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Diretrizes

Audiência no STF: confira cronograma e quem participará de conciliação de disputa territorial entre MT e PA

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GERAL

Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino estabeleceu diretrizes para organizar a dinâmica da audiência de conciliação que deve ocorrer na próxima quarta-feira (10), às 9 horas, entre o Estado de Mato Grosso e o Estado do Pará sobre a disputa territorial envolvendo áreas localizadas na divisa entre os dois estados.

Segundo Dino, o intuito é assegurar a participação equilibrada dos Poderes Executivo e Legislativo de ambos os entes federativos envolvidos, estabelecendo o tempo total de 30 minutos para cada Estado da Federação.

Cronograma da audiência no STF

Confira como será a dinâmica da audiência de conciliação entre Mato Grosso e Pará sobre a disputa territorial na divisa entre os estados.

Abertura dos trabalhos

O ministro Flávio Dino fará a abertura oficial da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal.

Manifestação do Executivo de MT

Representantes do Poder Executivo Estadual e/ou Municipal de Mato Grosso terão 15 minutos para apresentar suas manifestações.

Manifestação do Legislativo de MT

Representantes do Poder Legislativo Federal, Estadual e/ou Municipal de Mato Grosso terão espaço para expor posicionamentos.

Manifestação do Executivo do Pará

Representantes do Poder Executivo Estadual e/ou Municipal do Pará apresentarão suas manifestações durante 15 minutos.

Manifestação do Legislativo do Pará

Representantes do Legislativo Federal, Estadual e/ou Municipal do Pará terão espaço reservado para pronunciamentos.

Debates e esclarecimentos

Será aberto um período de 30 minutos para debates, esclarecimentos complementares e possíveis questionamentos.

PGR e encerramento

A Procuradoria-Geral da República participa da etapa final antes do encerramento oficial conduzido pelo ministro Flávio Dino.

De acordo com o ministro, a orientação assume especial densidade normativa em controvérsias federativas de elevada complexidade, nas quais a cooperação institucional se revela elemento indispensável à construção de soluções eficazes e duradouras.

Trecho da decisão

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 Nesse contexto, diante da necessidade de viabilizar uma transição ordenada, apta a resguardar a segurança jurídica e os direitos das populações afetadas, bem como consideradas as relevantes consequências práticas decorrentes da implementação da decisão de natureza territorial, mostra-se conveniente e razoável a abertura de espaço institucional de diálogo sob a supervisão desta Suprema Corte, o que ocorrerá na audiência então designada. -Flávio Dino, ministro do STF

Ele ainda ressaltou que questões de natureza processual não serão objeto de discussão na audiência, por se tratar de ato de índole conciliatória.

O objetivo do encontro consiste no recolhimento de argumentos técnicos e no esclarecimento de aspectos fáticos, sendo vedada a utilização da palavra para rediscussão de fundamentos jurídicos de mérito já submetidos à apreciação da Corte.

No mesmo dia, Dino ainda emitiu outra decisão, assinalando quem poderá participar do ato.

Quem poderá participar da audiência no STF

O ministro Flávio Dino autorizou a participação de representantes políticos, entidades e municípios na audiência de conciliação sobre a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará.

Município de São Félix do Xingu/PA

Foi autorizada a participação do município, representado pelo procurador-geral Leonardo Moura Guido.

FAMATO participa como amicus curiae

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso participará representada por Rodrigo Gomes Bressame.

Senadores confirmados

O STF homologou a participação dos senadores Jayme Campos, Wellington Fagundes, Carlos Fávaro e Zequinha Marinho.

Cumaru do Norte pede habilitação

O município paraense solicitou ingresso no processo como amicus curiae por possuir área territorial contígua a Mato Grosso.

Assembleia Legislativa do Pará

A Alepa participará representada pelo presidente da Casa, deputado estadual Chicão.

Pedido de Paranaíta será analisado depois

Segundo Flávio Dino, a manifestação apresentada pelo município extrapola os limites da audiência e terá deliberação posterior.

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Disputa territorial de décadas

A decisão pela audiência de conciliação entre Mato Grosso, Pará e a União, foi determinada por Flávio Dino em 14 de abril deste ano. Inicialmente, a data agendada para o ato seria o dia 21 de maio, no entanto, foi adiada para o dia 10 de junho.

