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Publicação no Instagram

TRE manda apagar vídeo de Abilio que acusa eleitores do PT de serem presidiários e faccionados

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GERAL

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) mandou o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) apagar do Instagram um vídeo em que ele relaciona os eleitores do presidente Lula da Silva (PT) a presidiários, integrantes de facções criminosas e usuários de drogas. A exclusão deve ser feita em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da decisão.

A medida atende a uma Representação Eleitoral ajuizada pela Federal Brasil da Esperança em Mato Grosso (PT, PV e PcdoB).

Além das críticas ao PT, a publicação termina com pedido de voto para candidatos do PL e com afirmações de que seria necessário “tirar o mal do poder”.

Em decisão proferida nessa terça-feira (15), o juiz Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado entendeu que o conteúdo pode ter ultrapassado os limites da crítica política e da liberdade de expressão.

Segundo o magistrado, o problema não está simplesmente nas críticas ao Lula, ao PT ou às suas propostas, mas no fato de o vídeo usar a associação de seus eleitores à criminalidade, às drogas e a comportamentos moralmente depreciados como argumento para atacar a imagem do partido esquerdista e, ao mesmo tempo, promover candidatos bolsonaristas.

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“Nesse cenário, não se está, em princípio, diante de manifestação abstrata de opinião sobre temas políticos sensíveis, mas de conteúdo eleitoral que utiliza a imputação indiscriminada de atributos criminosos e moralmente degradantes ao eleitorado adversário como mecanismo de convencimento para obtenção de votos e rejeição à agremiação representante”, diz trecho da decisão.

O juiz também considerou que a publicação poderia continuar sendo compartilhada e influenciar eleitores durante o período eleitoral, justificando a determinação para apagar o conteúdo com urgência.

“A capacidade de compartilhamento, replicação e difusão sucessiva das publicações em plataformas digitais permite que a mensagem continue influenciando a formação da vontade do eleitorado enquanto tramita o processo. A tutela concedida apenas ao final poderia mostrar-se ineficaz, sobretudo porque a utilidade eleitoral da publicação está diretamente vinculada ao período que antecede a votação”, destacou o magistrado.

Após a decisão, o conteúdo foi excluído do Instagram do prefeito.

Caso, ao final do processo, não seja confirmada a ilicitude da publicação, Abilio poderá disponibilizar novamente o vídeo em suas redes sociais.

Abilio Brunini também virou alvo de representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela coligação “Brasil Pronto pra Mais”, formada para apoiar a chapa de Lula e Geraldo Alckmin nas eleições presidenciais deste ano.

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GERAL

Médicos contratados do HMC denunciam atraso nos pagamentos e ameaçam parar

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Foto: Divulgação

Médicos contratados para trabalhar no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) reclamam de salários atrasados há cinco meses e ameaçam parar os serviços. A denunciante afirma que muitos profissionais ainda não receberam sequer o pagamento de março e não há resposta por parte da Prefeitura de Cuiabá sobre a regularização dos repasses. Segundo relato, os servidores eram contratados diretamente pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública, mas houve mudança para terceirizada em maio.

Em conversa com GD, a denunciante relata que muitos médicos enfrentam dificuldades financeiras com as contas básicas diante do atraso nos repasses.

“A empresa diz não ter recebido o repasse da prefeitura, porém ter o capital é 100% responsabilidade da empresa, independentemente se houve repasse ou não”, argumenta a médica, que preferiu não se identificar.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece, por meio da Resolução CFM nº 2.462/2026, regras rígidas para punir empresas, cooperativas e organizações sociais que atrasam ou não pagam os honorários dos médicos. Segundo os médicos contratados, a Empresa Cuiabana de Saúde Pública alega não ter recebido o repasse da prefeitura.

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Os médicos contratados afetados pela falta de pagamento aguardam uma resposta da diretoria do HMC e pretendem acionar a Justiça, caso a situação não seja resolvida, além da possibilidade de uma paralisação dos atendimentos.

Outro lado

A Prefeitura de Cuiabá foi procurada, mas não encaminhou resposta sobre a queixa da profissional.

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