Guerra no Nortão
Prefeito corre risco de ser cassado por atacar vereadores e prejudicar servidores
POLÍTICA MT
Por 7 votos a 1, a Câmara de Guarantã do Norte abriu comissão processante que pode levar à cassação do prefeito Márcio Gonçalves (Novo). A denúncia por supostas infrações político-administrativas foi apresentada por um munícipe. A votação ocorreu na noite de 22 de abril.
A denúncia aponta possíveis irregularidades, como a omissão em adotar medidas necessárias ao funcionamento da Câmara, o que teria prejudicado o pagamento de servidores. É apontado também o atraso ou a não publicação de leis aprovadas e a adoção de condutas incompatíveis com o decoro do cargo, incluindo o uso da estrutura pública para ataques aos parlamentares.
Foram favoráveis ao recebimento da denúncia os vereadores Alexandre Rodrigo Ribeiro Vieira (União), David Marques Silva (MDB), Demilson Camargo Martins (MDB), Letícia Camargo de Souza (Republicanos), Maria Socorro Leite Dantas (Republicanos), Silvio Dutra da Silva (Podemos) e Veroni Maria Pansera (PP).
O único voto contrário foi do vereador Zilmar Assis de Lima (União). O presidente da Câmara, Celso Henrique (Podemos), não votou por não ter havido empate, mas depois da votação ele determinou abertura do processo contra o prefeito para cumprimento do rito previsto em lei.
Em seguida, foram sorteados os membros da comissão responsável pela investigação: Letícia Camargo como presidente; David Marques como relator; e Maria Socorro como membro.
POLÍTICA MT
Deputados devem aprovar índice oficial, mas reunião com o governo sinaliza um novo acordo
Pressionado, o Governo Mauro Mendes, estaria muito propenso em abrir um canal de diálogo com o Movimento Sindical Unificado diante do desgaste colecionado nos últimos meses, primeiro ao vetar e impor aos deputados, em troca de favores políticos, o aumento real de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário e agora devido à Reajuste Geral Anual (RGA) medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que ficou em 4,26% e que será votado e aprovado em sessão extraordinária nesta quarta-feira, 21 de janeiro, pelos deputados estaduais, não todos, mas a maioria desprovida de bom senso.
Uma dura guerra está sendo travada nos bastidores políticos e o Governo Mauro Mendes adota a quase totalidade de suas ações pela influência captada por mídias sociais.
O problema é que o momento hoje é outro. Governo em final de mandato e em ano eleitoral pisa em casca de ovo e um erro mínimo pode ter consequências futuras bem drásticas, como já se vivenciou em Mato Grosso no início dos anos 2000.
Isto fez com que parte considerável dos deputados, lembrando que todos disputam ou a reeleição, ou como Janaina Riva (MDB) uma das duas vagas para o Senado da República se preocupassem com a onda de rejeição em cima do Governo do Estado por falácias pronunciadas pelo próprio governador Mauro Mendes que ao ser questionado sobre o RGA foi taxativo: “É o legal. O que está na Lei. Nem um milímetro a mais”, respondeu para a imprensa na terça-feira, 13 de janeiro, avisando que os 4,26% seriam encaminhados naquele dia a apreciação dos deputados estaduais que na quarta-feira, 14 fizeram Sessão Extraordinária que serviu apenas para aumentar o grau de insatisfação com o Governo do Estado, graça a outra falácia, desta vez pronunciada pelo deputado Paulo Araújo, líder do PP, servidor de carreira da Saúde Pública ao declarar e ser gravado pela imprensa que: “Vocês conhecem o Mauro Mendes. Ele não gosta de servidor público. Desistam. Não será mais do que os 4,26%”, assinalou.
O Movimento Sindical Unificado reagiu de forma endurecida e inteligente ao vincular a imagem do então candidato ao Governo de Mato Grosso em 2018, Mauro Mendes prometendo que: “Eu quero falar direto com você, servidor, servidora do Estado de Mato Grosso. Quero falar que vamos garantir todos seus direitos, inclusive o pagamento do RGA”, declarou o então candidato a governador por Mato Grosso, Mauro Mendes em programa eleitoral veiculado em cadeia de Rádio e Televisão.