O intuito da audiência é ouvir ambos os lados sobre a disputa territorial pelos limites geográficos entre os estados no ponto conhecido como Salto das Sete Quedas, às margens do Rio Araguaia (MT).

O Estado do Mato Grosso questiona os limites geográficos e reivindica a extensão de terra, mas o STF reconheceu a área como parte do Pará em 2020. A decisão foi baseada em uma perícia que analisou documentos oficiais e registros cartográficos.

O objetivo do governo mato-grossense é reverter a decisão, pois questiona a localização exata do marco geográfico que divide os dois estados, definido em uma convenção de 1900.

Audiência sobre a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. - Foto: Google Maps
Audiência sobre a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. – Foto: Google Maps

O conflito territorial afeta diretamente moradores da região entre os municípios de Alta Floresta e Paranaíta, no norte de Mato Grosso, e áreas do sul do Pará.

Apesar de viverem oficialmente em território paraense, centenas de famílias dependem dos serviços públicos oferecidos por cidades mato-grossenses, principalmente nas áreas de saúde, educação e segurança.

Outro problema apontado é que, mesmo prestando assistência há anos, os municípios de Mato Grosso não podem realizar investimentos estruturais nessas áreas, já que os territórios pertencem oficialmente ao Pará.

Além disso, a abertura de novas vias de acesso até cidades paraenses é considerada inviável devido à presença de áreas indígenas protegidas, o que dificulta ainda mais a logística e o atendimento da população.

Recentemente a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), chegou a dizer que não pretende ceder “nenhum palmo de terra para Mato Grosso”.

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GERAL

Faissal nega ser ‘braço direito’ de desembargador e entrega celular à PF

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Alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (08.06), o deputado estadual Faissal Calil (PL) negou qualquer participação em um suposto esquema de venda de sentenças investigado pelas autoridades e afirmou ter colaborado integralmente com os agentes durante o cumprimento da ordem judicial.

Em entrevista à imprensa, em frente à sua residência, em Cuiabá, o parlamentar disse ter recebido a equipe da Polícia Federal com tranquilidade e ressaltou que ainda não teve acesso ao conteúdo da decisão judicial que embasou a operação.

“Recebemos a polícia com muita tranquilidade. Não tem nada a ver com o meu mandato de deputado. É uma decisão do Tribunal de Justiça. Nós não temos ainda ciência do teor dessa decisão. Estou aqui pronto para esclarecer todos os fatos. Quem não deve não teme”, declarou.

Questionado sobre as informações divulgadas pela investigação, que o apontariam como pessoa de confiança do desembargador Dirceu dos Santos, Faissal rejeitou a acusação e afirmou que se afastou completamente do Tribunal de Justiça após assumir o mandato parlamentar.

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“Desde que virei deputado, que saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato lá. Eu simplesmente me afastei, então isso não é verdade. Pode investigar o que for, eu estou muito tranquilo”, afirmou.

Ao ser novamente perguntado se seria o “braço direito” do magistrado, o deputado foi enfático. “Negativo, negativo. Dei meu iCloud, fiz tudo o que a polícia pediu. Não me esquivei um minuto.”

Faissal também negou qualquer relação financeira com o desembargador investigado. “Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso aí não é verdade. E eu sou o maior interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível.”

O parlamentar afirmou ainda que desconhece os detalhes da investigação e que sequer sabe exatamente qual é o foco da operação conduzida pela Polícia Federal.

Sobre imagens divulgadas pela PF mostrando armas de fogo e um relógio Rolex apreendidos durante as buscas, Faissal garantiu que os objetos não foram encontrados em sua residência. “O Rolex não é aqui de casa. Não tem joia aqui em casa, nem fuzil, nada disso. Isso é mentira. Em casa eles não encontraram nada.”

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Segundo ele, o único item apreendido pelos agentes foi seu aparelho celular. “Queriam o meu celular. Eu dei na hora o meu celular e a senha do iCloud. Pronto, pode fazer o que quiser. O celular foi apreendido. Que façam o melhor uso dele e que a verdade venha à tona o quanto antes.”

A Operação Gemini investiga um suposto esquema de corrupção e comercialização de decisões judiciais envolvendo integrantes do Judiciário mato-grossense. As apurações são conduzidas pela Polícia Federal por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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