Ação planejada
Operação apura furto de avião usado por traficantes em MT
GERAL
A Polícia Federal e a Polícia Civil de Mato Grosso deflagraram, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Black Box, em Juara (650 km de Cuiabá), para investigar o furto de uma aeronave que havia sido apreendida durante uma ação contra o tráfico internacional de drogas em 2025.
Ao todo, os policiais cumprem três mandados de busca e apreensão. Dois deles foram expedidos pela Justiça Federal da Subseção Judiciária de Juína e outro pela 2ª Vara Cível da Comarca de Juara.
Segundo as investigações, o desaparecimento do avião teria sido uma ação planejada para eliminar ou ocultar provas ligadas a crimes transnacionais, dificultando a responsabilização dos envolvidos e prejudicando o andamento das apurações.
A suspeita é de que pessoas ligadas ao mesmo esquema de tráfico internacional atuaram de forma coordenada para retirar a aeronave do local onde estava apreendida.
Avião sumiu após apreensão
O caso ganhou repercussão em outubro de 2025, quando a aeronave desapareceu de uma área próxima a Juara. O avião estava sob custódia após ter sido apreendido no dia 31 de agosto do mesmo ano, durante uma operação policial que desarticulou uma rota do tráfico vinda da Bolívia.
Na ocasião, equipes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) identificaram uma pista clandestina em uma fazenda da zona rural do município, usada para pouso de aeronaves carregadas com drogas.
Durante a ação, os militares localizaram o monomotor, uma caminhonete Toyota Hilux e 6 suspeitos no local, sendo 4 brasileiros e dois bolivianos. Dentro da caminhonete havia carregamento de cocaína.
Ainda conforme a ocorrência, um dos estrangeiros possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça da Bolívia.
Além da droga, também foram apreendidos um tablete de cloridrato de cocaína, 3 armas de fogo longas, munições, equipamentos de radiocomunicação e dinheiro em moeda estrangeira.
Agora, com a Operação Black Box, as forças de segurança buscam localizar a aeronave furtada, recuperar provas e identificar todos os envolvidos na retirada ilegal do bem.
Os investigados poderão responder por furto qualificado, além de outros crimes relacionados à obstrução da investigação.
GERAL
Desembargador afastado de MT obtém acesso a inquérito no STJ
A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou o acesso da defesa do desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), João Ferreira Filho, aos autos do inquérito em que ele é investigado na Corte por suposta venda de sentenças.
O magistrado está afastado do cargo desde agosto de 2024, após ser alvo da Operação Sisamnes, da Polícia Federal.
Conforme o jornal A Gazeta, a informação foi prestada pela ministra ao Supremo Tribunal Federal (STF), no habeas corpus relatado pelo ministro Cristiano Zanin, no qual defesa de João Filho apontava inércia do STJ em apreciar pedidos de acesso ao inquérito, bem como a manutenção do afastamento e outras medidas cautelares impostas há mais de 1 ano e 4 meses. O processo está sob segredo de justiça.
No HC, os advogados apontavam que a ausência de decisão sobre o acesso ao inquérito impedia a atuação da defesa e o exercício do contraditório e da ampla defesa.
“Tecidas as devidas considerações, sem muito esforço é possível verificar a coação ilegal perpetrada em desfavor do paciente. Tudo isso porque, conforme evidenciado, apesar das tentativas de acesso aos autos investigativos, D. Autoridade Coatora se manteve inerte, conferindo à investigação um caráter secreto sem qualquer justificativa, violando a ordem constitucional vigente”, consta no pedido ao STF.
Após a decisão da magistrada, o ministro considerou prejudicado o pedido da defesa que alegava cerceamento por falta de acesso integral aos autos e declarou a perda de objeto nesse ponto.
Zanin ainda deve decidir sobre outros pontos elencados pela defesa, como o afastamento do cargo e o cumprimento das medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com outros investigados, a restrição de acesso ao Judiciário e o bloqueio de até R$ 500 mil.
Afastamento e aposentadoria
Ferreira Filho é suspeito de participar de um esquema de venda de sentenças no TJ-MT, revelado após a análise de conversas no celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023, em Cuiabá.
A decisão que afastou Ferreira Filho também atingiu o desembargador Sebastião Moraes Filho, atualmente aposentado compulsoriamente pelo TJ-MT. Ele também responde a processo administrativo disciplinar (PAD) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a inquérito no STJ.
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