TRAGÉDIA
Morre atual mulher de pecuarista que foi vítima de queda de avião
Ana Paula Pridonik, de 27 anos, era companheira do pecuarista Garon Maia e madrasta de Francisco Veronezi Maia
BRASIL
A engenheira civil Ana Paula Pridonik, de 27 anos, morreu na tarde desta terça-feira na Santa Casa de Campo Grande, na capital sul-mato-grossense. A jovem era a atual mulher do pecuarista Garon Maia e madrasta de Francisco Veronezi Maia, os dois mortos em uma queda de avião neste sábado nas proximidades da cidade de Vilhena, em Rondônia.
Ana Paula deu entrada na unidade de saúde no início da tarde de hoje e morreu às 14h50. Ela havia sido socorrida mais cedo pelo Corpo de Bombeiros, em sua casa, com um ferimento causado por arma de fogo.
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Garon Maia e o filho, Francisco Veronezi Maia — Foto: Reprodução/ Facebook
Ana Paula morreu pouco depois do sepultamento do companheiro e do enteado. O fazendeiro Garon Maia Filho, de 42 anos, e seu filho Francisco Veronezi Maia, de 11 anos, não resistiram aos ferimentos de um acidente aéreo acontecido sábado. Pai e filho morreram na tragédia.
Os corpos de Francisco e Garon Maia foram sepultados nesta terça-feira em Campo Grande. A despedida aconteceu no Cemitério Parque das Primaveras e reuniu uma multidão que compareceu para prestar apoio à família das vítimas.
Relatos de quem compareceu à despedida indicam que foram inúmeras as homenagens feitas por familiares, amigos e empresas às vítimas do acidente. Colegas de escola do menino compareceram ao velório para dar adeus e prestaram homenagem ao amigo.
Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a família Maia se pronunciou sobre a perda e homenageou pai e filho. “Sabemos que eles também tocaram a vida de muitas pessoas e, portanto, compartilhamos essa dor com todos que amaram e que hoje também choram sua partida”.
Em texto que circula nas redes sociais, supostamente escrito pelo irmão de Garon Maia, é dito que o piloto saiu com a aeronave para abastecê-la e buscar pizzas. O avião caiu nas proximidades de Vilhena, em Rondônia, a poucos quilômetros do Mato Grosso, destino final do voo. A viagem até a Fazenda Jaqueline, para onde seguiam, é estimada em 15 minutos, mas o avião sumiu dos radares cinco minutos após decolar.
Garon Maia, apontado por amigos como o piloto do avião no momento da queda, era conhecido como um condutor experiente.
Em vídeos que circulam nas redes sociais após a morte de pai e filho, Francisco Veronezi, de apenas 11 anos, aparece pilotando a aeronave enquanto Garon bebe cervejas do lado. “Meu piloto, boa”, comenta o pai no registro compartilhado nas redes sociais dias antes do acidente.
AGRICULTURA
Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro
A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.
Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.
Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.
“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.
Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.
“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.
Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.
Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.
Efeitos econômicos
Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).
O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.
“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.
Guerra comercial
Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.
Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.
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