POR MATO GROSSO
Sérgio Ricardo é empossado presidente do TCE e conclama pacto pelo fim das desigualdades
POLÍTICA
Como a promessa de se manter construtor de soluções e relações e a proposta de um pacto pelo fim das desigualdades em Mato Grosso, o conselheiro Sérgio Ricardo foi empossado presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) do biênio 2024/2025. A 57ª Mesa Diretora do TCE-MT foi empossada em sessão especial realizada no auditório da Faculdade de Tecnologia Senai Mato Grosso (Fatec Senai), na manhã desta terça-feira (21).
“Como presidente serei o mesmo de sempre, tranquilo, paciente e sereno. Gosto de jogar no ataque, avançando e, nesse caso, no sentido de ajudar. Sou um excelente ouvinte, com serenidade e respeito no trato com as pessoas e, assim, reitero meu compromisso de fé com todos aqueles que vivem aqui, com meu querido estado de Mato Grosso e a minha querida Cuiabá, com o exercício do controle externo como eficaz instrumento de fiscalização dos atos e atividades da administração pública e, o mais importante de tudo, como meio de justiça social”, declarou.
Sérgio Ricardo destacou sua determinação imutável de ajudar seu semelhante e, nesse sentido, propôs o pacto por Mato Grosso. “Que esta seja uma grande reunião de trabalho e que minha posse seja uma oportunidade de reforçar aquilo que todos nós já fazemos, que é trabalhar por Mato Grosso. A razão é simples: este talvez seja um dos maiores encontros da classe política e dos poderes constituídos. Então, quero aproveitar este momento histórico para propor esse pacto e que cada um faça a sua parte. Inspirados pelo ideal republicano, vamos proclamar uma luta incessante pelo fim das desigualdades regionais.”
O presidente-empossado também destacou a evolução do Tribunal de Contas e sua importância para a coletividade mato-grossense. Nesse sentido, reforçou que sua gestão será compartilhada. “Todos vão ser presidentes junto comigo, como inteligentemente propôs José Carlos Novelli ao assumir pela terceira vez a Presidência. Seremos em sete presidentes.”
Assegurou ainda que dará sequência às capacitações dos gestores públicos e, nesse sentido, implementará um curso permanente de Gestão de Cidades, anunciou a criação de uma secretaria exclusiva de inovação tecnológica para desenvolver mecanismos de controle e reforçou seu compromisso e preocupação com o Meio Ambiente, que sempre pautaram sua atuação, propondo o plantio de 5 milhões de árvores por ano no estado.
“Queremos uma vida melhor para todos os mato-grossenses. Estamos atentos aos protocolos da ONU, e já lançamos nossas prioridades para até 2050. Cuidar do meio ambiente, da nossa Floresta Amazônica, do nosso Pantanal e do nosso Cerrado. Queremos produção e desenvolvimento, que geram bem-estar social, mas com sustentabilidade ambiental”, asseverou.
| Foto: Thiago Bergamasco |
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Na ocasião, também falou um pouco de sua trajetória de vida e lembrou que não existe gente sem história. “Não há presente sem passado e não se constrói o futuro sem passado e sem presente. Não existe história sem trabalho. Eu amo Mato Grosso. Servi Mato Grosso como jornalista, como vereador, como deputado e venho servindo como conselheiro. E quero servir ainda mais como presidente dessa instituição.”
| Foto: Thiago Bergamasco |
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Ao passar a missão a Sérgio Ricardo, o conselheiro-presidente José Carlos Novelli agradeceu a todos que compartilharam com ele a responsabilidade do exercício da Presidência ao longo do último biênio, ressaltando os conselheiros, servidores, entidades representativas, chefes dos Poderes e órgãos do estado, gestores públicos e suas equipes, dirigentes das associações de prefeitos e vereadores e à Universidade Federal de Mato Grosso.
“Se a gestão foi bem-sucedida, isso se deve ao engajamento de todos. Quero desejar sucesso, iluminação e equilíbrio ao presidente empossado para o biênio 2024/2025, conselheiro Sérgio Ricardo. Tenho expectativa positiva de que vossa excelência fará uma gestão inovadora, competente e capaz de engrandecer ainda mais o Tribunal. A partir de janeiro de 2024, quero continuar colaborando para o fortalecimento do TCE, seja como corregedor, como relator de processos ou como presidente da Comissão Permanente de Infraestrutura, Tecnologia e Desestatização”, disse.
Empossado vice-presidente, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf assumiu o compromisso de colaborar com a caminhada que se inicia em 1° de janeiro. “Tenho certeza de que o conselheiro Sérgio Ricardo saberá desempenhar de forma brilhante esse mandato, pela trajetória que tem, de homem humilde, trabalhador e de compromisso com a sociedade. O TCE está se fortalecendo cada vez mais a entregando resultados para o cidadão, vamos continuar construindo essa trajetória de transformação e integração com os demais Poderes e o senhor será nosso líder.”
Reconhecimento
| Foto: Thiago Bergamasco |
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Decano e ouvidor-geral do TCE-MT, o conselheiro Antonio Joaquim fez o discurso de saudação aos empossados, destacou os feitos da atual gestão e falou sobre os deveres dos homens públicos. “Tenho convicção de que todos nós, autoridades que representam os Poderes e instituições, temos o dever de entender que somos mensageiros responsáveis por levar benefícios aos cidadãos. Todos nós estamos no mesmo barco, com rumo definido, que é levar serviços de qualidade à sociedade. O TCE deu um salto fantástico, passamos anos estimulando o controle social e, agora, Novelli teve a visão de voltar-se para o gestor, oferecer mecanismos para aperfeiçoar a gestão, ajudar a executar políticas públicas, papel que o TCE está executando com excelência e tenho convicção que assim continuará.”
| Foto: Thiago Bergamasco |
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Prestigiando a posse, o governador do Estado, Mauro Mendes, fez questão de agradecer ao Tribunal de Contas pelas parcerias e pela forma republicana com que tem ajudado a construir a administração pública de Mato Grosso. “Esse é o foco que devemos ter para que possamos entregar mais para os cidadãos mato-grossenses. O Tribunal de Contas tem mudado a forma de atuação, que tem a premissa constitucional de fazer o controle das contas públicas, e tem ido ao encontro do objetivo de tornar a administração mais eficiente, para que cumpra seu papel nas entregas de qualidade à sociedade.”
Representando o Congresso Nacional, o senador por Mato Grosso Wellington Fagundes ressaltou a coesão conquistada pelo Tribunal de Contas. “Essa unidade de todos os membros e servidores, que acima de tudo estão a serviço do cidadão, já foi conquistada. Cabe a nova diretoria dar sequência a esse Tribunal forte e que prima pela eficiência. Tenho certeza de que o TCE avançará ainda mais para além de sua função de julgador, com responsabilidade social e que continuaremos com nossas parcerias exitosas.”
Já a presidente do Tribunal de Justiça (TJMT), desembargadora Clarice Claudino, fez questão de salientar a marca que será deixada por Novelli e desejou sucesso ao novo presidente. “Desejo tudo de melhor na colheita dos frutos desse trabalho incansável de Novelli. Dinamismo em pessoa, com visão futurista, humanitária e conciliadora que faz com que tenhamos esperança de que Sérgio Ricardo possa seguir com esse tríplice aspecto que tanto marcou nossa caminhada juntos: a conciliação, a orientação e a busca das parcerias, a irmandade com todas as instituições. Acredito que com isso a gestão do novo presidente vai ser o maior sucesso, é o que desejamos e queremos deixar registrado nosso apoio incondicional.”
| Foto: Thiago Bergamasco |
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Da mesma forma se manifestou o deputado estadual e conselheiro-aposentado do TCE-MT, Júlio Campos, em nome da Assembleia Legislativa (ALMT). “Parabéns ao conselheiro Novelli e aos servidores que deram força, empenho e trabalho para a mais brilhante administração dos 70 anos do Tribunal de Contas. Em nome dos 24 deputados, cumprimento o novo presidente e a equipe que assume e desejo sucesso.”
O procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior, também enalteceu a atuação em conjunto e o prestígio da Corte de Contas de Mato Grosso, de Novelli e de Sérgio Ricardo. “Essa posse concorrida reflete esse prestígio e eu sou testemunha da importância do TCE para a sociedade. Tenho a honra de estar aqui hoje, nesse momento de transição e que marca o início de um novo capítulo para essa instituição essencial para administração pública.”
As palavras foram endossadas pelo vice-presidente Executivo da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro Edilson de Sousa Silva. “Hoje é um dia de festa por tudo que se realizou na gestão de um empreendedor, que é José Carlos Novelli. Incansável na realização de projetos, que transformaram o TCE em referência nacional, aliado do gestor e do povo. Em nome do Sistema de Controle Externo, eu agradeço a esse Tribunal vanguardista. O desafio do conselheiro Sergio Ricardo é grande, mas tenho certeza de que dará conta. Conte com o nosso apoio, pois se hoje avançamos nacionalmente é graças ao TCE mato-grossense.”
Procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, se disse feliz e honrado em integrar o Tribunal que considera o melhor e mais eficiente do Brasil. “O TCE evoluiu e resgatou o respeito institucional, com entregas eficientes, sempre buscando aprimorar a vida da nossa sociedade. Parabéns, Novelli pela condução dessa seleção de conselheiros e servidores. Não tenho dúvidas de que estamos na melhor versão dos 70 anos da história do TCE e de que estaremos ainda mais altivos e realizadores no final da gestão de Sérgio Ricardo. Conte com o MPC integralmente.”
A sessão especial foi aberta com a execução do Hino Nacional ao som da viola de cocho, símbolo da cultura pantaneira, tocada pelo músico Abel Dy Anjos, e da viola caipira, símbolo da cultura caipira, tocada pelo músico Claudinho. Na solenidade, foram ainda apresentados dois vídeos, um com os resultados da gestão 2022/2023, sob a Presidência de José Carlos Novelli, e outro produzido pela Assembleia Legislativa em homenagem ao presidente-empossado, conselheiro Sérgio Ricardo.
Também compuseram o dispositivo de honra os conselheiros Valter Albano, Waldir Teis e Gonçalo Domingos de Campos Neto, o senador por Mato Grosso Jayme Campos, o deputado federal por Mato Grosso Coronel Assis, o presidente da ALMT, deputado estadual Eduardo Botelho, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, o presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), vereador por Várzea Grande Bruno Rios, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 e os conselheiros-aposentados Ubiratan Spinelli e José Ferreira de Freitas.
A 57ª Mesa Diretora do TCE-MT (biênio 2024/2025) é composta pelo conselheiro Sérgio Ricardo, como presidente, e pelos conselheiros Guilherme Antonio Maluf e José Carlos Novelli, como vice-presidente e corregedor-geral, respectivamente, e entra em exercício efetivo a partir do dia 1° de janeiro de 2024.
Trajetória
O conselheiro Sérgio Ricardo foi vereador por Cuiabá de 2000 a 2002, ano em que assumiu a cadeira deputado estadual pela primeira vez. Na Assembleia Legislativa, atuou por três mandatos (2002/2006; 2006/2010; 2010/2012), tendo ocupado a cadeira de presidente de 2002 a 2009 e de 1° secretário de 2009 a 2012. Em 13 de dezembro de 2007 também assumiu o cargo de governador do Estado.
Por indicação do Poder Legislativo, foi empossado conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso em 16 de maio de 2012. No biênio 2022/2023, presidiu a Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do TCE-MT, liderando importantes discussões voltadas ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado.
