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Selo

MT tem primeiro frigorífico de ovinos com certificação para venda nacional

Certificação permite vender carne ovina para outros estados e pode ampliar a produção, gerar empregos e fortalecer a cadeia de ovinos em Mato Grosso

Publicado em

AGRONEGÓCIO

Foto: Reprodução

O primeiro estabelecimento de abate de ovinos de Mato Grosso a receber a certificação de integração ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) está localizado em Lucas do Rio Verde (MT). O selo foi entregue nesta quinta-feira (27), durante agenda do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, em Várzea Grande.

Com a certificação, o frigorífico, que até então estava autorizado a comercializar seus produtos apenas dentro de Mato Grosso, passa a ter a possibilidade de vender para outros estados brasileiros. A mudança amplia o mercado para a produção e pode impulsionar a cadeia de ovinos no estado.

A entrega da certificação foi feita na Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária em Mato Grosso. O reconhecimento é concedido por meio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental Alto Teles Pires (Cidesa ATP), formado por 16 municípios.

O consórcio já possuía equivalência ao Sisbi-POA para produtos vindos do abate de bovinos e agora ampliou a autorização para incluir produtos cárneos de ovinos.

Para o ministro André de Paula, a certificação representa um marco para a produção e cria novas possibilidades de comercialização para os produtores.

“Não é só a questão de vender no Brasil inteiro. É também a questão de estar habilitado para fornecer a compras públicas”, afirmou durante entrevista coletiva.

Segundo o ministro, o selo também pode contribuir para aproximar a produção local de programas de compras públicas, como a alimentação escolar, ao garantir que os produtos atendam aos padrões sanitários exigidos.

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Produção poderá chegar aos grandes centros

O proprietário do frigorífico, Bruno Lino da Cruz, destaca que a certificação representa uma mudança importante para uma produção que está concentrada em uma região com grande vocação agropecuária, mas distante dos maiores mercados consumidores do país.

“Mato Grosso é um polo produtor, mas, em densidade demográfica, a gente tem outros estados que são muito maiores. Então, essa é uma chave que vira para que a gente possa levar a produção do centro de Mato Grosso para os grandes centros populacionais do Brasil”, afirmou.

A expectativa é que a possibilidade de comercialização nacional permita ao frigorífico ampliar a escala de produção e alcançar consumidores de regiões com maior concentração populacional.

O estabelecimento começou a operar em 2023, com o abate de aproximadamente sete animais por mês. Desde então, a produção cresceu e atualmente chega a cerca de 300 ovinos mensais.

A capacidade instalada da planta, no entanto, é de aproximadamente 2 mil animais por mês, o que mostra o espaço disponível para expansão após a abertura de novos mercados. A estrutura física também foi ampliada. O frigorífico passou de 66 para 250 metros quadrados.

Com o novo mercado, a empresa prevê aumento da produção e também do número de trabalhadores. A estimativa é que o quadro de funcionários possa triplicar ou quadruplicar conforme a operação avance.

 

Certificação pode beneficiar outros frigoríficos

Além de ampliar o mercado para o estabelecimento de Lucas do Rio Verde, a certificação também cria condições para que outros frigoríficos de ovinos da região possam buscar a equivalência ao Sisbi-POA.

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De acordo com Rosa Maria Frandoloso, secretária executiva do Cidesa ATP, o consórcio passa a ter condições de certificar outros estabelecimentos do segmento.

“Quando a gente certifica o selo de inspeção Sisbi-POA para este frigorífico de ovinos, o consórcio tem a possibilidade de certificar outros frigoríficos de ovinos. Com isso temos o aumento de renda, aumento da economia do município, economia regional e também dá até emprego para mais famílias”, afirmou.

O consórcio conta com médicos-veterinários e fiscais responsáveis pela orientação e inspeção dos estabelecimentos. Com a ampliação do escopo para produtos cárneos de ovinos, outros empreendimentos poderão passar pelo processo de adequação e buscar a certificação.

 

Sisdagro também é ampliado em Mato Grosso

Durante a mesma agenda, o ministro André de Paula também participou do lançamento da ampliação do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A ferramenta reúne informações meteorológicas como chuva, temperatura, umidade do ar e vento e permite acompanhar as condições do tempo e a previsão para os cinco dias seguintes.

A plataforma foi apresentada como uma ferramenta de apoio à tomada de decisões no campo, especialmente diante dos desafios provocados pelas condições climáticas. A proposta é oferecer aos produtores informações mais precisas sobre o comportamento do tempo e auxiliar no planejamento das atividades agropecuárias.

 

 

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AGRONEGÓCIO

EUA ganham espaço como destino da carne de MT após alta de 50% nos embarques

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Foto: Reprodução

Os Estados Unidos ganharam espaço entre os destinos da carne bovina produzida em Mato Grosso em agosto. Os embarques para o mercado norte-americano cresceram 50,4% em relação a julho, em um movimento de maior participação de outros compradores internacionais da proteína mato-grossense.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em agosto foram embarcadas 8,2 mil toneladas para os Estados Unidos, frente a 5,4 mil toneladas em julho.

O avanço dos Estados Unidos ocorreu em um mês marcado pela diversificação dos destinos. De acordo com a Secex, as exportações para os mercados fora da China cresceram 31,11% na comparação mensal.

Além dos Estados Unidos, outros países registraram aumento expressivo nas compras em agosto. Os embarques para a Rússia avançaram 80,62%, enquanto as vendas para as Filipinas cresceram 57,11% na comparação com julho.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reforça a importância de se manter uma carteira ampla de compradores internacionais.

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“Quando diferentes mercados ampliam suas compras, a cadeia ganha mais alternativas para o escoamento da produção e fica menos exposta às oscilações de um único destino. A pecuária de Mato Grosso tem capacidade produtiva, qualidade e escala para atender compradores com diferentes perfis e exigências. Por isso, a diversificação é estratégica para dar maior estabilidade às exportações e fortalecer a presença da carne mato-grossense no comércio internacional”, afirma o diretor de Projetos do Imac.

No total, os frigoríficos de Mato Grosso exportaram 72,30 mil toneladas equivalentes-carcaça (TEC) de carne bovina em agosto, movimentando US$ 351,34 milhões.

Para Andrade, ampliar a presença em diferentes países também contribui para consolidar a imagem da carne produzida. “Estar presente em diferentes mercados mostra a capacidade da pecuária de Mato Grosso de atender demandas distintas. Essa presença internacional é importante não apenas para o volume comercializado, mas para construir relações comerciais de longo prazo e posicionar a carne mato-grossense entre compradores de diferentes regiões do mundo”.

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