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PEC 6x1

Deputados de MT votaram a favor do fim da escala 6×1; veja lista

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GERAL

Todos os oito deputados federais de Mato Grosso votaram a favor do fim da escala 6×1, durante sessão na noite de quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados. O texto segue agora para análise do Senado.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) reduz a jornada de trabalho para todos os brasileiros das atuais 44 horas semanais para 40 horas. Quando entrar em vigor, os trabalhadores terão cinco dias de jornada e folgarão dois dias na semana, uma delas preferencialmente no domingo. A proposta reduz jornada de trabalho e mantêm a remuneração.

Duas horas serão reduzidas 60 dias após a promulgação da PEC e outras duas horas no prazo de 14 meses.

O primeiro parlamentar a ser favorável foi Rodrigo da Zaeli (PL-MT), ainda na tarde de ontem, durante análise do projeto em uma comissão especial da qual faz parte.

Depois, a medida passou por duas votações no plenário da Câmara, em que todos os parlamentares foram favoráveis.

O texto ainda precisa ser aprovado com ao menos 49 votos entre 81 senadores, em dois turnos, pelo Senado antes de ser promulgado.

A mudança prevista na PEC deve afetar mais da metade dos trabalhadores formais no Brasil. Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), banco de dados do governo federal, 35 milhões de pessoas com registro em carteira trabalham mais de 40 horas semanais, número que equivale a 58,38% do total de empregados.

A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

Veja o nome dos deputados federais que votaram a favor:

Coronel Assis (PL-MT)

Coronel Fernanda (PL-MT)

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Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT)

Fabio Garcia (União-MT)

José Medeiros (PL-MT)

Juarez Costa (Republicanos-MT)

Nelson Barbudo (Podemos-MT)

Rodrigo da Zaeli (PL-MT)

VEJA O QUE MUDA COM O FIM DA ESCALA 6X1

Jornada de trabalho

Como é: Limitada a oito horas por dia e 44 horas semanais

Como pode ficar: Limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados, sendo um deles preferencialmente aos domingos; no primeiro ano, o limite será de 42 horas semanais

Descanso semanal

Como é: Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos

Como pode ficar: Ficam garantidos dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos

Escala de trabalho e folgas

Como é: A escala de trabalho não está determinada na Constituição; empresas podem organizar a escala até o limite de 44 horas semanais

Como pode ficar: Texto prevê a escala de trabalho 5×2, mas mantém regimes especiais para determinadas categorias, conforme previsto em leis específicas, normas regulamentadoras, acordos e convenções coletivas

Hora extra

Como é: Salário deve ser acrescido em 50% a cada hora a mais trabalhada, com limite de duas horas extras por dia

Como pode ficar: Acordos e convenções coletivas poderão prever que, durante a transição, a jornada diária possa ter mais de oito horas para compensar a escala 5×2, sem que sejam pagas como extra

Trabalho aos domingos

Como é: O trabalho aos domingos não é proibido e é, inclusive, permitido para algumas categorias consideradas essenciais. Se houver trabalho nesse dia sem compensação prevista em lei, norma ou convenção ou acordo coletivo, a hora de trabalho deverá ser paga em dobro

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Como pode ficar: A PEC mantém o domingo como um dia preferencial de descanso, mas não veta o trabalho neste dia, garantindo que categorias que precisem funcionar possam organizar suas escalas; vale a regra atual de compensação, que pode ser feita, inclusive, por banco de horas

Banco de horas

Como é: O trabalho em domingos e feriados pode ser compensado por meio de banco de horas se houver acordo ou convenção coletiva prevendo a medida

Como pode ficar: Não há nova regra prevista, e o banco de horas poderá ser adotado conforme as negociações entre empregadores e trabalhadores

Acordos e convenções coletivas

Como é: A Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garantem que acordos e convenções coletivas podem prever arranjos diferentes de leis e normas, desde que respeitem a Constituição; é o acordado sobre o legislado, reforçado na reforma trabalhista de 2017

Como pode ficar: A PEC mantém que acordo ou convenção coletiva de trabalho podem prever compensação de horários e outros arranjos de jornada, desde que rerespeitados os limites reforçando o acordado sobre o legislado

Superempregados

Como é: A reforma trabalhista de 2017 criou a figura do trabalhador hipersuficiente, que é aquele com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência Social; ele pode negociar diretamente com o empregador

Como pode ficar: A PEC coloca na Constituição a figura do ‘superempregado’, que é o trabalhador com diploma de nível superior e com salário acima de dois tetos e meio da Previdência, o que dá R$ 21.888,88 hoje. Neste caso, o profissional não terá controle de jornada

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GERAL

MT é um dos que mais mata mulheres negras no Brasil; entenda

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Mato Grosso aparece entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres negras no Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2026. O levantamento mostra que, em 2024, o estado registrou 26 assassinatos de mulheres negras e 27 de mulheres não negras.

Os números revelam mudanças no perfil da violência letal feminina ao longo dos últimos anos. Entre as mulheres negras, Mato Grosso contabilizou 38 homicídios em 2020, 42 em 2021, 41 em 2022, 27 em 2023 e 26 em 2024. Já entre as mulheres não negras, foram 25 mortes em 2020, 19 em 2021, 23 em 2022, 28 em 2023 e 27 em 2024.

Na soma dos últimos 5 anos, o estado registrou 174 homicídios de mulheres negras, contra 122 homicídios de mulheres não negras, uma diferença de 52 mortes. Os dados reforçam que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal em Mato Grosso.

Apesar da redução recente nos homicídios de mulheres negras no estado, Mato Grosso ainda figura entre as unidades federativas com os maiores índices proporcionais do país. Conforme o Atlas da Violência, o estado registrou taxa de 5,4 homicídios de mulheres negras por 100 mil habitantes em 2024, ficando atrás apenas de estados como Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Roraima e Alagoas.

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O estudo aponta que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas da violência letal no Brasil. Em 2024, elas representaram 67,5% de todos os homicídios femininos registrados no país. Nacionalmente, foram 2.457 mulheres negras assassinadas no período.

Segundo o levantamento, a violência contra mulheres não ocorre de forma homogênea e está diretamente relacionada a fatores estruturais, como desigualdade social, racismo estrutural e violência de gênero. O documento destaca que mulheres negras enfrentam maior vulnerabilidade justamente pela intersecção entre racismo e cultura patriarcal.

O Atlas também aponta que, embora tenha ocorrido queda nos homicídios femininos na última década, a desigualdade racial permanece significativa. Em 2024, a taxa nacional de homicídios de mulheres negras foi de 4 mortes por 100 mil mulheres, enquanto entre mulheres não negras a taxa foi de 2,4, uma diferença de 66,7%.

Os pesquisadores afirmam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige políticas públicas que considerem fatores sociais, territoriais e raciais, especialmente em regiões periféricas e contextos de maior vulnerabilidade social.

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