No post da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso, que já tem mais de 52 mil visualizações e pode ser visualizado pelo link https://www.instagram.com/reel/DTp33ungOaI/?igsh=bXJ5NzJhbTEyN3Bx, atingiu em cheio o Governo Mauro Mendes e que ao ser repostado e até mesmo comentado pela deputada Janaina Riva, presidente do MDB que também fez post convocando os servidores para estarem nesta quarta-feira, 21 na Sessão Extraordinária no período da tarde, agora no princípio da noite já somava outras 77 mil visualizações até o fechamento desta matéria e que pode ser consultado link https://www.instagram.com/reel/DTvqYgLCRnY/?igsh=NjJueWp5aHlsM3g1.
Desde a semana passada a crise entre os servidores públicos e o Governo do Estado não sai de cena, tanto que o próprio vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato a sucessão de Mauro Mendes se reuniu com alguns deputados traçando estratégias para minimizar o desgaste que vai ter consequências durante todo o período eleitoral e afetam sua imagem.
O governo do Estado partiu para o tudo ou nada contra os servidores públicos ao veicular uma série de matéria de forma indireta, mas todos sabem de onde as mesmas partiram, primeiro justificando que a Lei Complementar 173/2020 sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro que promoveu o socorro aos Estados e Municípios diante da Pandemia da COVID 19 com mais de R$ 100 bilhões em dinheiro extra, mais isenção de pagamento das dívidas anuais por dois anos, incremento no repasse para a Saúde Pública e os repasses feitos diretamente a população através do Auxílio-Emergencial tinha como contrapartida a proibição na concessão de reajustes salariais, mesmo a inflação do período que durou quase dois anos, além do congelamento de vantagens como quinquênios, anuênios entre outras vantagens da carreira do serviço público e foram descongelados pela Lei Complementar 226/2026 em janeiro deste ano.
Depois em nova matéria publicada em sites diversos comparou os RGA concedidos pelo Governo de Mato Grosso entre os anos de 2022 até 2025 que somavam 29% e eram maiores que os concedidos pelo Governo Federal que somava 24%.
Por fim na manhã de ontem, terça-feira, 20, foi novamente veiculado pela mídia o ranking salarial entre os Estados e que em Mato Grosso teria uma média de R$ 10,7 mil/mês para mais de 70 mil servidores e que com o reajuste de 4,26% que impacta os cofres públicos em cerca de R$ 80 milhões/mês para todos os Poderes e Órgão Independentes ou R$ 1.041.041 bilhão ano.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) e o líder do Governo, Dilmar Dal’Bosco (UB), foram ao Palácio Paiaguás defender que o Governo Mauro Mendes fosse menos inflexível em relação aos servidores públicos e o próprio presidente chegou a insinuar que o Governo Federal deu 5% em vez dos 4,26%.
Russi anunciou que o projeto de Lei, que o governo Mauro Mendes postergou o encaminhamento na semana passada assim que percebeu que a emenda de autoria dos deputados Lúdio Cabral (PT) e Janaina Riva (MDB) que se tornou a tábua da salvação de muitos e seria aprovada, confirmou o encaminhamento do projeto de Lei através da Mensagem 05/2026 com apenas 4,26%, mas que os deputados da base aliada iriam se reunir pela manhã com o chefe do Poder Executivo, em uma demonstração de que existe a possibilidade de uma contraproposta.
Max Russi e Dilmar Dal’Bosco lembraram que a apreciação e aprovação do RGA em 4,26% é uma garantia legal e já pode ser inserido na folha de pagamento de janeiro, mas alertaram que a insistência na apresentação de uma emenda pode levar a disputa para a Justiça e acabar prejudicando o próprio funcionalismo. “A reunião antes da votação é para abrirmos um diálogo permanente e começar a recompor as perdas totais nos salários dos servidores públicos, mas com diálogo, sem radicalismo e procurando construir soluções e não apenas contrapor por estarmos em um ano eleitoral”, disse Max Russi cobrando serenidade de todos os lados, tanto do Governo do Estado como dos servidores e suas categorias.
