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À base de soja

Soja produzida sem desmate em MT ajuda a abastecer aviação sustentável

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Foto: Divulgação/Bunge

A cadeia produtiva da soja brasileira deu um passo inédito rumo ao mercado de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF, na sigla em inglês). Pela primeira vez no mundo, a soja utilizada como matéria-prima para esse tipo de combustível recebeu uma certificação específica, considerada fundamental para garantir a redução das emissões de carbono exigida pelo setor aéreo.

A certificação é estratégica porque companhias aéreas no Brasil e em outros países terão de cumprir metas de descarbonização já a partir dos próximos anos. Para isso, precisarão comprovar que os combustíveis utilizados realmente contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O produto recebeu o selo “ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk”, uma das certificações mais rigorosas para combustíveis sustentáveis de aviação. O reconhecimento garante que a soja utilizada para produzir o óleo empregado no SAF não está associada ao desmatamento ocorrido após 2008.

A certificação foi concedida pela International Sustainability & Carbon Certification (ISCC), uma das entidades reconhecidas pelo Corsia, programa da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) voltado à redução das emissões da aviação mundial.

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Para que o combustível certificado chegue às companhias aéreas, toda a cadeia produtiva precisou atender aos critérios de rastreabilidade e sustentabilidade.

O processo envolveu produtores rurais, a unidade da Bunge em Rondonópolis, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, e a base da Vibra no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

Segundo as empresas envolvidas, o projeto funciona como uma demonstração de que o Brasil já possui condições de fornecer matéria-prima certificada para atender à futura demanda do mercado de SAF. Atualmente, um dos principais desafios não é a capacidade industrial de produção, mas sim a disponibilidade de insumos que atendam aos padrões internacionais de sustentabilidade.

Hoje, a Reduc é a única refinaria da Petrobras habilitada a produzir querosene de aviação coprocessado com conteúdo renovável. A estatal, porém, trabalha para ampliar essa capacidade e pretende certificar outras três refinarias até o fim do ano.

Embora diferentes matérias-primas possam ser utilizadas na fabricação do SAF, o óleo de soja é apontado pelas empresas como a principal alternativa para o Brasil, devido à escala de produção disponível no país.

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Outro diferencial do projeto foi o uso de informações detalhadas das propriedades participantes do Programa de Agricultura Regenerativa da Bunge. Com dados específicos de cada fazenda, foi possível comprovar uma redução de até 70% nas emissões de carbono. Caso fossem utilizados apenas parâmetros globais de referência, essa redução seria estimada em cerca de 30%.

De acordo com a empresa, a certificação também foi viabilizada pelo sistema de rastreabilidade adotado na cadeia produtiva, que permite acompanhar a origem de toda a soja adquirida, tanto de fornecedores diretos quanto indiretos.

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VG decreta calamidade administrativa após incêndio destruir depósito com merenda escolar e materiais da Educação

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A Prefeitura de Várzea Grande decretou estado de calamidade administrativa na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) pelo prazo de 180 dias, em decorrência do incêndio que atingiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar e o Almoxarifado Central da pasta na noite da última quarta-feira (17). A medida foi oficializada por meio do Decreto Municipal nº 49/2026, publicado nesta quinta-feira (18).

Conforme o documento, a declaração tem como objetivo viabilizar a adoção de medidas excepcionais para assegurar a continuidade dos serviços públicos educacionais, culturais, esportivos e administrativos afetados pelo sinistro. O decreto, entretanto, não afasta a obrigatoriedade da abertura de procedimentos administrativos destinados à apuração das causas do incêndio.

Com a medida, a Secretaria de Educação fica autorizada a promover o remanejamento de servidores, equipamentos e materiais, utilizar imóveis públicos ou privados para instalação de estruturas administrativas, operacionais e logísticas, além de realizar levantamentos, inventários, perícias e auditorias para identificar os danos materiais e patrimoniais causados pelo incêndio.

O decreto também permite a aquisição emergencial de bens, materiais, equipamentos e serviços indispensáveis à manutenção das atividades da pasta, bem como a celebração de contratos, convênios, termos de cooperação e outros instrumentos jurídicos necessários para recompor a capacidade operacional da secretaria. Entre as prioridades está a garantia do fornecimento regular da alimentação escolar e dos insumos essenciais ao funcionamento da rede municipal de ensino.

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A Smecel terá prazo de até 30 dias para apresentar ao gabinete da prefeita um relatório detalhado contendo a estimativa dos prejuízos, a descrição dos danos provocados pelo incêndio, as medidas emergenciais adotadas e um plano de recomposição da estrutura afetada.

Na publicação, a prefeita Flávia Moretti destacou que a medida busca assegurar a continuidade dos serviços essenciais prestados à população. “Este decreto visa garantir o dever constitucional da administração pública de assegurar a continuidade, a regularidade e a eficiência dos serviços públicos essenciais”, afirmou.

O incêndio atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação na noite de quarta-feira. As causas da ocorrência ainda são investigadas. Segundo o boletim de ocorrência, o vigilante que estava de plantão no local relatou ter ouvido um estrondo e, em seguida, visualizado um clarão no interior do depósito. Ele não conseguiu identificar a origem das chamas.

A ocorrência foi comunicada ao Poder Executivo Municipal pelo secretário municipal de Defesa Social, Lourinei Silva, que acionou o Corpo de Bombeiros Militar e a Guarda Municipal. Durante a operação, agentes da Guarda Municipal realizaram o isolamento da área para garantir a segurança de moradores, profissionais da imprensa e autoridades que acompanharam os trabalhos.

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