CORRIDA POR CARGOS
Desembargadores e juíza entram na disputa por ouvidorias do TJMT
GERAL
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) definiu os magistrados que disputarão os cargos das ouvidorias da Corte na eleição marcada para outubro, quando também serão escolhidos a nova direção do Judiciário estadual e os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT).
Atual ouvidor-geral do TJ, o desembargador Rodrigo Roberto Curvo tentará permanecer no cargo. Ele terá como concorrente a juíza Tatiane Colombo, convocada para atuar no Tribunal.
Na disputa pela Ouvidoria-Geral Substituta, estão inscritos o desembargador Deosdete Cruz Júnior e a própria Tatiane Colombo. Já para a Ouvidoria da Mulher, a juíza enfrentará a desembargadora Vandymara Paiva Zanolo.
A escolha dos novos ouvidores ocorrerá durante sessão do Tribunal Pleno, em outubro, mesma ocasião em que os desembargadores elegerão a futura cúpula do TJMT e os representantes da Corte no TRE/MT.
Direção do Tribunal
Para a presidência do Tribunal de Justiça no biênio 2027-2028, o desembargador José Luiz Leite Lindote foi o único inscrito. A vice-presidência também terá candidatura única, com o desembargador Gilberto Giraldelli.
A única disputa na composição da nova diretoria será pela Corregedoria-Geral da Justiça. Concorrem ao cargo os desembargadores Helena Maria Bezerra Ramos e Rui Ramos Ribeiro.
Vagas no TRE
Três desembargadores disputam as vagas destinadas ao TJMT no Tribunal Regional Eleitoral: Hélio Nishiyama, Jorge Luiz Tadeu e Mário Kono.
O Tribunal de Justiça escolhe dois dos três candidatos para integrar o TRE/MT. Depois, os membros da Corte Eleitoral realizarão votação secreta para definir quem ocupará a presidência e a vice-presidência do órgão no próximo biênio.
GERAL
Faissal nega ser ‘braço direito’ de desembargador e entrega celular à PF
Alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (08.06), o deputado estadual Faissal Calil (PL) negou qualquer participação em um suposto esquema de venda de sentenças investigado pelas autoridades e afirmou ter colaborado integralmente com os agentes durante o cumprimento da ordem judicial.
Em entrevista à imprensa, em frente à sua residência, em Cuiabá, o parlamentar disse ter recebido a equipe da Polícia Federal com tranquilidade e ressaltou que ainda não teve acesso ao conteúdo da decisão judicial que embasou a operação.
“Recebemos a polícia com muita tranquilidade. Não tem nada a ver com o meu mandato de deputado. É uma decisão do Tribunal de Justiça. Nós não temos ainda ciência do teor dessa decisão. Estou aqui pronto para esclarecer todos os fatos. Quem não deve não teme”, declarou.
Questionado sobre as informações divulgadas pela investigação, que o apontariam como pessoa de confiança do desembargador Dirceu dos Santos, Faissal rejeitou a acusação e afirmou que se afastou completamente do Tribunal de Justiça após assumir o mandato parlamentar.
“Desde que virei deputado, que saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato lá. Eu simplesmente me afastei, então isso não é verdade. Pode investigar o que for, eu estou muito tranquilo”, afirmou.
Ao ser novamente perguntado se seria o “braço direito” do magistrado, o deputado foi enfático. “Negativo, negativo. Dei meu iCloud, fiz tudo o que a polícia pediu. Não me esquivei um minuto.”
Faissal também negou qualquer relação financeira com o desembargador investigado. “Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso aí não é verdade. E eu sou o maior interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível.”
O parlamentar afirmou ainda que desconhece os detalhes da investigação e que sequer sabe exatamente qual é o foco da operação conduzida pela Polícia Federal.
Sobre imagens divulgadas pela PF mostrando armas de fogo e um relógio Rolex apreendidos durante as buscas, Faissal garantiu que os objetos não foram encontrados em sua residência. “O Rolex não é aqui de casa. Não tem joia aqui em casa, nem fuzil, nada disso. Isso é mentira. Em casa eles não encontraram nada.”
Segundo ele, o único item apreendido pelos agentes foi seu aparelho celular. “Queriam o meu celular. Eu dei na hora o meu celular e a senha do iCloud. Pronto, pode fazer o que quiser. O celular foi apreendido. Que façam o melhor uso dele e que a verdade venha à tona o quanto antes.”
A Operação Gemini investiga um suposto esquema de corrupção e comercialização de decisões judiciais envolvendo integrantes do Judiciário mato-grossense. As apurações são conduzidas pela Polícia Federal por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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