O Governo do Estado foi pego de surpresa ao desprezar e rejeitar a emenda do deputado Lúdio Cabral durante a apreciação do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 e que assegurava um aumento além de 4,26% para maio deste ano, desde que configurado que o Tesouro do Estado obtivesse excesso de arrecadação como ocorrido em 2025 que atingiu quase R$ 10 bilhões.
Entre janeiro e dezembro de 2025, a população de Mato Grosso recolheu R$ 70,2 bilhões em impostos para o Governo do Estado e mesmo com a alegação de que nem este valor fica com o Executivo, pois parte vai para os municípios e para obrigações constitucionais, o certo mesmo é que a população pagou impostos que superaram toda e qualquer expectativa.
Com o excesso de arrecadação fácil de ser comprovado, pois o Governo Mauro Mendes sob alegação de ser conservador manda propostas orçamentárias com valores subestimados, como os aprovados em 2025 pelos deputados estaduais sem discussão que estimam uma receita e despesa da ordem de R$ 40,7 bilhão em valores líquidos, os deputados tendem em apresentar uma emenda na apreciação do projeto de Lei do RGA fixando que sob esse excesso, 25% devem ser destinados para recomposição das perdas inflacionárias que superam os 18,87% segundo estudo do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o que resultaria em algo em torno de 4,5% até 4,9% se contabilizada a arrecadação entre janeiro a maio deste ano.
É necessário lembrar que a previsão de receita para 2026 é a mesma que o Governo do Estado arrecadou em 2024, ou seja, de Receita Bruta entraram nos cofres públicos de Mato Grosso, já descontadas as obrigações R$ 40,3 bilhões, sendo que em 2026 o Governo Mauro Mendes com as bênçãos dos deputados acreditam em uma arrecadação liquida de R$ 40,7 bilhões.
Do total de R$ 70,2 bilhões brutos arrecadados em 2025, R$ 26,2 bilhões o Governo Mauro Mendes considera como dedução de receitas, mesmo assim sobraram nos cofres públicos R$ 43,9 bilhões, então pela lógica da equipe econômica do Governo do Estado entre 2025 a 2026, Mato Grosso vai sofrer uma redução de quase R$ 4 bilhões, quando no ano passado ele teve um excesso de arrecadação de R$ 10 bilhões, portanto, a conta não fecha e como estamos em um ano eleitoral essa cobrança vai ganhar os palanques eleitorais.
Certo mesmo é que pela manhã, os deputados da base aliada que são candidatos vão se sentar com o governador Mauro Mendes, com o vice-governador, Otaviano Pivetta e com a equipe econômica e a tarde em Sessão Extraordinária devem votar o aumento de 4,26%, impondo uma nova derrota aos servidores públicos que prometem reagir.
Além do projeto de Lei que dispõe sobre a concessão do RGA para os servidores públicos os deputados vão apreciar ainda o parecer favorável do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) sob as contas de Governo de Mauro Mendes relativas ao ano de 2024, o mesmo acontecendo com as contas do Tribunal de Contas (TCE/MT) que também passa pelo crivo moderador e fiscalizador do Parlamento Estadual.
-
GERAL5 dias atrásMato Grosso lidera produção agropecuária do país com projeção de R$ 206 bilhões em 2026
-
GERAL4 dias atrásMPT articula ação para prevenir acidentes em silos
-
OPINIÃO4 dias atrásO Ministério de Jesus
-
OPINIÃO4 dias atrásDinheiro ganha eleição?
-
GERAL3 dias atrásJustiça nega tentativa de ‘acordão’ para quitar as dívidas com terrenos
-
GERAL5 dias atrásMato Grosso registra 328 vítimas de estupro de vulnerável em três meses
-
GERAL4 dias atrásMP mira instituições financeiras e amplia investigação em MT
-
GERAL3 dias atrásDelegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT



