Proteção aos servidores
Governo ganha recurso e TJ determina bloqueio de repasses a bancos de consignados de servidores
GERAL
O Governo de Mato Grosso obteve decisão favorável junto ao Tribunal de Justiça (TJMT) que restabelece o bloqueio do repasse de valores de cartões consignados diretamente a instituições financeiras alvo de investigação. A decisão da desembargadora Vandymara Zanolo acolheu o recurso da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e determinou que os descontos mensais fiquem resguardados em juízo, sob controle e fiscalização da Justiça, impedindo que o dinheiro seja entregue às instituições.
No recurso, protocolado na última quarta-feira (17.6), a Procuradoria Geral do Estado pediu que as consignações fossem suspensas, no âmbito da ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual e pelo Governo contra as empresas.
O Governo de Mato Grosso demonstrou, no recurso, que o cronograma de 120 dias para análise dos contratos foi afetado exclusivamente pela falta de cooperação das instituições, que deixaram de fornecer os dados, documentos e bases contratuais necessários.
A análise individualizada exigida pela Justiça começou a ser feita em fevereiro de 2026, e não em dezembro de 2025, pois houve nova decisão judicial alterando o modelo inicial baseado em amostragem padronizada.
“A revogação da tutela provisória produziu imediata alteração do regime de destinação dos valores descontados, autorizando seu repasse direto às instituições financeiras em contexto de incerteza jurídica relevante”, diz trecho da decisão da magistrada.
Com essa decisão, as instituições financeiras acionadas judicialmente, como Capital Consig e Cartos Sociedade de Crédito Direto, seguem totalmente proibidas de receber os repasses diretos da folha de pagamento dos servidores.
Conforme consta na decisão da desembargadora, o Governo do Estado voltará a reter os descontos em folha e efetuar o depósito em contas judiciais, de maneira estritamente individualizada por banco, modalidade e respectivo contrato.
O valor acumulado ficará integralmente congelado sob a guarda da Justiça até que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tome decisão definitiva sobre o tema que trata da validade e de possíveis irregularidades em contratos de cartão de crédito consignado, garantindo que os servidores possam ser integralmente ressarcidos se a ilegalidade dos juros e das práticas comerciais for confirmada.
GERAL
Alckmin deve liderar negociações de dívidas com médios e grandes produtores rurais de MT
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deve voltar cumprir agenda em Mato Grosso nas próximas semanas para liderar as discussões sobre uma proposta do governo federal voltada à renegociação das dívidas de médios e grandes produtores rurais.
Conforme apurado, o governo trabalha na elaboração de uma medida que permitirá a renegociação dos débitos do setor produtivo. A proposta deverá ser implementada por meio de uma medida provisória do Executivo, com vigência imediata após sua publicação, abrindo caminho para que produtores possam refinanciar suas dívidas.
Segundo apurou a reportagem, a iniciativa será direcionada aos produtores rurais de médio e grande porte. A avaliação dentro do governo é de que programas anteriores já contemplaram pequenos agricultores, sendo necessário agora criar um mecanismo específico para os demais segmentos do agronegócio.
A reportagem apurou ainda que Alckmin está pessoalmente à frente das discussões e pretende apresentar a proposta durante agenda em Cuiabá, que está em fase final de organização. O evento deverá reunir lideranças do agronegócio mato-grossense para debater os detalhes da medida, além de contar com outras agendas institucionais do vice-presidente na Capital.
A expectativa é de que a visita ocorra antes do início oficial do período eleitoral. Já uma eventual agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso deverá ficar para o período de campanha.
No início do mês, o governo federal anunciou inclusão de produtores rurais no Desenrola 2.0, por meio da MP (Medida Provisória) que reformula o programa. Os produtores terão até 20 de dezembro para aderir ao programa.
A medida mira agricultores familiares, principalmente assentados da reforma agrária, e busca ampliar o alcance da renegociação de dívidas no campo. Conforme o Ministério da Fazenda, a expectativa é incluir mais de 800 mil produtores.
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