Energia

A AXIA Energia é a maior empresa de energia 100% renovável do Hemisfério Sul, responsável por 17% da capacidade de geração nacional e por 37% das linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). A companhia possui 81 usinas em operação — 47 hidrelétricas, 33 eólicas e uma solar.

 

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