Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

CRISE NA GESTÃO

Unimed Cuiabá: ano contábil de 14 meses gera polêmica

Publicado em

CUIABÁ

Uma análise feita pelo site “Unimed Sem Medo” sobre a Cédula C revela que a gestão da Unimed Cuiabá transformou 2022 em um ano contábil de 14 meses. Essa peculiaridade surge da prática histórica da cooperativa de carregar contas de um ano para o outro devido aos prazos de recebimentos, conferências e reconhecimento contábil.

Desde a fundação da cooperativa, o ano subsequente sempre inclui contas de eventos do ano anterior, criando um ciclo contínuo onde cada ano absorve pendências do anterior. No entanto, ao refazerem o balanço de 2022, a gestão atual devolveu todas as contas que haviam sido transferidas para 2023, sem retirar as contas herdadas de 2021, resultando em um desequilíbrio significativo.

Esse desequilíbrio fez com que 2022 registrasse despesas equivalentes a 14 meses. Em contraste, 2023 – o primeiro ano da gestão Bouret – registrou apenas 10 meses de despesas, uma vez que, atipicamente, não carregou nenhuma conta do ano anterior, mas enviou contas para o ano seguinte. Mesmo com esse cenário, a diretoria ainda conseguiu gerar um prejuízo de 60 milhões de reais.

A explicação oficial da gestão sobre a discrepância entre a Cédula C e a produção relatada foi contestada. Eles atribuíram a diferença a regimes contábeis distintos (caixa e competência), mas essa justificativa foi desmentida, já que a produção considerada para rateio precisa ser a mesma do balanço.

Leia Também:  Inscrições para os cursos técnicos noturnos gratuitos vão até domingo (10)

O balanço, que inclui contas a receber, contas a pagar e provisionamentos, não considera toda a competência dos eventos. Relatórios dos últimos balanços mostram cortes em dezembro e há o prazo de anúncio dos eventos a ser considerado, já que procedimentos realizados em meses anteriores podem não ser relatados até o ano seguinte. A ANS exige provisionamento para esses eventos futuros através da PEONA.

Quando a Unimed enviou a Cédula C, o balanço em vigor era o que havia sido rejeitado. No refazimento, a gestão alterou o passado para ajustar o futuro, resultando no ano de 14 meses em 2022. Essa discrepância só ocorreu em 2022, com os anos anteriores mostrando valores equivalentes entre a Cédula C e a produção no balanço.

PPSC e Alegações de Fraude

As Provisões para Perdas Sobre Créditos (PPSC) cobrem possíveis inadimplências futuras. A gestão, em sua explicação, admitiu alterar provisões do passado com base no conhecimento futuro, prática considerada fraudulenta.

Alegaram que o aumento de 55 milhões nas provisões se deu por:

  • 27 milhões em adiantamentos a receber;
  • 6 milhões em perdas com intercâmbio;
  • 8 milhões em perdas com medicamentos;
Leia Também:  Homem mata esposa a facadas, procura delegacia e confessa crime em Várzea Grande

Os 27 milhões em adiantamentos estavam em auditoria e, ao cancelarem as contas de adiantamentos e toda a auditoria, não seria necessário incluir isso nas provisões, a menos que tenham favorecido alguns.

As perdas de 6 milhões em intercâmbio ocorreram em 2023 e não poderiam aumentar as provisões de 2022. As perdas com medicamentos aumentam a cada comunicado, necessitando perícia do conselho fiscal.

Reversões de valores no ano seguinte, ao contrário do que alegam, ocorrem sim. A PPSC, por normativa da ANS, tem sua reversão incluída como receita e não demonstrada claramente no balanço.

Sobre a Auditoria e ANS

Chamar a PP&C de “uma das maiores” descredibiliza o comunicado da gestão, pois as grandes auditorias são PwC, Deloitte, EY, KPMG. A PP&C é apenas uma parceira.

A ANS fiscaliza a Saúde Suplementar visando o cliente, não os cooperados. Ela verifica erros contra o cliente, não erros que desfavorecem a operadora. Se a Unimed declarar prejuízo de 400 milhões, a ANS não contestará.

Outro lado

A redação do MT Notícias fez contato com a assessoria da Unimed por email. Mas não obteve retorno. Segue abaixo o comunicado interno distribuído pela cooperativa sobre o assunto.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

CUIABÁ

Orgia termina em tentativa de calote e mulher trans baleada dentro de motel

Publicados

em

Foto: Reprodução

Um homem foi preso na madrugada desta sexta-feira (17) após uma sequência de agressões e disparos de arma de fogo dentro do Motel Califórnia, localizado no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

Segundo informações da Polícia Militar, a confusão começou após um desacordo no pagamento de um programa. O suspeito teria contratado duas mulheres transexuais, mas, no momento de quitar o valor combinado, afirmou ter apenas R$ 120, o que gerou revolta e discussão no local.

A situação rapidamente saiu do controle e evoluiu para violência física. Imagens do circuito interno do estabelecimento registraram o momento em que o homem agride uma das vítimas com socos e chutes.

Durante a briga, uma segunda mulher tentou intervir e entrou em luta corporal com o suspeito. Apesar de conseguirem derrubá-lo, o homem se levantou, sacou uma arma e passou a perseguir uma das vítimas pelos corredores do motel.

Na sequência, ele fez os disparos e atingiu a panturrilha da mulher. Após o ataque, fugiu do local.

Com base nas características do veículo utilizado pelo suspeito, os policiais conseguiram localizá-lo ainda na região do Jardim Vitória. Durante a abordagem, ele resistiu à prisão, entrou em confronto com os militares e tentou tomar a arma de um dos policiais, sendo contido.

Leia Também:  Líder diverge de Pivetta sobre discussão de emendas para festas

No motel, os agentes encontraram cápsulas de pistola calibre .380. O suspeito admitiu que possuía uma arma de fogo, mas declarou que a descartou em uma área de mata antes de ser detido. O armamento não foi localizado.

Ele foi encaminhado à delegacia e deve responder pelos crimes. O caso será investigado pela Polícia Civil.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA