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DIÁLOGO E SOLUÇÕES

Sérgio Ricardo debate solução para Portão do Inferno e desigualdades regionais com senador e deputado

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POLÍTICA

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, debateu junto ao senador Jayme Campos e ao deputado estadual Júlio Campos soluções para duas questões urgentes no estado: o combate às desigualdades regionais e a interdição da rodovia MT-251. Os temas foram abordados durante reunião em seu gabinete, na manhã desta quarta-feira (10).

Na ocasião, Sérgio Ricardo destacou a experiência do senador e do deputado, que já governaram o estado. “Para podermos trabalhar e defender ideias, é preciso conhecer a história de Mato Grosso e hoje estamos com pessoas que conhecem o estado. Aproveitamos para falar sobre o desenvolvimento, sobre aquilo que eu defendo que é o fim das desigualdades. Nós somos um estado rico, mas somos um estado pobre. Temos ilhas de prosperidade, mas temos ilhas de miséria e isso é fácil de se perceber. Temos cerca de 3, 6 milhões pessoas em Mato Grosso, das quais quase 1 milhão estão inscritas em algum programa de governo.”

O presidente defendeu a geração de empregos para resolver não apenas as disparidades socioeconômicas, mas também para reverter a discrepância populacional entre os municípios. “Em Mato Grosso 51 municípios perderam população. Essas pessoas foram embora em busca de emprego, em busca de escola, em busca de melhores condições de vida. Então o que o Tribunal faz é levantar essas informações, porque nós conhecemos a vida de cada município, e propor políticas públicas para que os governos possam aplicá-las de forma que todo mundo viva bem e tenha acesso a emprego, saúde, educação e segurança.

Para o senador Jayme Campos, a interação com os órgãos de controle faz parte do relacionamento do Congresso Nacional. Ele explicou que a visita foi importante para conhecer as propostas de Sérgio Ricardo à frente do TCE-MT. “É um privilégio estar com Sérgio, até porque conheço sua trajetória. É um homem extraordinário e humilde que vem prestando relevantes serviços para Mato Grosso.”

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Jayme reforçou ainda o papel do Tribunal nas ações para redução das desigualdades. “O Tribunal tem que dar sua contribuição, ajudando o estado a construir uma proposta para que possamos reduzir essa desigualdade social. Não adianta o estado ser rico e haver pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Tenho visto em Brasília o TCU buscando soluções junto ao poder executivo para termos uma perspectiva de um Brasil e de um Mato Grosso melhor.  E, estando aqui, me deixa feliz ver o preparo do presidente do TCE-MT, que tem estudado muito o assunto.”

O deputado Júlio Campos, por sua vez, destacou a importância da mobilização entre as instituições, reforçando a parceria entre o TCE-MT e a Assembleia Legislativa (ALMT).  “Hoje viemos trazer nosso apoio e colocar nosso gabinete à disposição do presidente do Tribunal de Contas, para que tenhamos o melhor entrosamento possível. Eu, como conselheiro-aposentado desta Casa, me sinto confortável em colocar meus préstimos para ser um porta-voz do trabalho e das reivindicações do Tribunal de Contas junto ao Legislativo e o parabenizar pelas medidas que está tomando em relação a uma maior abertura junto à sociedade”, pontuou.

Júlio também apontou o contraste entre os números que fazem de Mato Grosso o maior produtor agropecuário do Brasil e a situação de municípios como Barão de Melgaço, que não tem estação de tratamento para fornecer água saudável à população. “Acredito que o presidente Sérgio Ricardo, com sua origem de homem político, pode dar uma nova formatação aos trabalhos do TCE, fazendo uma abertura para que o Tribunal ajude o governo estadual a abrir os olhos para os problemas dos mais carentes.”

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MT-251

De acordo com Sérgio Ricardo, relatórios mostram que a situação na rodovia, na região do Portão do Inferno, é grave e que há possibilidade de grandes desmoronamentos. Neste sentido, avalia que o problema deve ser resolvido conjuntamente.  Sendo assim, acompanhado de técnicos do Tribunal e diversas autoridades, o presidente fará uma inspeção na região do Portão do Inferno, na rodovia MT-251, na próxima sexta-feira (12), às 09h.

“Ali pode acontecer um grande acidente a qualquer momento. A gente já observa rachaduras na pista e que o guarda corpo já teve um afastamento de pelo menos 50 cm. Vamos fazer essa visita em bloco para chegarmos a uma solução definitiva junto a todos os envolvidos, incluindo o Governo do Estado e o Governo Federal, porque ali é um parque nacional. Nós vamos a primeira cópia do relatório que sair ao Tribunal de Contas da União e depois para todas as demais autoridades, para que todo mundo se sinta responsável pela situação, porque todos nós somos responsáveis”, afirmou o conselheiro.

