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Multinacional abre 21 vagas de emprego para atendimento na BR-163 em MT

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GERAL

Foto: Divulgação

O Brasil tem ampliado a cobertura de atendimento pré-hospitalar em rodovias estratégicas, acompanhando o aumento do fluxo de veículos e a crescente complexidade dos acidentes, que exigem respostas cada vez mais rápidas. Em Mato Grosso, o corredor da Nova Rota do Oeste (BR-163), que conecta as cidades de Sinop à divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, consolidou-se como um dos principais eixos logísticos do país. Ele liga regiões de alta produção agrícola, como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, aos portos e centros de distribuição do Sudeste.

O trecho concentra transporte intenso de grãos, proteína animal, combustíveis e insumos industriais, além de veículos de passeio e ônibus interestaduais. A combinação entre longas distâncias, tráfego pesado e velocidade operacional elevada torna a rodovia especialmente sensível a ocorrências graves.

Nesse contexto, o Grupo Med+ abre 21 vagas em 13 municípios de Mato Grosso, sendo para motorista socorrista, resgatista, enfermeiro(a) ferista e assistente administrativo, reforçando equipes responsáveis pelo atendimento e pelo suporte à operação ao longo da rodovia.

As oportunidades estão distribuídas entre Acorizal, Juscimeira, Nova Mutum, Sorriso, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Nobres, Jaciara, Rondonópolis, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Rosário do Oeste e Jangada. Diamantino concentra quatro oportunidades, Sorriso três, enquanto Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Nobres têm duas vagas cada.

As demais cidades contam com outras oportunidades nas funções de Motorista Socorrista, Resgatista e Enfermagem, a atuação ocorre diretamente nas bases operacionais da Nova Rota do Oeste, em atividades ligadas ao atendimento pré-hospitalar, suporte básico ou avançado de vida e transporte seguro de pacientes.

Já a vaga administrativa, em Várzea Grande, envolve apoio à operação, com controle de estoques, materiais, vencimento de medicamentos e insumos, recebimento de compras e conferência de registros de ponto.

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O que é necessário para atuar em cada cargo

• Resgatista Ensino Médio Completo; Curso de APH – Atendimento Pré-Hospitalar atualizado; Curso de SBV/BLS – Suporte Básico de Vida; e Carteira de Vacinação atualizada, com exigência de Febre Amarela e Antitetânica nas vagas que especificam essas imunizações. As funções envolvem atuação no suporte básico de vida e no atendimento pré-hospitalar rodoviário.

• Motorista Socorrista Ensino Médio Completo; Curso de APH – Atendimento Pré-Hospitalar, com algumas vagas exigindo carga horária de 200 horas; Curso de SBV; CNH categoria D; Curso de Condutor de Veículo de Emergência (CVE); e Carteira de Vacinação atualizada, incluindo Febre Amarela e Antitetânica nas vagas em que a exigência está especificada. Os profissionais atuam na condução de veículos de emergência e no suporte às equipes durante os atendimentos rodoviários.

• Enfermeiro Ferista Graduação em Enfermagem; Curso de APH atualizado; e Carteira de Vacinação atualizada com Febre Amarela e Antitetânica. Para a oportunidade de Nova Mutum, também é solicitado Curso de SBV, enquanto a vaga de Rondonópolis exige COREN ativo. A atuação envolve atendimento pré-hospitalar de suporte avançado de vida, assistência direta a pacientes graves e, conforme a base, gerenciamento das equipes, medicamentos e insumos.

• Assistente Administrativo Ensino Médio Completo; Curso de SBV; e Carteira de Vacinação atualizada com Antitetânica e Febre Amarela. Entre as atividades estão apoio às solicitações de materiais, controle de estoques do escritório e das bases, acompanhamento do vencimento de medicamentos e insumos, recebimento e conferência de compras e apoio à conferência dos registros de ponto.

A atuação nessas funções exige preparo contínuo e disciplina técnica. Em uma rodovia com tráfego intenso de cargas e passageiros, a presença de profissionais capacitados contribui para reduzir o tempo de resposta e dar mais segurança ao atendimento de ocorrências de maior complexidade. A ampliação das equipes também acompanha a necessidade de reforçar a assistência em corredores logísticos estratégicos, onde qualquer demora pode alterar o desfecho de uma emergência.

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Para Bruna Reis, CEO do Grupo Med+, a presença permanente das equipes é um dos principais fatores para garantir eficiência no atendimento. “Cada base ativa representa uma estrutura pronta para agir em minutos. Em rodovias de alta circulação, salvar vidas depende de equipe treinada, infraestrutura adequada e presença constante nos pontos mais sensíveis”, afirma. Candidaturas abertas: Interessados podem se cadastrar na página de carreiras da MED+ pelo site: https://medmais.gupy.io ou  enviar currículo para [email protected]

Sobre o Grupo Med+https://medmais.com/    

É a maior empresa de emergências aeroportuárias da América Latina, com R$ 1,8 bilhão em contratos e presença em 49 aeroportos e 12 rodovias do Brasil. Conta com cerca de 6 mil colaboradores, responsáveis por atender mais de 56 milhões de pessoas por ano, entre brasileiros e estrangeiros. Em 2024, apresentou crescimento de 150%, consolidando-se como a empresa benchmark do setor e figurando entre as 2 melhores para se trabalhar em saúde, segundo o Great Place to Work (GPTW).       Em 2025, ampliou sua atuação para o setor educacional, atendendo 5,3 mil escolas e 3,5 milhões de alunos da rede pública paulista, com foco em prevenção de bullying e saúde emocional. A empresa adota o conceito de capitalismo consciente, combinando propósito e performance para promover desenvolvimento humano, bem-estar no trabalho e rentabilidade sustentável. Atualmente, 56% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, reforçando o compromisso com diversidade e equidade.