POLÍTICA
‘‘Eu conheço a realidade de Mato Grosso, posso defender com propriedade’’
Rosana Martinelli quer um Congresso forte para frear o Poder Judiciário e representar municípios
“Deus, Pátria e Família”, mas também desenvolvimento econômico, emprego, segurança para as mulheres e uma postura de enfrentamento ao Poder Judiciário, especificamente ao STF. Esses foram os motes principais citados por Rosana Martinelli durante a entrevista concedida ao GC Notícias nesta segunda-feira (14). Uma semana após se desligar do PL e confirmar a sua filiação ao MDB, a ex-prefeita de Sinop e suplente de Senador coloca na rua sua pré-candidatura para deputada federal, mantendo-se na pista da Direita e reforçando que conhece os caminhos de Mato Grosso.
Rosana lembrou que muito antes de atuar na política, ela viveu a formação do Norte do Estado. Foi uma das pioneiras de Sinop, chegando na cidade ainda criança. Depois empreendeu no setor madeireiro, também trabalhou com pecuária e ainda é produtora rural – experienciando a tríade da economia local. “Eu conheço a realidade de Mato Grosso e por isso posso defender o Estado com propriedade. Quando ocorreram as grandes discussões no Senado Federal envolvendo Mato Grosso e o setor produtivo, eu sabia do que estava falando, porque eu conhecia o assunto. Fazia parte da minha realidade”, comentou Rosana.
Ela citou como exemplo os debates em torno das queimadas, quando parte das lideranças políticas e institutos ambientais tentavam responsabilizar os produtores rurais pelos sinistros. “O maior patrimônio do produtor rural é sua fazenda. Ele é quem mais preserva. Ele é o guardião da propriedade rural e das reservas florestais que existem nela”, reforçou a pré-candidata.
O mesmo ocorre quando o assunto são os desmatamentos. “No restante do Brasil o desmatamento é colocado na conta do setor madeireiro. O que não é verdade. É um setor que depende da floresta em pé para trabalhar. Então, quando esses temas surgiram no Senado, tratamos de falar de manejo florestal sustentado e ver a percepção das pessoas sobre o assunto mudando”, afirmou Rosana.

Esse conhecimento da realidade de Mato Grosso também balizou Rosana na discussão dos grandes projetos de infraestrutura, como a implantação de ferrovias no Estado e a duplicação da malha federal. “Logística sempre foi nosso gargalo. Mato Grosso tem um potencial produtivo indiscutível, que gera ainda mais resultado à medida que a indústria se desenvolve. Cito sempre como exemplo a usina de etanol da Inpasa, que conseguimos atrair para Sinop quando eu era prefeita. Além do grande investimento, gerou empregos, negócios e mudou o mercado do milho. Mato Grosso ainda tem muito potencial para avançar nesse sentido, mas para isso um dos pontos necessários é melhorar a logística”, defendeu Rosana.
Quando o Congresso Nacional discutia a implantação de um novo Código Tributário, Rosana estava Senadora. Sua percepção das demandas de Mato Grosso levou ela a apresentar 42 indicações ao projeto de lei. No fim, 8 acabaram sendo absorvidas no texto original. “Sei do meu tamanho. Apesar da minha passagem pelo Senado, ainda não estou pronta para uma eleição desse patamar. Mas quero exercer minha representação política como deputada federal”, comentou.
Para além do setor produtivo e das questões inerentes ao desenvolvimento econômico de Mato Grosso, Rosana também se posiciona como uma representante do eleitorado feminino. Durante sua passagem pelo Senado, foi autora de projetos de lei relacionados à segurança da mulher. Como foi o caso da facilitação do porte de arma para mulheres que estão sob medida protetiva. Ela também defendeu intensificar as campanhas e ações para combater a violência contra as mulheres e o acesso gratuito à Justiça para vítimas de violência doméstica e familiar. “Precisa mudar a cultura, entender a posição de insegurança e atuar em defesa das mulheres, que hoje não conseguem confiar na capacidade do Estado de protegê-las. Precisamos mudar isso e uma das formas é garantir que o agressor seja punido e que continue preso. Eu defendo penas mais duras para crimes violentos”, opinou Rosana.
