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Menor cidade de MT é a 2ª melhor em ranking de qualidade de vida no estado, diz pesquisa

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Foto: Vicente de Souza

Araguainha, a cidade menos populosa de Mato Grosso e a quarta menor do Brasil, foi classificada como a segunda melhor do estado em qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado nesta quarta-feira (20). A pesquisa faz uma avaliação de 0 a 100 pontos.

O levantamento apontou que Araguainha registrou 67,13 pontos, nove centésimos a menos que Cuiabá que lidera o ranking estadual. O melhor desempenho do município foi no indicador de Necessidades Humanas Básicas, no qual alcançou 82,41 pontos, ficando a frente até da capital, que pontuou 78,26.

Veja os principais pontos do município:

  • Necessidades Humanas Básicas: 82,41
  • Fundamentos do Bem-estar: 66,64
  • Oportunidades: 52,35

A cidade tem 997 moradores, conforme a última atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Localizada a 471 km de Cuiabá, Araguainha se mantém como a quarta menor cidade do país há três anos.

História do município

Araguainha foi colonizada nos anos 40, com a chegada de garimpeiros. O nome foi escolhido pela fato da cidade estar situada à margem esquerda do rio Araguainha que deságua no rio Araguaia.

Atualmente, a economia local é fomentada pelo turismo, plantações de soja, extração vegetal e silvicultura.

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O município também é berço da maior cratera criada por um meteoro na América do Sul, o Domo de Araguainha. A cratera é um dos 100 principais sítios geológicos do mundo, com um diâmetro de 40 km e área total de aproximadamente 1,3 mil km². A cratera é maior que a cidade do Rio de Janeiro, que tem 1,2 mil km².

Entenda o Índice de Progresso Social (IPS)

Mapa de Mato Grosso com dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) — Foto: g1 arte

Mapa de Mato Grosso com dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) — Foto: g1 arte

O Índice de Progresso Social (IPS) é um indicador que mede a qualidade de vida da população para além dos dados econômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB). A metodologia avalia se as pessoas têm acesso a serviços e condições básicas para viver bem, como saúde, moradia, segurança, educação e oportunidades. Entenda:

  • Necessidades Humanas Básicas: avalia nutrição/ cuidados médicos básicos, água e Saneamento, moradia e segurança pessoal;
  • Fundamentos do Bem-estar: mede acesso ao conhecimento básico, acesso à informação/ comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do Meio Ambiente
  • Oportunidades: interpreta os direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.
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O abismo entre a capital e o interior

O IPS Brasil 2026 mostra que Mato Grosso, como um todo, ocupa uma posição intermediária no ranking nacional de qualidade de vida. Com média de 61,38 pontos, o estado aparece na 14ª colocação do país, abaixo da média brasileira, que foi de 63,40 pontos.

Cuiabá se consolidou como o município com o melhor índice de qualidade de vida no estado. A capital conquistou a 10ª colocação no ranking das capitais do país, garantindo um desempenho intermediário de destaque a nível nacional.

Por outro lado, o levantamento evidencia um forte contraste interno, com municípios menores e mais afastados registrando índices muito baixos de progresso social e sérias limitações no acesso a serviços básicos e oportunidades.

Até mesmo na capital o relatório acende um alerta: o desempenho cuiabano foi considerado moderado na dimensão “Oportunidades” (51,74 pontos), indicando que a cidade ainda enfrenta desafios históricos em áreas como inclusão social e acesso ao ensino superior.

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Presidente da AL vai recorrer contra decisão que derrubou voto secreto

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça (TJMT) que proibiu, por inconstitucionalidade, a votação secreta em vetos governamentais. A determinação é de terça-feira (19) e alega falta de transparência com o leitor em votação sigilosa.

O deputado declarou que a decisão judicial será seguida pela ALMT enquanto recursos cabíveis junto à Procuradoria tramitem em instâncias superiores.

“Decisão judicial a gente não discute, a gente cumpre. Agora, a gente vai buscar todos os meios, todos os recursos e seguir nessa discussão”, garantiu Russi em coletiva nesta quarta-feira (20).

A polêmica surgiu após um mandado de segurança do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), que questionou as mudanças feitas no veto do Executivo ao reajuste de salários no Judiciário no final de 2025. Segundo relator do processo, desembargador Marcos Vidal, o Legislativo deve seguir o Princípio da Simetria Constitucional, operando com votações abertas, tal qual é previsto na Constituição Federal.

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Max Russi ressalta ainda que a Assembleia utiliza mecanismos internos para debater sobre a manutenção do regimento e sobre a Constituição Estadual, atuando em defesa da legitimidade de normas vigentes antes da intervenção judicial. Mesmo já tendo argumentado que o Judiciário não poderia intervir em competências internas por meio de mandado de segurança.

Entenda o caso

A polêmica surgiu após um mandado de segurança do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), que questionou as mudanças feitas no veto do ex-governador Mauro Mendes ao projeto de reajuste salarial dos servidores do Judiciário em 2025, mantido por votação secreta.

“Não há representação democrática autêntica sem transparência e prestação de contas perante a sociedade”, destacou o magistrado no voto.

Vidal destacou que o voto secreto impede que a população tenha conhecimento das decisões dos parlamentares em temas de interesse público. A decisão do TJMT declarou inconstitucional a expressão “em escrutínio secreto” da Constituição de Mato Grosso.

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