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Restrição

Piracema começa em MT e proíbe pesca nos rios até janeiro de 2027

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Foto: Divulgação

Começa nesta quinta-feira (1º) o período de defeso da piracema em Mato Grosso. A proibição vale até 31 de janeiro de 2027 nos rios das bacias hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins.

O prazo foi mantido pelo Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) em reunião realizada em abril. A decisão se baseou em dez anos de monitoramento reprodutivo dos peixes, que apontam o pico de reprodução entre outubro e janeiro. Segundo o presidente do Cepesca, Alex Marega, mais de 80% do período reprodutivo se concentra nesses três meses.

O que é permitido

Durante o defeso, apenas a pesca de subsistência é permitida. As demais modalidades estão proibidas. Essa modalidade é praticada de forma artesanal por populações ribeirinhas e tradicionais, para garantir a alimentação da família. A pesca amadora e o pesque e solte também ficam suspensos

Frigoríficos, peixarias, entrepostos, restaurantes, hotéis e estabelecimentos similares têm até o segundo dia útil após o início do defeso para declarar à Sema os estoques de peixes de águas continentais, frescos, resfriados ou congelados. Neste ano, o prazo termina na segunda-feira (5).

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Nos rios que dividem Mato Grosso com outros estados, como Araguaia, Piquiri e Teles Pires, o calendário muda para a margem de fora do território mato-grossense. Nesses trechos, a proibição segue o período definido pela União, de novembro ao fim de fevereiro.

Quem descumprir as regras fica sujeito às penalidades previstas nas leis estaduais e na Lei de Crimes Ambientais. No defeso anterior, a Sema-MT e a Sesp-MT aplicaram R$ 250 mil em multas nos três primeiros meses, vistoriaram 1.600 veículos e abordaram 4.162 pessoas.

Como denunciar

Denúncias de pesca irregular podem ser feitas ao Setor Pesca da Sema, pelo telefone (65) 3613-7394, nas unidades regionais da secretaria ou pelo aplicativo MT Cidadão.

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Ong que resgata cães e gatos em Cuiabá faz apelo para arrecadar R$ 350 mil e quitar dívidas

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A Associação Lunaar entrou na reta final da campanha criada para arrecadar R$ 350 mil e tentar aliviar a crise financeira que ameaça a continuidade do trabalho de proteção animal em Cuiabá. Nesta quinta-feira (1º), a entidade informou que ainda precisa vender 5.598 números, a R$ 10 cada, nos próximos dez dias.

Com isso, faltam R$ 55.980 para a meta ser atingida. Considerando o objetivo total da mobilização, aproximadamente R$ 294 mil já teriam sido arrecadados, o equivalente a cerca de 84% do valor pretendido.

A campanha ganhou força depois que a Lunaar anunciou, no fim de agosto, que estava de portas fechadas para novos resgates. Na ocasião, a associação informou possuir uma dívida de R$ 306.357, enquanto continuava responsável por mais de 300 cães e gatos, que dependem de alimentação, medicamentos, atendimento veterinário e outros cuidados.

Mesmo com a suspensão dos novos acolhimentos, os gastos continuam elevados. A entidade já relatou despesas mensais próximas de R$ 80 mil, sendo mais de R$ 30 mil apenas com as mais de duas toneladas de ração consumidas mensalmente pelos animais.

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Para levantar os recursos, a Lunaar colocou à venda números de uma rifa por R$ 10. O prêmio é uma moto elétrica, além de capacete e luvas. O sorteio será realizado após a comercialização das cotas previstas.

Agora, a associação lançou a chamada “Missão 5.598”, numa tentativa de mobilizar apoiadores para esgotar os números restantes dentro de dez dias. Se todas as cotas forem vendidas, serão arrecadados os cerca de R$ 56 mil que ainda separam a entidade da meta de R$ 350 mil.

Além da rifa, a Lunaar também recebe doações para custear alimentação, medicamentos e tratamentos dos animais que permanecem sob responsabilidade da associação.

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