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PORTARIA

Ministério da Agricultura declara MT livre de aftosa sem necessidade de vacinação

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AGRICULTURA

Foto: Governo de Mato Grosso

Nesta segunda-feira, 25 de março, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a Portaria nº 665, reconhecendo nacionalmente Mato Grosso (MT) e outros 15 estados, como livres de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. A medida proíbe o armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa nessas áreas, além de restringir a movimentação de animais e produtos para regiões onde a vacinação ainda é prática comum.

Essa restrição de movimento permanecerá em vigor até que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) conceda reconhecimento internacional a todas as unidades da Federação como livres de febre aftosa sem vacinação. A portaria entra em vigor a partir de 2 de maio.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está em conformidade com o Plano Estratégico do Plano Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA), visando tornar o Brasil completamente livre da doença até 2026. Os estados e o Distrito Federal atenderam aos critérios definidos no plano estratégico, alinhado com as diretrizes da OMSA.

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O reconhecimento internacional como livre de febre aftosa sem vacinação abre oportunidades para que os produtos pecuários dessas regiões acessem os mercados mais exigentes do mundo. Atualmente, apenas alguns estados brasileiros possuem esse reconhecimento internacional pela OMSA.

Em abril, os estados da Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e parte do Amazonas realizarão sua última campanha de imunização contra aftosa. Já para os estados que continuarão com a vacinação, como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, as etapas de vacinação em 2024 seguirão nos meses de maio e novembro.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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