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Calor extremo

Cuiabá ultrapassa recorde de calor e se torna capital brasileira mais quente em 2026

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Foto: Fablicio Rodrigues

Cuiabá registrou 41,2°C neste domingo (30), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura é a maior registrada na capital mato-grossense em 2026 e estabelece um novo recorde para o ano.

Com a marca, Cuiabá passa a ter a maior temperatura máxima registrada entre as capitais brasileiras em 2026, superando os 40,8°C registrados no Rio de Janeiro em janeiro.

O calor também superou o recorde anterior de Cuiabá neste ano, de 40,3°C, registrado em 25 de agosto. Segundo o Inmet, esta foi a sexta vez que Cuiabá registrou temperatura de 40°C ou mais neste mês.

Desfile Cívico será realizado à noite

Devido às altas temperaturas e ao tempo seco, o Desfile Cívico de 7 de Setembro será realizado à noite em Cuiabá neste ano. A concentração das instituições está marcada para as 18h30, na Rua Batista das Neves, em comemoração aos 204 anos da Independência do Brasil.

A mudança para o período noturno foi definida para proporcionar mais conforto aos estudantes, familiares e ao público, reduzindo a exposição ao calor durante a programação

Ao longo do percurso, haverá pontos de hidratação e espaços de descanso para os participantes e o público. Equipes de apoio também estarão posicionadas em locais estratégicos para orientar a população.

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Mato Grosso bate novo recorde e produz 58 milhões de toneladas de milho, aponta Imea

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Mato Grosso encerrou a safra 2025/26 de milho com um novo recorde de produção. O estado alcançou 58,04 milhões de toneladas do cereal, volume 4,69% superior às 55,43 milhões de toneladas registradas na temporada anterior. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta segunda-feira (31).

O resultado mostra mais um ciclo de crescimento da produção de milho no estado e foi sustentado tanto pelo avanço da área cultivada quanto pelo aumento da produtividade das lavouras.

Segundo o relatório de Oferta e Demanda do Imea, a área plantada na safra 2025/26 foi consolidada em 7,43 milhões de hectares, crescimento de 2,41% em comparação com os 7,25 milhões de hectares registrados na temporada anterior.

A produtividade média também apresentou alta. O estado alcançou 130,11 sacas por hectare, resultado 2,23% superior às 127,27 sacas por hectare obtidas na safra 2024/25.

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 foi concluída em Mato Grosso no dia 21 de agosto. Durante o ciclo, o prolongamento das chuvas nas principais regiões produtoras contribuiu para o desenvolvimento das plantas e para o enchimento dos grãos.

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Apesar de perdas pontuais registradas em áreas semeadas fora da janela considerada ideal, o desempenho geral das lavouras foi suficiente para elevar a produtividade média estadual.

Próxima safra deve ter queda na produção

Apesar do recorde alcançado em 2025/26, as primeiras projeções para a próxima temporada apontam para um cenário mais cauteloso.

O Imea estima que a área cultivada com milho na safra 2026/27 cresça apenas 0,59%, chegando a 7,48 milhões de hectares. O avanço da área, porém, não deve ser suficiente para evitar uma redução na produção.

🌽 Safra de Milho MT (2026/27)

Safra de Milho MT (2026/27) — 1ª Estimativa

🏆 Base de Comparação: Safra 2025/26 (Recorde Consolidado)
🌱 Área: 7,43M ha
🌾 Produtividade: 130,11 sc/ha
🚜 Produção: 58,04M ton

Área Projetada 🌱
7,48M ha (↑ +0,59%)
Expectativa de demanda doméstica forte.

Produtividade 📉
119,64 sc/ha (↓ -8,05%)
Queda frente ao recorde por risco hídrico.

Produção Total 🚜
53,68M ton (↓ -7,50%)
Recuo devido à menor produtividade esperada.

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Consumo Interno (MT) 🏭
27,04M ton (↑ +16,23%)
Forte expansão puxada por usinas de etanol de milho.

Exportações 🚢
17,50M ton (↓ -27,39%)
Menor disponibilidade e maior retenção no mercado interno.

Fonte: Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária)

A produtividade inicialmente projetada é de 119,64 sacas por hectare, queda de 8,05% em relação ao resultado consolidado da safra atual. Com isso, a produção estimada é de 53,68 milhões de toneladas, volume 7,50% inferior da temporada 2025/26.

Entre os fatores de atenção está a possibilidade de atuação do El Niño, que pode atrasar o plantio da soja e, consequentemente, reduzir o período disponível para a semeadura do milho dentro da janela considerada ideal.

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