Outra bandeira levantada pela pré-candidata é a representatividade regional. Em sua leitura, o Norte de Mato Grosso, com aproximadamente 900 mil eleitores, tem condições de aumentar sua representatividade política escolhendo candidatos que tem identificação com a região. “Os recursos estão em Brasília. Independentemente de quem esteja na presidência da República, o dinheiro da União tem que chegar até a população e fazer a sua função. Como deputada federal vamos fazer essa ponte. Porque conheço as necessidades, principalmente na saúde e na educação”, apontou.

Extensão da Direita
Nos últimos anos Rosana militou em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro, ajudou a fechar rodovia, fez discurso de ordem em cima de pá-carregadeira enrolada na bandeira do Brasil durante os manifestos regionais, teve seus bens bloqueados pelo judiciário e seu passaporte preso. Foi acusada de patrocinar os atos de 8 de janeiro de 2023. Além disso, promoveu diversas ações para fortalecer o PL Mulher. Depois de todo empenho em prol dessa corrente política, na reta final Rosana deixou a sigla e se filiou ao MDB. “Foi um pedido do próprio [Jair] Bolsonaro”, justificou Rosana.
Segundo ela, o PL de Mato Grosso contava com 11 nomes para disputar a eleição de deputado federal – sendo que o partido só poderia lançar 9 candidatos. Rosana acredita que estaria entre os nomes confirmados pelo PL para disputa. No entanto, seria mais difícil viabilizar sua candidatura no partido. Com as mudanças nas regras do coeficiente eleitoral, analistas políticos apontam que o PL deve eleger, no máximo, 3 deputados federais. Rosana poderia estar entre esses 3 ou não. Enquanto isso, no MDB, a projeção é de que o partido eleja um deputado federal. E nesse caso, Rosana é tida como favorita. “São projeções. Mesmo disputando a eleição no MDB, continuo sendo a mesma pessoa, com o mesmo discurso, defendendo as mesmas pautas. A mudança de partido teve a anuência do PL, faz parte de um projeto para atender ao pedido de Bolsonaro, que é eleger o máximo possível de deputados federais e senadores de Direita”, afirmou Rosana.
Por isso, mesmo correndo pelo MDB, Rosana segue apoiando a candidatura para o governo do Estado de Wellington Fagundes, cacique do PL e seu padrinho político de longa data. Dentro do MDB, a pré-candidatura de Rosana ganhou o apoio declarado da deputada estadual Janaina Riva. “Não perco minhas bases indo para o MDB. Provavelmente ganharei algumas do partido, que recentemente foi esvaziado, com a saída de muitos pré-candidatos”, avaliou.

Contrapeso do Supremo
Enquanto alguns analistas entendem o clamor de Bolsonaro para alcançar uma maioria absoluta no Congresso Nacional como uma tentativa de governar o Brasil sem disputar a eleição, Rosana vê como uma medida para reestabelecer os freios e contrapesos dos poderes nacionais. Na sua avaliação, o STF (Supremo Tribunal Federal) tem se tornado absoluto, revisando decisões do Senado, perseguindo a liberdade de expressão e atuando de forma arbitrária, sem responder a ninguém. “O povo não o reconhece. Ninguém votou no Supremo. Por uma questão de equilíbrio dos poderes é preciso que haja um mecanismo que possa conter os abusos do STF, quando estes forem cometidos. Ninguém é o dono da verdade. Quem erra, mesmo se for do judiciário, deve ser afastado”, argumentou Rosana.
Ela também defende um impeachment do ministro Alexandre de Morais – o que possivelmente aconteceria com uma bancada Bolsonarista majoritária no Congresso Nacional. Autora de um dos projetos de lei que previa a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, Rosana, vê a atuação da justiça no processo como abusiva, arbitrária e repleta de estranhezas. “Soltaram criminosos e prenderam patriotas. Para alguns, penas arbitrárias de 14 a 17 anos de prisão, pesadas demais; sem sentido. Agora, uma leva de multas, mais de R$ 7,1 bilhões em multas para quem estava com os carros estacionados em Brasília no dia. Para mim o processo todo é muito viciado, com clara perseguição política”, avaliou Rosana.
Na sua visão, um Congresso Nacional identificado à Direita seria capaz de fazer um contrapeso de poder ao Supremo.
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