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Corredor rodoviário entre Mato Grosso e Bolívia depende de decisão da ANTT; entenda

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Foto: Reprodução

O corredor rodoviário que pretende ligar Mato Grosso à Bolívia pela região de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) ainda depende de uma decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para avançar. O processo de habilitação do novo ponto de fronteira entre Vila Bela e San Ignacio de Velasco, na Bolívia, está em análise e entrou em uma etapa considerada decisiva para a implantação da nova rota internacional.

Segundo o prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken (MDB), uma reunião realizada nesta terça-feira (2) na ANTT, com a participação do senador Carlos Fávaro (PSD), de representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da direção da agência, definiu os últimos compromissos que precisam ser formalizados para que o processo avance.

De acordo com o prefeito, a ANTT solicitou uma declaração da Casa Civil de Mato Grosso confirmando o compromisso do Estado com a conclusão da pavimentação até a região da fronteira. A Prefeitura também formalizou que disponibilizará a estrutura necessária para servir de apoio às autoridades que atuarão no futuro ponto de fronteira.

“Está caminhando. Eu acho que agora, com esses dois pontos finais, nós vamos ter o ponto fronteiriço aprovado”, afirmou Jacob.

O que está travando o processo?

O principal impasse está relacionado às condições da infraestrutura de acesso à fronteira. Em entrevista, o prefeito afirmou que técnicos da ANTT levantaram questionamentos sobre a ausência de uma previsão de pavimentação completa do lado boliviano e de um trecho do lado brasileiro.

Para Jacob, essa exigência estaria dificultando a definição do ponto de fronteira brasileiro. Ele argumenta que a pavimentação do lado boliviano não estaria sob responsabilidade da ANTT e defende que a agência primeiro habilite o ponto para que os demais órgãos possam dar sequência à implantação da estrutura aduaneira.

A ANTT, por outro lado, informou que o processo segue em análise conforme os procedimentos estabelecidos pela Resolução nº 5.991/2022. A agência afirma que atualmente avalia as condições da infraestrutura rodoviária de acesso entre as localidades.

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Somente após a comprovação do atendimento de todos os requisitos o ponto poderá ser habilitado pela ANTT. Mesmo depois dessa etapa, a operação do corredor dependerá da autorização formal concedida pela Receita Federal para que o ponto de fronteira opere com o tráfego, armazenamento e fiscalização de cargas e passageiros internacionais.

O que a ANTT exige?

A Resolução nº 5.991/2022 estabelece os requisitos para a habilitação de novos pontos de fronteira ao tráfego internacional terrestre.

Entre as exigências estão a existência de acordo entre os países, a necessidade e conveniência da nova ligação para os dois lados da fronteira, condições adequadas de infraestrutura rodoviária, ou soluções de continuidade para o transporte e instalações para abrigar as autoridades fronteiriças.

A norma também estabelece que um ponto habilitado pela ANTT somente poderá receber o tráfego internacional depois da instalação da Receita Federal e de outros órgãos responsáveis pela fiscalização do fluxo de pessoas e cargas nas fronteiras.

É justamente nesse processo que estão concentradas as discussões envolvendo Vila Bela.

Prefeitura se compromete com estrutura para órgãos federais

Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, a Prefeitura de Vila Bela formalizou o compromisso de disponibilizar, sem custos para os órgãos públicos, espaço adequado para abrigar as autoridades que deverão atuar no futuro ponto de fronteira.

O documento cita Receita Federal, Polícia Federal, MAPA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A estrutura deverá contar, entre outros itens, com ambientes para acomodação e permanência das equipes, instalações sanitárias, energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário, internet, segurança, iluminação e acesso viário.

A Prefeitura também afirma que pretende participar de reuniões técnicas com os órgãos federais para definir as características e os requisitos das instalações.

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E a pavimentação?

Do lado brasileiro, as obras de pavimentação do trecho que integra o corredor já estão em andamento. A questão que permanece no centro do impasse é a continuidade da infraestrutura do lado boliviano.

O prefeito defende que a falta de pavimentação completa na Bolívia não impeça a habilitação do ponto de fronteira brasileiro. Segundo Jacob, a própria legislação permitiria a implantação da aduana em uma estrada ainda não totalmente pavimentada, desde que atendidas determinadas condições de fluxo

Na avaliação dele, sem a definição oficial do ponto de fronteira, também fica mais difícil atrair investimentos privados para a estrutura aduaneira.

A ANTT, entretanto, afirma que ainda avalia as condições da infraestrutura de acesso e aguarda informações complementares antes de concluir a análise.

Corredor pode criar nova rota para o agronegócio

A ligação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e San Ignacio de Velasco está sendo tratada como uma alternativa estratégica de integração entre Brasil e Bolívia.

O projeto prevê um trecho de aproximadamente 129 quilômetros entre as duas localidades. A expectativa é que, com a conclusão das obras nos dois países e a implantação da estrutura de fronteira, a rota amplie as possibilidades de circulação de cargas entre os mercados sul-americanos.

A nova ligação também é apontada como uma alternativa logística para o agronegócio de Mato Grosso. Entre as possibilidades está a importação de fertilizantes da Bolívia, como a ureia, além do transporte de produtos agrícolas brasileiros pelo território boliviano.

A rota também poderá ampliar o acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico, por meio de Porto Velho, enquanto cria uma alternativa para que produtos brasileiros alcancem o Oceano Pacífico pelo território boliviano.

Enquanto isso, a definição do ponto de fronteira permanece como a principal etapa para transformar o projeto do corredor entre Mato Grosso e Bolívia em uma rota internacional de transporte efetivamente operacional.

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