Jayme chamou a atenção para a importância da via para o turismo e para a integração da região da Baixada. “O Tribunal vai agir de forma presente, por meio do seu corpo técnico, para ajudar o estado a construir uma saída rápida e trazer segurança para aqueles que trafegam ali”, concluiu.

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POLÍTICA

‘‘Eu conheço a realidade de Mato Grosso, posso defender com propriedade’’

Rosana Martinelli quer um Congresso forte para frear o Poder Judiciário e representar municípios

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Foto: GC Notícias

“Deus, Pátria e Família”, mas também desenvolvimento econômico, emprego, segurança para as mulheres e uma postura de enfrentamento ao Poder Judiciário, especificamente ao STF. Esses foram os motes principais citados por Rosana Martinelli durante a entrevista concedida ao GC Notícias nesta segunda-feira (14). Uma semana após se desligar do PL e confirmar a sua filiação ao MDB, a ex-prefeita de Sinop e suplente de Senador coloca na rua sua pré-candidatura para deputada federal, mantendo-se na pista da Direita e reforçando que conhece os caminhos de Mato Grosso.

Rosana lembrou que muito antes de atuar na política, ela viveu a formação do Norte do Estado. Foi uma das pioneiras de Sinop, chegando na cidade ainda criança. Depois empreendeu no setor madeireiro, também trabalhou com pecuária e ainda é produtora rural – experienciando a tríade da economia local. “Eu conheço a realidade de Mato Grosso e por isso posso defender o Estado com propriedade. Quando ocorreram as grandes discussões no Senado Federal envolvendo Mato Grosso e o setor produtivo, eu sabia do que estava falando, porque eu conhecia o assunto. Fazia parte da minha realidade”, comentou Rosana.

Ela citou como exemplo os debates em torno das queimadas, quando parte das lideranças políticas e institutos ambientais tentavam responsabilizar os produtores rurais pelos sinistros. “O maior patrimônio do produtor rural é sua fazenda. Ele é quem mais preserva. Ele é o guardião da propriedade rural e das reservas florestais que existem nela”, reforçou a pré-candidata.

O mesmo ocorre quando o assunto são os desmatamentos. “No restante do Brasil o desmatamento é colocado na conta do setor madeireiro. O que não é verdade. É um setor que depende da floresta em pé para trabalhar. Então, quando esses temas surgiram no Senado, tratamos de falar de manejo florestal sustentado e ver a percepção das pessoas sobre o assunto mudando”, afirmou Rosana.

Esse conhecimento da realidade de Mato Grosso também balizou Rosana na discussão dos grandes projetos de infraestrutura, como a implantação de ferrovias no Estado e a duplicação da malha federal. “Logística sempre foi nosso gargalo. Mato Grosso tem um potencial produtivo indiscutível, que gera ainda mais resultado à medida que a indústria se desenvolve. Cito sempre como exemplo a usina de etanol da Inpasa, que conseguimos atrair para Sinop quando eu era prefeita. Além do grande investimento, gerou empregos, negócios e mudou o mercado do milho. Mato Grosso ainda tem muito potencial para avançar nesse sentido, mas para isso um dos pontos necessários é melhorar a logística”, defendeu Rosana.

Quando o Congresso Nacional discutia a implantação de um novo Código Tributário, Rosana estava Senadora. Sua percepção das demandas de Mato Grosso levou ela a apresentar 42 indicações ao projeto de lei. No fim, 8 acabaram sendo absorvidas no texto original. “Sei do meu tamanho. Apesar da minha passagem pelo Senado, ainda não estou pronta para uma eleição desse patamar. Mas quero exercer minha representação política como deputada federal”, comentou.

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Para além do setor produtivo e das questões inerentes ao desenvolvimento econômico de Mato Grosso, Rosana também se posiciona como uma representante do eleitorado feminino. Durante sua passagem pelo Senado, foi autora de projetos de lei relacionados à segurança da mulher. Como foi o caso da facilitação do porte de arma para mulheres que estão sob medida protetiva. Ela também defendeu intensificar as campanhas e ações para combater a violência contra as mulheres e o acesso gratuito à Justiça para vítimas de violência doméstica e familiar. “Precisa mudar a cultura, entender a posição de insegurança e atuar em defesa das mulheres, que hoje não conseguem confiar na capacidade do Estado de protegê-las. Precisamos mudar isso e uma das formas é garantir que o agressor seja punido e que continue preso. Eu defendo penas mais duras para crimes violentos”, opinou Rosana.

