Vida bandida
Missionária evangélica presa em Cuiabá pediu ajuda da facção para matar ladrão que furtou sua casa
GERAL
Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, que se passava por missionária evangélica para manter contato com faccionados presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), utilizou do apoio a facção para localizar um bandido que furtou a sua casa. Rhavenna foi presa na Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil no dia 16 de julho. Conforme as investigações, ela mantinha um relacionamento íntimo com o líder de uma facção com forte atuação em Mato Grosso.
Em conversa com seu primo, Rhuan Barcelos da Conceição, ela revelou que os faccionados já estavam à procura do ladrão.
No dia 25 de setembro do ano passado, em diálogo com um contato salvo como “Cliente Pedregal”, Rhavenna enviou o vídeo do furto e perguntou se encontraram o autor, sendo respondida com a mensagem: “Tamo atrás canjica, tamo ino lá, vou matar esse fdp”.
Na sequência, o “Cliente Pedregal” enviou a imagem de um homem amarrado.
No dia 29 de setembro, o diálogo continua e ela pergunta “nem sinal do cara né?” e é informada que não o localizaram.
O “Cliente Pedregal” enviou a ela R$500 e pediu desculpas pelo atraso.
Tanto Rhavenna, quanto Rhuan foram denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Fariseus, por integrar a facção criminosa.
Também foram denunciados Renildo da Silva Rios, vulgo “Véio” ou “Velhote”, apontado como conselheiro da facção; a mãe de Rhavenna, Orminda Carlos de Barcelos, acusada de gerenciar lavagem de dinheiro, ocultar e vender armas; e as irmãs de Rhavenna, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, acusadas de movimentar e ocultar valores e bens da facção.
O pai de Rhavenna, o pastor Nivaldo de Almeida, também foi apontado como um dos envolvidos no bando, mas ele morreu no último dia 5 de setembro em decorrência de um câncer.
A denúncia do Ministério Público contra os faccionados revelou que a família realizava visitas frequentes à PCE, apresentando-se como líderes religiosos e membros do grupo de evangelização “Resgatando Vidas” para manter contato com líderes de facção e entregar celulares e carregadores a eles.
Ainda de acordo com o MP, o núcleo familiar ia com frequência às favelas do Rio de Janeiro e fazia exposição de luxo exacerbado e armas.
Além disso, Rhavenna se relacionava amorosamente com Jonas Souza Gonçalves Júnior, vulgo Batman, e Renildo, o Velhote.
A denuncia aponta ainda ligação da família de missionários com Sandro Silva Rabelo, o Sandro Louco, apontado como líder número 1 da facção criminosa em Mato Grosso.
GERAL
Médicos contratados do HMC denunciam atraso nos pagamentos e ameaçam parar
Médicos contratados para trabalhar no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) reclamam de salários atrasados há cinco meses e ameaçam parar os serviços. A denunciante afirma que muitos profissionais ainda não receberam sequer o pagamento de março e não há resposta por parte da Prefeitura de Cuiabá sobre a regularização dos repasses. Segundo relato, os servidores eram contratados diretamente pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública, mas houve mudança para terceirizada em maio.
Em conversa com GD, a denunciante relata que muitos médicos enfrentam dificuldades financeiras com as contas básicas diante do atraso nos repasses.
“A empresa diz não ter recebido o repasse da prefeitura, porém ter o capital é 100% responsabilidade da empresa, independentemente se houve repasse ou não”, argumenta a médica, que preferiu não se identificar.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece, por meio da Resolução CFM nº 2.462/2026, regras rígidas para punir empresas, cooperativas e organizações sociais que atrasam ou não pagam os honorários dos médicos. Segundo os médicos contratados, a Empresa Cuiabana de Saúde Pública alega não ter recebido o repasse da prefeitura.
Os médicos contratados afetados pela falta de pagamento aguardam uma resposta da diretoria do HMC e pretendem acionar a Justiça, caso a situação não seja resolvida, além da possibilidade de uma paralisação dos atendimentos.
Outro lado
A Prefeitura de Cuiabá foi procurada, mas não encaminhou resposta sobre a queixa da profissional.
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