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Qualificação gratuita

Parceria entre Senai MT e Seduc oferta 1,1 mil vagas gratuitas

Oportunidades são destinadas a estudantes do ensino médio regular da rede pública estadual

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GERAL

Foto: Senai-MT

Estudantes do ensino médio regular da rede pública estadual de Mato Grosso têm a oportunidade de iniciar uma formação profissional gratuitamente por meio da parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT) e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). O projeto “Formação Inicial e Continuada” (FIC Seduc) oferece 1,1 mil vagas em cursos de qualificação profissional em 16 municípios do estado.

A iniciativa oferece formação presencial e certificação profissional. As opções contemplam áreas administrativas, recursos humanos e tecnologia, permitindo que os estudantes tenham contato com conhecimentos e ferramentas que podem contribuir para a preparação para o mundo do trabalho.

 

Confira as oportunidades:

Em Sinop, são 100 vagas em cinco turmas: Assistente de Recursos Humanos com Informática, Assistente Administrativo com Informática, e Operador de Computador.

Em Alto Araguaia, são 30 vagas para Operador de Computador.

Em Barra do Garças, são 60 vagas distribuídas entre Assistente de Recursos Humanos com Informática e Assistente Administrativo com Informática.

Em Cáceres, são 75 vagas, distribuídas entre Operador de Computador (20), Assistente Administrativo com Informática (24) e Montador e Reparador de Computadores (31).

Em Cuiabá, são 270 oportunidades. No Senai Distrito Industrial, estão disponíveis 30 vagas para Assistente Administrativo com Informática. No Senai Porto, são 240 vagas, distribuídas igualmente entre Assistente Administrativo com Informática, Assistente de Recursos Humanos com Informática, Operador de Computador e Montador e Reparador de Computadores.

Em Guiratinga, são 60 vagas, sendo 30 para Operador de Computador e 30 para Assistente de Recursos Humanos com Informática.

Em Lucas do Rio Verde são 60 vagas, distribuídas nos cursos de: Assistente de Recursos Humanos com Informática e Controlador e Programador de Produção

Em Nova Mutum, são 60 vagas, sendo 30 para Assistente de Recursos Humanos e 30 para Assistente Administrativo.

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Em Ouro Branco, são 30 vagas para Assistente Administrativo com Informática.

Em Poconé, será formada uma turma com 30 estudantes para Assistente de Recursos Humanos com Informática.

Em Primavera do Leste, são 30 vagas para Assistente Administrativo com Informática.

Em Rondonópolis, são 90 vagas distribuídas entre Assistente Administrativo com Informática, Assistente de Recursos Humanos com Informática e Operador de Computador.

Em Sorriso, são 60 oportunidades, sendo 30 para Assistente de Recursos Humanos com Informática, e outras 30 para Montador e Reparador de Computadores.

Em Tangará da Serra, a oferta é de 30 vagas para Assistente Administrativo com Informática.

Em Torixoréu, são 30 vagas para Operador de Computador.

Já em Várzea Grande, são cinco turmas, com 30 alunos cada, totalizando 150 vagas. A programação inclui Assistente Administrativo com Informática, Assistente de Recursos Humanos com Informática, Montador e Reparador de Computadores, e Operador de Computador.

As oportunidades são destinadas exclusivamente a estudantes matriculados no ensino médio regular da rede pública estadual. As inscrições e informações sobre cada turma devem ser consultadas diretamente nas unidades do Senai MT responsáveis pela oferta, de acordo com a disponibilidade de vagas. Para outras informações, a instituição oferece atendimento via WhatsApp: (65) 99806-3806.

 

Formação inicial e continuada

Para a diretora regional do Senai MT, Fernanda Campos, a parceria com a Seduc-MT amplia o acesso dos estudantes da rede pública à educação profissional e contribui para que eles tenham contato com o mercado de trabalho ainda durante a formação escolar.

“Ao oferecer cursos gratuitos e de qualidade para estudantes do ensino médio, conseguimos contribuir para a formação desses jovens, ampliar suas perspectivas para o futuro e prepará-los para os desafios do mundo do trabalho. É uma iniciativa que reforça o compromisso do Senai Mato Grosso com a formação de profissionais e com o desenvolvimento de Mato Grosso”, destaca.

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De acordo com a gerente de Educação Profissional e Superior do Senai MT, Paullyanne Araújo, a proposta do “FIC Seduc” é proporcionar aos estudantes uma formação complementar à educação básica, com conhecimentos técnicos e competências que podem ser aplicados tanto na continuidade dos estudos quanto na inserção profissional.

“A formação inicial e continuada permite que o estudante desenvolva competências específicas em um período mais curto e tenha contato com situações práticas relacionadas às profissões. No FIC Seduc, trabalhamos com cursos que envolvem conhecimentos administrativos, ferramentas de informática, recursos humanos e manutenção de computadores, áreas que possibilitam ao aluno desenvolver habilidades técnicas e comportamentais importantes para sua trajetória profissional”, explica.

A estudante Maria Luiza Moraes, de 15 anos, aluna da Escola Militar Dom Pedro II (Presidente Médici), em Cuiabá, participou do curso de Assistente de Recursos Humanos com Informática e destaca os conhecimentos adquiridos durante a formação.

“Durante o curso, adquiri diversos conhecimentos que considero importantes para minha vida pessoal e profissional. Aprendi sobre gestão, fluxograma, benchmarking, brainstorming, diagrama de Ishikawa e diagrama de Pareto, além de conhecimentos sobre legislação trabalhista e carteira de trabalho. Também aprendi a utilizar ferramentas como o Word, que serão muito úteis no meu futuro profissional”, conta.

Maria Luiza avalia que a oportunidade de realizar uma qualificação ainda durante o ensino médio pode contribuir para a construção de sua carreira. “Acredito que esses conhecimentos serão essenciais para minha vida pessoal e profissional, pois vão me ajudar a lidar melhor com as pessoas, trabalhar em equipe e agir com mais responsabilidade e profissionalismo”, conclui.

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Corredor rodoviário entre Mato Grosso e Bolívia depende de decisão da ANTT; entenda

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Foto: Reprodução

O corredor rodoviário que pretende ligar Mato Grosso à Bolívia pela região de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) ainda depende de uma decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para avançar. O processo de habilitação do novo ponto de fronteira entre Vila Bela e San Ignacio de Velasco, na Bolívia, está em análise e entrou em uma etapa considerada decisiva para a implantação da nova rota internacional.

Segundo o prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken (MDB), uma reunião realizada nesta terça-feira (2) na ANTT, com a participação do senador Carlos Fávaro (PSD), de representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da direção da agência, definiu os últimos compromissos que precisam ser formalizados para que o processo avance.

De acordo com o prefeito, a ANTT solicitou uma declaração da Casa Civil de Mato Grosso confirmando o compromisso do Estado com a conclusão da pavimentação até a região da fronteira. A Prefeitura também formalizou que disponibilizará a estrutura necessária para servir de apoio às autoridades que atuarão no futuro ponto de fronteira.

“Está caminhando. Eu acho que agora, com esses dois pontos finais, nós vamos ter o ponto fronteiriço aprovado”, afirmou Jacob.

O que está travando o processo?

O principal impasse está relacionado às condições da infraestrutura de acesso à fronteira. Em entrevista, o prefeito afirmou que técnicos da ANTT levantaram questionamentos sobre a ausência de uma previsão de pavimentação completa do lado boliviano e de um trecho do lado brasileiro.

Para Jacob, essa exigência estaria dificultando a definição do ponto de fronteira brasileiro. Ele argumenta que a pavimentação do lado boliviano não estaria sob responsabilidade da ANTT e defende que a agência primeiro habilite o ponto para que os demais órgãos possam dar sequência à implantação da estrutura aduaneira.

A ANTT, por outro lado, informou que o processo segue em análise conforme os procedimentos estabelecidos pela Resolução nº 5.991/2022. A agência afirma que atualmente avalia as condições da infraestrutura rodoviária de acesso entre as localidades.

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Somente após a comprovação do atendimento de todos os requisitos o ponto poderá ser habilitado pela ANTT. Mesmo depois dessa etapa, a operação do corredor dependerá da autorização formal concedida pela Receita Federal para que o ponto de fronteira opere com o tráfego, armazenamento e fiscalização de cargas e passageiros internacionais.

O que a ANTT exige?

A Resolução nº 5.991/2022 estabelece os requisitos para a habilitação de novos pontos de fronteira ao tráfego internacional terrestre.

Entre as exigências estão a existência de acordo entre os países, a necessidade e conveniência da nova ligação para os dois lados da fronteira, condições adequadas de infraestrutura rodoviária, ou soluções de continuidade para o transporte e instalações para abrigar as autoridades fronteiriças.

A norma também estabelece que um ponto habilitado pela ANTT somente poderá receber o tráfego internacional depois da instalação da Receita Federal e de outros órgãos responsáveis pela fiscalização do fluxo de pessoas e cargas nas fronteiras.

É justamente nesse processo que estão concentradas as discussões envolvendo Vila Bela.

Prefeitura se compromete com estrutura para órgãos federais

Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, a Prefeitura de Vila Bela formalizou o compromisso de disponibilizar, sem custos para os órgãos públicos, espaço adequado para abrigar as autoridades que deverão atuar no futuro ponto de fronteira.

O documento cita Receita Federal, Polícia Federal, MAPA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A estrutura deverá contar, entre outros itens, com ambientes para acomodação e permanência das equipes, instalações sanitárias, energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário, internet, segurança, iluminação e acesso viário.

A Prefeitura também afirma que pretende participar de reuniões técnicas com os órgãos federais para definir as características e os requisitos das instalações.

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E a pavimentação?

Do lado brasileiro, as obras de pavimentação do trecho que integra o corredor já estão em andamento. A questão que permanece no centro do impasse é a continuidade da infraestrutura do lado boliviano.

O prefeito defende que a falta de pavimentação completa na Bolívia não impeça a habilitação do ponto de fronteira brasileiro. Segundo Jacob, a própria legislação permitiria a implantação da aduana em uma estrada ainda não totalmente pavimentada, desde que atendidas determinadas condições de fluxo

Na avaliação dele, sem a definição oficial do ponto de fronteira, também fica mais difícil atrair investimentos privados para a estrutura aduaneira.

A ANTT, entretanto, afirma que ainda avalia as condições da infraestrutura de acesso e aguarda informações complementares antes de concluir a análise.

Corredor pode criar nova rota para o agronegócio

A ligação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e San Ignacio de Velasco está sendo tratada como uma alternativa estratégica de integração entre Brasil e Bolívia.

O projeto prevê um trecho de aproximadamente 129 quilômetros entre as duas localidades. A expectativa é que, com a conclusão das obras nos dois países e a implantação da estrutura de fronteira, a rota amplie as possibilidades de circulação de cargas entre os mercados sul-americanos.

A nova ligação também é apontada como uma alternativa logística para o agronegócio de Mato Grosso. Entre as possibilidades está a importação de fertilizantes da Bolívia, como a ureia, além do transporte de produtos agrícolas brasileiros pelo território boliviano.

A rota também poderá ampliar o acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico, por meio de Porto Velho, enquanto cria uma alternativa para que produtos brasileiros alcancem o Oceano Pacífico pelo território boliviano.

Enquanto isso, a definição do ponto de fronteira permanece como a principal etapa para transformar o projeto do corredor entre Mato Grosso e Bolívia em uma rota internacional de transporte efetivamente operacional.

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