Máxima de 36°C
Calor ganha força e temperaturas sobem em Mato Grosso
GERAL
O calor está de volta em Mato Grosso. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas voltam a subir em todas as regiões do estado neste fim de semana. Apesar da elevação nos termômetros, o tradicional “calorão” ainda não deve retornar, e a previsão segue sem chuva.
Em Cuiabá, as temperaturas sobem gradativamente, com mínima de 22°C e máxima de 33°C. O céu deve permanecer com poucas nuvens e sem previsão de precipitações.
Em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte da capital), os termômetros variam entre 18°C e 35°C. Já em Cáceres (225 km a oeste), a mínima prevista é de 20°C, enquanto a máxima pode alcançar 36°C.
Rondonópolis (212 km ao sul) também terá tempo firme, com mínima de 18°C e máxima de 36°C. Em Sinop (500 km ao norte), a previsão indica mínima de 24°C e máxima de 35°C, mantendo o clima quente durante todo o fim de semana.
Em Sinop (500 km ao norte), terá o calor mais forte da região, marcando mínima de 24°C e máxima de até 35°C.
AGRICULTURA
Pecuária de MT quase dobra produção de carne por hectare em 15 anos com avanço tecnológico
A adoção de novas tecnologias no campo fez a produtividade da pecuária de corte de Mato Grosso crescer 90,3% entre 2010 e 2025. Dados do Anuário Beef Report, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), apontam que a produção passou de 60,66 para 115,42 quilos de carcaça por hectare no período, resultado atribuído a investimentos em genética, manejo de pastagens, nutrição animal e melhorias nos sistemas de produção.
O indicador mede a quantidade de carne produzida por hectare de pastagem e é utilizado para avaliar a eficiência da atividade pecuária. Quanto maior o índice, maior é a produção na mesma área, reduzindo a necessidade de abertura de novas pastagens e aumentando a rentabilidade das propriedades rurais.
No cenário nacional, Mato Grosso apresentou um avanço superior à média brasileira. Enquanto o país registrou crescimento de 49,8% na produtividade, passando de 51,6 para 77,3 quilos de carcaça por hectare entre 2010 e 2025, o desempenho dos produtores mato-grossenses praticamente dobrou no mesmo intervalo.
Com o resultado, o estado ocupa a quinta colocação no ranking nacional de produtividade, atrás de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rondônia.
Para o presidente da Nelore Mato Grosso e pecuarista em Pontes e Lacerda, Alexandre El Hage, os avanços são resultado de uma evolução consistente da atividade nos últimos anos.
“Nos últimos cinco anos demos uma ‘virada de página’, no melhoramento genético, na nutrição. Então foi um elo evolutivo, tanto na cria, quanto na recria, quanto na engorda. Isso é um marco muito forte na pecuária, mostrando que ainda podemos alcançar mais”, afirma Alexandre.
Segundo o pecuarista Marco Túlio Duarte Soares, de Rondonópolis, a transformação também é percebida na qualidade dos animais destinados ao abate. Ele destaca que a evolução genética e a maior eficiência da produção reduziram a idade dos bovinos abatidos e melhoraram o acabamento das carcaças.
“Os animais que estão sendo entregues hoje são mais jovens e melhores terminados por conta dessa evolução genética e também da eficiência do setor produtivo. Quando a gente olha 10 anos atrás, a gente tinha apenas 13% de animais abatidos com menos de 24 meses e hoje são 45%. O que está sendo colocado nas gôndolas para os consumidores são animais mais jovens, com melhor qualidade, o que é prova do ingresso da tecnologia na pecuária”, ressalta o pecuarista.
O diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, avalia que os números demonstram que a expansão da produção no estado ocorre por meio da intensificação sustentável da atividade, com melhor aproveitamento das áreas já utilizadas.
“Os pecuaristas mato-grossenses vêm mostrando que é possível produzir mais utilizando melhor os recursos já disponíveis. Esses investimentos permitiram um expressivo ganho de produtividade, fortalecendo a competitividade nos mercados nacional e internacional, reforçando o compromisso do setor com uma produção cada vez mais eficiente”, afirma o diretor.
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