Outra bandeira levantada pela pré-candidata é a representatividade regional. Em sua leitura, o Norte de Mato Grosso, com aproximadamente 900 mil eleitores, tem condições de aumentar sua representatividade política escolhendo candidatos que tem identificação com a região. “Os recursos estão em Brasília. Independentemente de quem esteja na presidência da República, o dinheiro da União tem que chegar até a população e fazer a sua função. Como deputada federal vamos fazer essa ponte. Porque conheço as necessidades, principalmente na saúde e na educação”, apontou.

 

Extensão da Direita

Nos últimos anos Rosana militou em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro, ajudou a fechar rodovia, fez discurso de ordem em cima de pá-carregadeira enrolada na bandeira do Brasil durante os manifestos regionais, teve seus bens bloqueados pelo judiciário e seu passaporte preso. Foi acusada de patrocinar os atos de 8 de janeiro de 2023. Além disso, promoveu diversas ações para fortalecer o PL Mulher. Depois de todo empenho em prol dessa corrente política, na reta final Rosana deixou a sigla e se filiou ao MDB. “Foi um pedido do próprio [Jair] Bolsonaro”, justificou Rosana.

Segundo ela, o PL de Mato Grosso contava com 11 nomes para disputar a eleição de deputado federal – sendo que o partido só poderia lançar 9 candidatos. Rosana acredita que estaria entre os nomes confirmados pelo PL para disputa. No entanto, seria mais difícil viabilizar sua candidatura no partido. Com as mudanças nas regras do coeficiente eleitoral, analistas políticos apontam que o PL deve eleger, no máximo, 3 deputados federais. Rosana poderia estar entre esses 3 ou não. Enquanto isso, no MDB, a projeção é de que o partido eleja um deputado federal. E nesse caso, Rosana é tida como favorita. “São projeções. Mesmo disputando a eleição no MDB, continuo sendo a mesma pessoa, com o mesmo discurso, defendendo as mesmas pautas. A mudança de partido teve a anuência do PL, faz parte de um projeto para atender ao pedido de Bolsonaro, que é eleger o máximo possível de deputados federais e senadores de Direita”, afirmou Rosana.

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Por isso, mesmo correndo pelo MDB, Rosana segue apoiando a candidatura para o governo do Estado de Wellington Fagundes, cacique do PL e seu padrinho político de longa data. Dentro do MDB, a pré-candidatura de Rosana ganhou o apoio declarado da deputada estadual Janaina Riva. “Não perco minhas bases indo para o MDB. Provavelmente ganharei algumas do partido, que recentemente foi esvaziado, com a saída de muitos pré-candidatos”, avaliou.

 

Contrapeso do Supremo

Enquanto alguns analistas entendem o clamor de Bolsonaro para alcançar uma maioria absoluta no Congresso Nacional como uma tentativa de governar o Brasil sem disputar a eleição, Rosana vê como uma medida para reestabelecer os freios e contrapesos dos poderes nacionais. Na sua avaliação, o STF (Supremo Tribunal Federal) tem se tornado absoluto, revisando decisões do Senado, perseguindo a liberdade de expressão e atuando de forma arbitrária, sem responder a ninguém. “O povo não o reconhece. Ninguém votou no Supremo. Por uma questão de equilíbrio dos poderes é preciso que haja um mecanismo que possa conter os abusos do STF, quando estes forem cometidos. Ninguém é o dono da verdade. Quem erra, mesmo se for do judiciário, deve ser afastado”, argumentou Rosana.

Ela também defende um impeachment do ministro Alexandre de Morais – o que possivelmente aconteceria com uma bancada Bolsonarista majoritária no Congresso Nacional. Autora de um dos projetos de lei que previa a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, Rosana, vê a atuação da justiça no processo como abusiva, arbitrária e repleta de estranhezas. “Soltaram criminosos e prenderam patriotas. Para alguns, penas arbitrárias de 14 a 17 anos de prisão, pesadas demais; sem sentido. Agora, uma leva de multas, mais de R$ 7,1 bilhões em multas para quem estava com os carros estacionados em Brasília no dia. Para mim o processo todo é muito viciado, com clara perseguição política”, avaliou Rosana.

Na sua visão, um Congresso Nacional identificado à Direita seria capaz de fazer um contrapeso de poder ao Supremo.

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