Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

Assassinato de Zampieri

MPE pede prisão de advogado e outros dois acusados de homicídio

Publicado em

GERAL

O Ministério Público Estadual (MPE) recorreu da decisão que negou a prisão preventiva do advogado Peterson Venites Komel Júnior, de Salézia Maria Pereira de Oliveira e de Mario Jorge Bucater, alvos da 7ª Fase da Operação Sisamnes, que investiga o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá. Eles cumprem medidas cautelares.

O recurso foi protocolado na última quarta-feira (24) e busca reformar a decisão da juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, que recebeu a denúncia, mas manteve os três submetidos apenas a medidas cautelares diversas da prisão.

Os três foram denunciados pelo MPE em maio deste ano, juntamente com o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do assassinato de Zampieri, além de outras quatro pessoas supostamente envolvidas no crime. Conforme a investigação, eles integrariam uma suposta organização criminosa responsável pela prática de crimes como espionagem e homicídios sob encomenda.

Ao receber a denúncia, a magistrada entendeu que não havia fatos novos capazes de justificar a decretação da prisão preventiva de Peterson, Salézia e Mario Jorge, uma vez que eles já cumpriam medidas cautelares impostas anteriormente pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na decisão, a juíza destacou que os denunciados permanecem monitorados por tornozeleira eletrônica, estão proibidos de manter contato entre si e com os demais investigados, não podem deixar a comarca onde residem sem autorização judicial, estão impedidos de sair do país, tiveram os passaportes recolhidos e cumprem recolhimento domiciliar noturno.

Leia Também:  Mato Grosso ganha 139 mil eleitores e redesenha eleitorado

Para o MPE, no entanto, estão presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva, razão pela qual requereu a reforma da decisão perante o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

“Posto isso, requer que seja o presente recurso recebido, porquanto tempestivo e concedida vista dos autos para apresentação das respectivas razões recursais, a fim de que, em sede de juízo de retratação, seja reformada a respeitável decisão vergastada, ao passo que, se mantida, seja encaminhado ao E. Tribunal de Justiça para regular processamento e julgamento”, consta no pedido.

O MPE também se posicionou contra o pedido de Peterson para revogar o monitoramento eletrônico e retirar a proibição de deixar a comarca onde reside.

A defesa alegou que a tornozeleira eletrônica seria desproporcional, que o advogado colaborou com as investigações, cumpriu todas as determinações judiciais e que a medida estaria prejudicando o exercício da profissão. Também sustentou que a cautelar representaria antecipação de pena.

O MPE rebateu os argumentos e apontou que a ausência de descumprimento das medidas não autoriza sua revogação. Segundo o órgão, o fato de Peterson ter observado as cautelares demonstra apenas o cumprimento de uma determinação judicial, não afastando a necessidade de manutenção das restrições impostas.

O órgão também sustentou que o monitoramento eletrônico constitui medida legítima e menos gravosa que a prisão preventiva, sendo necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

Leia Também:  TJ-MT nega absolvição de pecuarista por explorar área desmatada

Além disso, pontuou que o tempo decorrido desde a imposição das cautelares não implica sua revogação automática e que eventual desconforto causado ao exercício da advocacia não se sobrepõe ao interesse público na regular condução da ação penal.

Ainda no documento, o MPE manifestou-se favoravelmente ao pedido da defesa para que Peterson tenha acesso integral ao conteúdo dos HDs apreendidos pela Polícia Federal e possa realizar cópia dos arquivos.

Contudo, os promotores se opuseram à suspensão do prazo para apresentação da resposta à acusação e também defenderam que o iPhone 15 e o notebook Dell apreendidos permaneçam sob custódia, apesar de já terem sido periciados, por entenderem que ainda poderão ser utilizados como prova durante a instrução criminal.

O crime 

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado com 10 tiros na noite do dia 5 de dezembro de 2023, quando deixava o escritório do qual era sócio, o Zampieri & Campos, no Bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Vídeo de câmera de segurança filmou o advogado caminhando até sua Fiat Toro, e sentando no banco do motorista.

O atirador, que ficou sentado na calçada em frente ao estabelecimento por mais de uma hora, aguardando a saída do jurista, se aproximou do veículo, sacou a arma e, da calçada, atirou diversas vezes em Zampieri.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

SES distribui vacina Pneumo 20 aos municípios de Mato Grosso

Publicados

em

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu 14.700 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente do Ministério da Saúde e já distribuiu aos Escritórios Regionais de Saúde, responsáveis pelo abastecimento dos municípios. A vacina começou a ser oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae.

“É muito importante que os pais levem as crianças pequenas aos postos de saúde para se vacinarem, pois a imunização contribui para a redução de doenças graves, hospitalizações e mortes”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Roberto Arcanjo Dias, a vacina passa a integrar o calendário de rotina para crianças menores de 5 anos de idade, conforme orientação do Ministério da Saúde.

“A vacina Pneumo 20 não protege contra a meningite meningocócica do sorogrupo B, conhecida como meningite B, mas oferece proteção contra 20 sorotipos do pneumococo e previne doenças graves, como pneumonia, meningite pneumocócica e outras infecções invasivas. Por isso, é fundamental que as crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias sejam vacinadas”, afirmou.

Leia Também:  Mato Grosso ganha 139 mil eleitores e redesenha eleitorado

A vacina também protege contra a otite média, doença que pode causar perda auditiva e infecção generalizada que pode levar à morte.

“A Pneumo 20 pode custar mais de R$ 500 na rede privada e agora está disponível, gratuitamente, para a população. Então esta é mais uma conquista do SUS a ser comemorada”, acrescentou o superintendente.

Vacinação já começou em Mato Grosso

A vacinação está sendo realizada pelos municípios, nas salas de vacinação, conforme o recebimento das doses e a organização da rede local. Na Baixada Cuiabana, a grande maioria dos municípios retirou as doses e está apta a iniciar a imunização.

Segundo as prefeituras, a vacina já está disponível nas 25 unidades de saúde de Várzea Grande e nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá.

As doses são ofertadas aos seguintes grupos prioritários: crianças menores de 5 anos, povos indígenas sem histórico vacinal com pneumo conjugada, idosos com 60 anos ou mais acamados ou institucionalizados, e pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Leia Também:  Flávio Dino suspende decreto de Lula que ampliou terra indígena em Mato Grosso

Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), a Pneumo 20 substituirá as vacinas pneumocócicas 13-valente (Pneumo 13) e polissacarídica 23-valente (Pneumo 23) para os públicos contemplados pelos critérios vigentes.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA