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Morte de idosa

Juiz manda soltar advogado após livrá-lo de júri popular em VG

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O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, revogou a prisão preventiva do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos.

A decisão ocorre após o próprio magistrado desclassificar a acusação contra o advogado de homicídio doloso para culposo — quando não há intenção de matar — e afastar, consequentemente, a possibilidade de ele ser levado a júri popular.

Com a revogação da preventiva, foi expedido o alvará de soltura e Paulo deverá deixar a prisão ainda nesta quinta-feira (17).

O acidente ocorreu na manhã de 20 de janeiro deste ano, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Ilmis tentava atravessar a via quando foi atingida pelo veículo conduzido pelo advogado. Com o impacto, ela foi arremessada contra outro carro e morreu no local.

Ao analisar o processo, o juiz considerou que existem elementos indicando imprudência na condução do veículo, mas entendeu que as provas não demonstram que Paulo tivesse intenção de matar ou assumido conscientemente o risco de provocar a morte da vítima.

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“Não há, contudo, indicativos de que o acusado realizava manobras arriscadas deliberadas ou dirigisse sob efeito de álcool, mas que dirigia em velocidade excessiva, o que aponta para imprudência, não para indiferença quanto a um resultado fatal”, afirmou Pierro na decisão que desclassificou o crime.

O magistrado também levou em consideração que a vítima atravessava a avenida fora da faixa de pedestres e que não houve comprovação de que o motorista a tenha visto a tempo de evitar o atropelamento e, mesmo assim, decidido prosseguir. Conforme a perícia citada nos autos, o veículo estaria a uma velocidade entre 101 km/h e 103 km/h no momento do acidente.

Desde o início do processo, a defesa contesta a versão de que Paulo trafegava a mais de 100 km/h e também sustenta que ele não fugiu do local do acidente.

O advogado Renato Carneiro, responsável pela defesa, afirmou que a revogação da prisão corrige o que considera uma injustiça.

“Paulo saiu de casa naquela manhã para trabalhar, não para matar ninguém. Ele não estava a 100 km/h, não fugiu e jamais deveria ter permanecido preso por mais de sete meses por conta de um acidente. Sempre confiamos que a Justiça mato-grossense corrigiria essa injustiça e, hoje, fez prevalecer o Direito”, afirmou.

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Na decisão anterior, ao afastar o dolo eventual, Pierro ressaltou que a desclassificação não significava minimizar a gravidade do acidente ou a morte da vítima.

“Não se pretende, com isso, negar a gravidade dos fatos ou minimizar a dor dos familiares da vítima, pois reconhece-se integralmente a tragédia humana subjacente ao caso. O processo penal, contudo, não pode ser conduzido por sentimentos de vingança ou por pressão social, mas sim pela rigorosa observância dos princípios constitucionais e legais”, escreveu.

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Exame descarta morte encefálica e estudante tem quadro estável

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Foto: Reprodução

A possibilidade de morte encefálica da estudante de Odontologia Ana Júlia Cortez da Guia, de 20 anos, vítima de um grave acidente na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, foi descartada após exame realizado nesta quinta-feira (17). Apesar de permanecer em estado grave, o quadro da jovem é considerado estável.

Segundo apurado, a tomografia de crânio não apontou agravamento do quadro cerebral. Ana Júlia deverá passar por uma série de outros exames para acompanhamento e avaliação de seu estado de saúde.

A jovem permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

O acidente ocorreu na terça-feira (15), quando a estudante perdeu o controle do carro que conduzia e bateu contra um poste em frente ao Shopping Estação.

egundo familiares, Ana Júlia havia comprado o veículo cerca de 20 dias antes do acidente e seguia para o estágio em um consultório odontológico quando ocorreu a colisão. Com o impacto, ela ficou presa às ferragens.

Reprodução

acidente Miguel Sutil

O acidente ocorreu na Avenida Miguel Sutil, na terça-feira (15)

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O Corpo de Bombeiros foi acionado para auxiliar a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável pelos primeiros socorros.

A estudante sofreu traumatismo craniano, fraturas nos dois braços e em três costelas. Uma das costelas perfurou o pulmão, causando hemorragia. Ela também apresentou hematoma cerebral com sangramento.

Após o acidente, o pai da jovem pediu orações pela recuperação da filha. Na ocasião, ele afirmou que o quadro era delicado e que a família havia sido informada de uma chance de sobrevivência de apenas 5%.

O pai também contou que Ana Júlia cursa o quarto ano de Odontologia e já trabalhava como estagiária.

“Só quero uma oração de fé pela estabilização e pela restauração da vida da minha filha”, pediu.

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