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'Gato' de energia

Ação prende 70 pessoas por furto de energia em 4 meses no Estado

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GERAL

Foto: Divulgação

Nos últimos quatro meses, a Operação Energia Limpa já resultou em 70 prisões em Mato Grosso por envolvimento com furto de energia elétrica. A ação é realizada pela Energisa Mato Grosso em parceria com as forças de segurança do estado e tem intensificado o combate às ligações clandestinas em diferentes regiões.

Do total de prisões registradas desde janeiro, sete foram de “gateiros”, nome dado aos responsáveis por executar tecnicamente as fraudes na rede elétrica. A atuação desse grupo é considerada estratégica dentro do esquema, já que cada prisão pode interromper várias ligações irregulares feitas para diferentes consumidores.

Um caso recente, registrado em Cuiabá, reforça esse cenário. Um gateiro foi preso em flagrante enquanto realizava uma ligação clandestina em um restaurante japonês. O episódio evidencia que esse tipo de crime não está restrito a imóveis residenciais e também alcança comércios, mineradoras e outros estabelecimentos.

Segundo a concessionária, o impacto das prisões vai além de um único flagrante. Isso porque os gateiros costumam atuar em diversas instalações ao mesmo tempo, ampliando o alcance das fraudes e os prejuízos causados à rede.

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As operações, realizadas semanalmente em Mato Grosso, têm como foco desarticular toda a cadeia do furto de energia, atingindo tanto quem executa a fraude quanto quem se beneficia dela. A estratégia, conforme a empresa, tem contribuído para reduzir a reincidência e dificultar novas irregularidades.

“Quando a gente identifica e prende um gateiro, não estamos falando de uma única fraude. Estamos falando de várias irregularidades que deixam de acontecer ao mesmo tempo. Isso traz impacto direto na segurança da rede e na qualidade da energia para quem paga corretamente pela conta de luz”, afirma Luciano Lima, gerente de combate a perdas da Energisa Mato Grosso.

Porque o furto de energia é prejudicial
Além de crime, o furto de energia representa risco à população. As ligações clandestinas sobrecarregam a rede elétrica, aumentam as chances de curto-circuito, incêndios e acidentes graves, além de contribuírem para quedas e oscilações no fornecimento.

‘Gato’ é crime
A Operação Energia Limpa atua com base em inteligência e trabalho integrado entre concessionária e forças policiais, cruzando informações técnicas e denúncias para identificar os pontos de fraude e os responsáveis pelas ligações ilegais. O furto de energia é previsto no Código Penal e pode resultar em pena de até quatro anos de reclusão.

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Como denunciar
A população pode fazer denúncias de forma anônima pelos números 190 e 181, além dos canais oficiais da Energisa:
WhatsApp (Gisa): (65) 99999-7974
Aplicativo: Energisa On
Site: energisa.com.br
Call Center: 0800 646 4196

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Feminicídios deixam 18 crianças órfãs em Mato Grosso em 2026

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Dezoito crianças ficaram órfãs em Mato Grosso, em 2026, em decorrência de assassinatos de mulheres, segundo levantamento do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Entre os registros há casos de feminicídio com presença de crianças no momento do crime e também o assassinato de vítimas menores de idade.

O estado soma 13 casos de feminicídio neste ano. Cuiabá é o município com maior número de registros até o momento, com dois casos.

Entre os casos de órfãos de feminicídio está o de Laila Carolina Souza da Conceição, de 29 anos, que foi morta a facadas em janeiro, pelo cunhado, em Nova Maringá (a 379 km de Cuiabá).  Um dos filhos da minha vítima estava no local no momento do crime e solicitou socorro a vizinhos depois do ocorrido. O corpo foi localizado no interior da residência da vítima.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma criança em desespero, pedindo socorro. Em seguida, localizaram o corpo de Laila no chão, com diversas perfurações. A equipe do Hospital Municipal foi chamada, mas constatou o óbito ainda no local.

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Simone da Silva Matiuzi, de 35 anos, morreu ao ser atropelada por um veículo pelo então namorado em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 552 km de Cuiabá), em 13 de março. Segundo o registro policial, a vítima havia desembarcado do carro após uma discussão e seguia a pé por uma estrada com duas filhas menores de idade quando foi atropelada.

O motorista da ambulância e um técnico de enfermagem relataram aos policiais que encontraram Simone desacordada, caída em meio à lama. No local, havia indícios de que o agressor teria passado diversas vezes com o veículo sobre o corpo da vítima. Ainda conforme os socorristas, próximo à mulher também foi localizado o “macaco” do carro, que possivelmente teria sido utilizado para desferir golpes contra a cabeça dela.

Faixa etária

Os dados apontam ainda que a maioria das mulheres tinha entre 18 e 24 anos. Foi o caso de Estefane Pereira Soares, de 17 anos, que foi encontrada morta no córrego Vassoura, no bairro Três Barras, em Cuiabá, depois de dois dias de desaparecimento. O corpo apresentava sinais de violência. As investigações da polícia apontaram o irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, como o autor do crime.

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