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Mato Grosso registra recorde de esmagamento de soja em fevereiro de 2024

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AGRICULTURA

Foto: Divulgação

O setor de esmagamento de soja atingiu um marco histórico em fevereiro de 2024, com um volume processado totalizando 1,04 milhão de toneladas em Mato Grosso. Esse número representa um aumento significativo de 19,33% em comparação com o mesmo período do ano anterior e é 17,99% maior do que a média dos últimos cinco anos. As informações são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Vários fatores contribuíram para esse aumento no volume de soja esmagada durante o mês. A abertura de novas indústrias no estado desempenhou um papel fundamental, ampliando a capacidade de processamento. Além disso, a demanda externa pelo farelo de soja permaneceu aquecida, impulsionando a produção”, informou o Imea em boletim.

Em relação à margem bruta de esmagamento, um indicador-chave para a rentabilidade do setor, fevereiro de 2024 viu uma média de R$ 538,42 por saca, representando um aumento de 3,21% em comparação com janeiro do mesmo ano. Esse cenário foi influenciado pela queda nos preços da soja em grão, que foi compensada pela menor desvalorização nos preços dos subprodutos da oleaginosa.

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As expectativas para março de 2024 são igualmente otimistas, com projeções de que o ritmo de esmagamento permaneça aquecido. Os dados preliminares indicam um aumento na margem bruta nos primeiros quinze dias do mês, sugerindo uma tendência positiva para a média estadual ao longo do período.

Este recorde de esmagamento de soja em fevereiro destaca a robustez e a importância contínua do setor agrícola de Mato Grosso, não apenas para a economia local, mas também para o fornecimento global de commodities agrícolas. O estado continua a afirmar-se como um dos principais produtores e exportadores de soja do mundo, impulsionando o desenvolvimento regional e nacional.

 

 

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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