Sonegação
Justiça penhora R$ 2,3 milhões de herdeiros de ex-servidor da Sefaz condenado por esquema em MT
GERAL
A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, determinou a penhora de R$ 2,3 milhões em créditos pertencentes ao espólio do ex-servidor da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), José Roberto Aguado Quirosa, condenado por envolvimento em um esquema de sonegação de impostos e comercialização de notas fiscais falsas. Ele morreu em 2020.
A decisão foi publicada nesta quinta-feira (17).
Conforme a decisão, os valores que serão penhorados fazem parte de créditos judiciais reconhecidos em ações movidas por José Roberto contra o Poder Público e que, após a morte dele, passaram a integrar o patrimônio destinado aos herdeiros.
Um dos processos tramita na Vara Especializada da Fazenda Pública de Sinop e envolve um crédito de R$ 3.980.145,04. O outro está na 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, onde são pleiteados R$ 278.013,09.
A penhora, no entanto, fica limitada a R$ 2,3 milhões, valor necessário para garantir o pagamento da dívida decorrente da condenação do ex-servidor.
Com a decisão, os juízos responsáveis pelos processos em Cuiabá e Sinop deverão ser comunicados para registrar a penhora. Dessa forma, eventuais valores liberados por meio de precatório ou RPV (Requisição de Pequeno Valor) deverão ser transferidos diretamente para a Vara Especializada em Ações Coletivas.
“Ressalta-se que o espólio responde pelas dívidas do falecido nos limites da herança, de modo que os créditos decorrentes de decisões judiciais favoráveis ao de cujus integram o acervo patrimonial passível de constrição para adimplemento da obrigação executada”, afirmou a magistrada.
A condenação
José Roberto foi condenado em 2013 em uma ação proposta pelo Ministério Público Estadual a partir de uma investigação iniciada em 1999, que revelou um esquema de sonegação fiscal envolvendo contribuintes e servidores fazendários em Mato Grosso.
Segundo a ação, servidores se valiam das prerrogativas dos cargos públicos para viabilizar fraudes fiscais em benefício de terceiros.
O esquema consistia, entre outras práticas, na comercialização de notas fiscais consideradas inidôneas para empresários e comerciantes do setor madeireiro interessados em sonegar tributos e realizar outras fraudes fiscais.
Conforme o Ministério Público, José Roberto era proprietário e responsável pela manipulação de documentos fiscais de diversas empresas de fachada. Ele também teria atuado na inserção e manutenção de informações falsas perante o Fisco estadual e na coordenação do esquema.
GERAL
Exame descarta morte encefálica e estudante tem quadro estável
A possibilidade de morte encefálica da estudante de Odontologia Ana Júlia Cortez da Guia, de 20 anos, vítima de um grave acidente na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, foi descartada após exame realizado nesta quinta-feira (17). Apesar de permanecer em estado grave, o quadro da jovem é considerado estável.
Segundo apurado, a tomografia de crânio não apontou agravamento do quadro cerebral. Ana Júlia deverá passar por uma série de outros exames para acompanhamento e avaliação de seu estado de saúde.
A jovem permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
O acidente ocorreu na terça-feira (15), quando a estudante perdeu o controle do carro que conduzia e bateu contra um poste em frente ao Shopping Estação.
egundo familiares, Ana Júlia havia comprado o veículo cerca de 20 dias antes do acidente e seguia para o estágio em um consultório odontológico quando ocorreu a colisão. Com o impacto, ela ficou presa às ferragens.
Reprodução
O acidente ocorreu na Avenida Miguel Sutil, na terça-feira (15)
O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável pelos primeiros socorros.
A estudante sofreu traumatismo craniano, fraturas nos dois braços e em três costelas. Uma das costelas perfurou o pulmão, causando hemorragia. Ela também apresentou hematoma cerebral com sangramento.
Após o acidente, o pai da jovem pediu orações pela recuperação da filha. Na ocasião, ele afirmou que o quadro era delicado e que a família havia sido informada de uma chance de sobrevivência de apenas 5%.
O pai também contou que Ana Júlia cursa o quarto ano de Odontologia e já trabalhava como estagiária.
“Só quero uma oração de fé pela estabilização e pela restauração da vida da minha filha”, pediu.
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