Expansão
Rede estadual pode ter 220 escolas cívico-militares até o fim do ano
Com 208 unidades já adaptadas e novas consultas públicas marcadas para abril, Estado amplia modelo sem alterar proposta pedagógica
EDUCAÇÃO
O Governo de Mato Grosso já ultrapassou, em 2026, a meta de expansão das escolas cívico-militares na Rede Estadual de Ensino. A previsão inicial era alcançar 205 unidades até o fim do ano, mas o Estado já soma 208 escolas e pode chegar a 224, conforme o andamento das novas consultas públicas previstas para este mês.
O avanço reforça a adesão das comunidades escolares ao modelo de gestão, que preserva a condução pedagógica nas mãos dos profissionais da educação e concentra as mudanças nas áreas administrativa e disciplinar.
Neste mês de abril, 16 escolas regulares já têm consultas agendadas para que pais, responsáveis, estudantes e servidores se posicionem sobre a possível conversão para o modelo cívico-militar.
Nos dias 13 e 14, das 7h às 19h, participam da votação as escolas estaduais Nilza de Oliveira Pipino, em Sinop; Nova União, em Nova Canaã do Norte; João Ribeiro Vilela, em Primavera do Leste; Osmair Pinheiro da Silva, em Nova Maringá; Rui Barbosa, em Nova Mutum; Prefeito Artur Ramos, em Jaciara; Doutor Estevão Alves Correa, em Cuiabá; 13 de Maio, em Tangará da Serra; e Professor Muralha de Miranda, em Nova Marilândia.
Já nos dias 15 e 16 de abril, também das 7h às 19h, serão realizadas consultas nas escolas estaduais Cândido Portinari, em Tapurah; Francisco Saldanha Neto, em Tabaporã; João Paulo II, em Itaúba; Mário Schabatt Souza, em Lucas do Rio Verde; Paulo Freire, em Marcelândia; André Antônio Maggi, em Colíder; e Jayme Veríssimo de Campos Júnior, em Alta Floresta.
Durante o processo, os participantes poderão escolher entre as opções “Aprovo” e “Não aprovo” quanto à proposta de conversão. O resultado será divulgado logo após o encerramento da votação, por meio de comunicado afixado na própria escola, na Diretoria Regional de Educação e nas redes sociais das unidades e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
A ampliação do modelo ocorre em ritmo superior ao planejado pelo Estado e evidencia o interesse das comunidades escolares em aderir a uma proposta que mantém intactos o currículo e a organização pedagógica das unidades.
A gestão pedagógica permanece sob a responsabilidade dos diretores, coordenadores e professores da Rede Estadual, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
As mudanças se concentram nas esferas administrativa e disciplinar, com a atuação de militares da reserva em ações como a organização do ambiente escolar, o controle de acesso, a promoção de atividades cívicas e o fortalecimento de valores como disciplina, respeito e hierarquia. Na prática, o modelo busca contribuir para um ambiente mais organizado e favorável ao processo de ensino e aprendizagem.
Segundo o Cel. Anderson, superintendente das Escolas Estaduais Militares e Cívico-Militares da Seduc, com a meta já superada antes mesmo do encerramento do calendário de consultas, Mato Grosso consolida, em 2026, a expansão das escolas cívico-militares como uma das principais frentes de reorganização da rede estadual.
“O cenário mostra que o planejamento inicial foi ultrapassado e que a tendência é de um crescimento ainda maior, à medida que novas comunidades escolares participam das decisões sobre o futuro de suas unidades”, define Anderson.
EDUCAÇÃO
Mural científico celebra 20 anos da UFMT Sinop
UFMT Campus Sinop terá mural inspirado na ciência e biodiversidade em comemoração aos 20 anos
O artista plástico e muralista, Marcos Andruchak, está esculpindo o mural monumental “Conhecimento que Transforma” na entrada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Sinop. A obra faz parte das comemorações dos 20 anos do Campus, que será em agosto, e tem como tema a relação entre ciência, educação, biodiversidade e desenvolvimento regional.
Com aproximadamente 156 m², o mural terá quatro metros de altura por 39 metros de comprimento. A obra será produzida em cimento esculpido, com elementos em alto e baixo-relevo, e receberá acabamento nas cores azul e cinza, em referência à identidade visual da Universidade.
A composição reunirá referências à fauna e à flora amazônicas, à biodiversidade de Mato Grosso, às ciências agrárias, às ciências da saúde, às ciências naturais, à medicina veterinária, à pesquisa científica e à extensão universitária. A proposta também destaca a relação entre natureza, conhecimento e sociedade, além da contribuição da UFMT para a formação profissional, a produção científica e o desenvolvimento da região.
O mural será integrado à arquitetura do Campus e passará a compor o patrimônio artístico e cultural permanente da UFMT. A expectativa é que a obra se torne um espaço de memória, identidade e valorização da educação pública, da ciência e da cultura.
Andruchak desenvolve murais monumentais integrados a espaços públicos e institucionais há mais de duas décadas. Seu trabalho combina escultura em cimento, geometria e policromia para criar narrativas visuais relacionadas à história, à cultura e às características de cada local. Ao longo da carreira, o artista realizou mais de 120 murais em universidades, instituições públicas, centros culturais e espaços urbanos no Brasil e no exterior. Também desenvolveu projetos em países como Itália, Portugal e México.
O mural da UFMT Campus Sinop integra o Projeto Arte Brasil, criado em 2009 por Marcos Andruchak, professor titular e doutor do Curso de Design da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
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