SEGUNDO RELATÓRIO
Seis municípios de MT apresentam aumento acima 70% no PIB
AGRICULTURA
Seis municípios de Mato Grosso tiveram um aumento de mais de 70%, entre 2020 e 2021, no Produto Interno Bruto (PIB), conforme o relatório técnico elaborado pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi divulgado nessa segunda-feira (22).
Conforme o levantamento, os municípios tiveram as atividades econômicas agrícolas como principal fator responsável por esse crescimento.
Confira os municípios que tiveram esse aumento:
- Santa Cruz do Xingu – 93,30%
- Sapezal – 86,68%
- Porto Alegre do Norte – 76,02%
- Campos de Júlio – 72,51%
- Diamantino – 71,14%
- Santo Antônio de Leverger – 70,72%
“Somos o estado que mais gera empregos no Brasil e que mais cresce proporcionalmente à indústria e, mais uma vez, fica caracterizada a vocação de Mato Grosso como líder nacional do agronegócio”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador usado para medir a evolução da economia.
O relatório também aponta quais são os seis municípios do estado que obtiveram um maior crescimento econômico em valores. (Confira abaixo)
Municípios com maior crescimento econômico:
- Rondonópolis – R$ 4,44 bilhões
- Sorriso – R$ 3,40 bilhões;
- Sapezal – R$ 3,24 bilhões;
- Cuiabá – R$ 3,19 bilhões,
- Diamantino – R$, 2,38 bilhões e
- Campo Novo do Parecis – R$ 2,38 bilhões
AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
-
Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
-
Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
-
Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
-
Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
-
GERAL6 dias atrásMato Grosso lidera produção agropecuária do país com projeção de R$ 206 bilhões em 2026
-
GERAL5 dias atrásMPT articula ação para prevenir acidentes em silos
-
OPINIÃO5 dias atrásDinheiro ganha eleição?
-
OPINIÃO5 dias atrásO Ministério de Jesus
-
GERAL4 dias atrásJustiça nega tentativa de ‘acordão’ para quitar as dívidas com terrenos
-
GERAL6 dias atrásMato Grosso registra 328 vítimas de estupro de vulnerável em três meses
-
GERAL4 dias atrásDelegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT
-
GERAL5 dias atrásSemana começa quente, mas frio deve chegar no Estado



